Em audiência realizada na Alerj nesta quarta, dia 16, deputados irão votar pela exclusão do item que limita as convocações para o TAF da Polícia Civil.
Os parlamentares que compõem as comissões de Segurança e Servidores Públicos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) solicitaram em audiência pública realizada nesta quarta-feira, 16 de março, que todos os aprovados nas provas objetivas do concurso da Polícia Civil sejam convocados para o Teste de Aptidão Física (TAF), que ainda está sem uma data definida.
Essa audiência é fruto da luta de uma comissão de aprovados e que resultará numa votação em plenário na Alerj na próxima quarta-feira, 23 de março, que pretende derrubar a chamada “cláusula de barreira, que limita o número de candidatos que poderão participar dessa etapa. Atualmente, após à recente autorização dada pelo governador Cláudio Castro, o número de candidatos a prestar o TAF está em 5.448 candidatos:
- 150 para o cargo de auxiliar de necropsia;
- 2 mil para investigador;
- 2 mil para inspetor;
- 150 para técnico de necropsia;
- 300 para perito legista;
- 198 para perito criminal;
- 650 para delegado.
A Fundação Getúlio Vargas, organizadora do concurso dos seis primeiros, ainda não divulgou o número total de aprovados nas provas que já foram realizadas. Mas a tendência é de que a quantidade de aprovados na etapa objetiva seja maior do que o limite imposto pelo edital.
Para que um grande número de aprovados na etapa objetiva não sejam eliminados por essa cláusula, o deputado Márcio Pacheco (PSC), que também preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), afirmou que realizará reuniões necessárias para viabilizar o chamamento de todos os selecionados:
“Nós vamos derrubar a cláusula de barreira, tem meu compromisso. Vamos lutar para aprovar os projetos. Vou fazer o debate com o secretário fazer as reuniões necessárias para achar uma solução”, afirmou Pacheco.
Também participou das discussões desta quarta, dia 16, o deputado estadual Delegado Carlos Augusto (PSD), que no mês passado apresentou o Projeto de Lei 5.334/22, que autoriza o Governo do Estado a dobrar o número de vagas no Concurso PC-RJ de 400 para 800 oportunidades imediata. A intenção desse projeto é buscar reduzir o enorme déficit de servidores na corporação, que atingiu a marca das 8 mil vacâncias.
“Não existe Segurança Pública sem investigação e sem combate à impunidade. A Polícia Civil do Rio de Janeiro é a melhor do Brasil, mas precisa se reestruturar para os novos desafios, e para tal precisamos aprimorar os concursos, corrigir eventuais falhas e garantir para os aprovados de 2021 e de outros anos que eles serão convocados”, afirmou o deputado Rodrigo Amorim (PSL), presidente da Comissão de Servidores da Alerj.
Como será o TAF do Concurso PC RJ?
Os candidatos aos sete cargos da Polícia Civil fluminense terão de executar quatro exercícios dentro dos requisitos exigidos em seus editais:
- Flexão de cúbitos;
- Flexão abdominal;
- Corrida de velocidade;
- Prova de resistência.
Os aprovados no TAF ainda serão avaliados pelo exame psicotécnico, exame médico, curso de formação e investigação social, esses últimos sob a responsabilidade da Academia de Polícia Sylvio Terra (Acadepol). Os candidatos a delegado passarão ainda por uma prova discursiva e uma prova oral.
A estimativa da corporação é contratar, de forma imediata, dez analistas de necropsia, dez técnicos de necropsia, cinco peritos criminais, 25 peritos legistas, 200 investigadores, 100 inspetores e 50 delegados. Os ganhos variam entre R$4.606,29 e R$18.745,95.
Assista ao episódio do podcast Hora do Concurso, com a participação do preparador físico Elon Júnior
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