Professor Carlos Eduardo Aguiar explica que programa de investigador não especifica se será cobrada a Lei 8.666 ou a Lei 14.133. Por isso, é preciso estudar ambas,

A disciplina de Direito Administrativo, que faz parte do conteúdo de Conhecimentos Específicos, tende a ser uma das que terá um grande número de questões na prova do concurso PC RJ para investigador. Por isso, para orientar os candidatos no estudo da matéria, a reportagem da DEGRAU CULTURAL entrevistou o professor Carlos Eduardo Aguiar.

Para começar, o professor chama a atenção para um assunto que tende a ser explorado na prova para Polícia Civil-RJ: Licitações. Carlos Eduardo Aguiar explica que o programa oficial não especifica se será cobrada a Lei nº 8.666/93 ou a Lei nº 14.133/2021(nova lei de licitações). Por isso, ele recomenda que os candidatos estudem as duas, de forma comparativa, já que ambas estão em vigência.

“A banca especificou os pontos dentro da licitação, então ficou um pouco mais ‘fácil’ para direcionar os estudos. Acredito que venham questões sobre princípios e modalidades, mas a contratação direta (dispensa e inexigibilidade) é um assunto bem recorrente em provas! Atenção: recomendo elaborar um quadro comparativo entre as duas leis nesses assuntos, fica mais fácil assimilar o conteúdo! No entanto, é importante ter atenção a todos os assuntos”, afirmou.

O professor Carlos Eduardo Aguiar apontou também outros assuntos de Direito Administrativo que a FGV, organizadora do concurso PC RJ, costuma cobrar com recorrência em suas provas.

“A FGV é uma banca que gosta de explorar bem os assuntos do conteúdo programático, mas existem alguns que estão sempre presentes, tais como poderes administrativos, atos e responsabilidade civil do Estado. Nesse último ponto, cuidado para os casos de omissão, a banca tem um posicionamento próprio nesse tema. Atenção ao assunto agente público, existem muitos desdobramentos nesse assunto”, disse o professor, que acredita que a prova traga de oito a dez questões sobre Direito Administrativo.

Professor diz que FGV cobra conhecimento amplo do candidato

O professor também traçou um perfil das provas elaboradas pela FGV. Segundo ele, a banca historicamente cobra questões exigindo um conhecimento amplo dos candidatos. Por isso, segundo Carlos Eduardo Aguiar, os concorrentes não podem se prender à ‘letra fria’ da lei.

“Preparem-se para as situações hipotéticas. Embora a FGV costume cobrar questões extensas e cansativas, não chega a dificultar a vida do concurseiro. É uma banca fiel ao programa. Sempre gosto de reforçar: o aluno tem que ser tornar íntimo da banca e, para isso, precisa fazer muitos exercidos de provas anteriores”, destacou.

Carlos Eduardo Aguiar ressalta que o estudo para concurso público requer planejamento e que organização faz toda a diferença para que o candidato possa obter um bom desempenho no certame.

“É preciso otimizar o tempo. A organização é sua aliada, acredite nisso! Estamos às vésperas da prova, então os candidatos têm que tentar fazer o maior número possível de questões, para conhecer ao máximo a banca FGV. Sempre que errar uma pergunta, volte à parte teórica para entender melhor o assunto. Lembrem-se: é preciso resolver questões sobre assuntos que estejam no conteúdo programático. Bons estudos e boa sorte a todos”, finalizou.

 

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