Presidente Lula assina autorização em que permite a Polícia Federal contratar mais aprovados no último concurso para os cargos de agente, escrivão e delegado.

O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou um decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União do último dia 6 de junho, em que autoriza a Polícia Federal a convocar mais 201 aprovados no concurso aberto em 2021. O decreto também teve a assinatura dos ministros da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e do Planejamento, Simone Tebet:

CONFIRA O DECRETO QUE AUTORIZA A CONVOCAÇÃO DE 201 APROVADOS NO CONCURSO PF 2021

Esse era o quantitativo solicitado pelo ministro da Justiça Flávio Dino, ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, no mês passado. Com esse aval, a PF poderá chamar, em breve, para prestarem o curso de formação policial:

  • 30 aprovados no cargo de delegado: que exige nível superior em Direito;
  • 90 aprovados no cargo de agente: nível superior em qualquer área e CNH de categoria B;
  • 81 aprovados no cargo de escrivão: nível superior em qualquer área e CNH de categoria B.

Somente conquistando a aprovação no curso de formação que esses excedentes poderão ingressar no quadro de servidores da área policial da corporação. O formato do curso desses 201 excedentes será o mesmo para quem obteve a aprovação e ocupou as 1.500 vagas imediatas, sendo administrado pela Academia Nacional de Polícia, em Brasília.

Os convocados ficarão em regime de internato na academia, sendo exigido deles frequência obrigatória e dedicação exclusiva para o curso de formação. A critério da Administração, poderão ser desenvolvidas atividades em qualquer Unidade da Federação.

Esses futuros policiais federais serão contemplados com a nova remuneração após o reajuste salarial concedido pelo Governo Federal (de 9%), ou seja, será pago R$14.148,74 para os aprovados nos cargos de agente, escrivão e também para papiloscopista, que esteve incluído no concurso de 2021, e R$26.324,30 mensais para delegado. Lembrando que esses valores ainda não foram confirmados oficialmente pela Polícia Federal, e também não está incluso neles o auxílio-alimentação que subiu de R$458 para R$658. Esse último concurso da PF continuará válido até o dia 15 de setembro, sem haver mais a possibilidade de ser prorrogado.

Edital para agente administrativo é iminente

Após abrir concurso para a área policial, a PF planeja agora lançar um edital para a área administrativa, que está há quase dez anos sem reposição de servidores. Por esse motivo, a corporação enviou um pedido de concurso com 734 vagas para o Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (PECPF), sendo a maioria delas para o cargo de agente administrativo – 559 vagas para quem possui nível médio completo.

Em documento enviado ao ministro da Justiça e Segurança Pública, o diretor-geral da Polícia Federal, Anderson Pereira dos Santos, considerou iminente a abertura desse concurso para a área administrativa e solicitou a inclusão da etapa de investigação social no certame, que junto com a prova objetiva, seriam as únicas etapas de avaliação.

Comum em provas para a área de segurança pública, a aplicação da investigação social para a área administrativa, segundo o diretor-geral, será fundamental para a segurança das operações do órgão e irá ajudar a evitar problemas de servidores envolvidos em situações criminosas.

Sobre o pedido de concurso com mais de 700 vagas, ele está sob análise tanto no Ministério da Justiça quanto no Ministério da Gestão, que é quem dará a palavra final. Porém, por ser um concurso que não acontece desde 2014 e com um quadro bem defasado, é muito provável que ele seja autorizado ainda este ano.

Caso isso aconteça, a Polícia Federal poderá atingir a meta de empossar os aprovados já no ano de 2024. Para os futuros agentes administrativos, a PF deverá pagar uma remuneração mensal de R$5.115,88, enquanto os selecionados nos cargos de nível superior contemplados nesse pedido de concurso terão ganhos de R$8.384,87. Todos esses valores já incluem o percentual de 9% concedido em abril pelo Governo Federal, mas ainda precisam ser confirmados pela corporação.

 

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