Na reta final de preparação, candidatos a Oficiais da Reserva devem aproveitar o tempo que resta para intensificar nos estudos, recomenda o professor Orlando Stiebler.
Faltam poucos dias para as provas objetivas do concurso para oficiais da reserva de 2ª classe (serviço militar voluntário) da Marinha do Brasil. No dia 20 de fevereiro, os 10.604 inscritos terão de responder a 50 questões de múltipla escolha, sendo metade sobre Língua Portuguesa e a outra metade para diversas disciplinas que compõem a parte de Formação Militar-Naval. Dentre essas disciplinas, está a de História Naval.
Na avaliação do professor de História Naval Orlando Stiebler, dos cursos da DEGRAU CULTURAL, essa matéria deve trazer entre três a cinco questões, já que em outros concursos da Marinha esse número tem variado bastante. Porém, baixo número de questões numa prova não pode significar que o candidato deve jogar as apostilas de História Naval no mar e não se preocupar com as questões que ele irá se deparar na hora da prova. O especialista na disciplina acredita que o nível das questões não será tão fácil quanto se imaginam:
“Essa matéria pode parecer difícil em um primeiro momento para os alunos. E de fato, ela cobra alguns detalhes que, normalmente, os livros de História mais tradicionais de história da Marinha não tocam. Então, sim, é necessário saber alguns nomes (...) é necessário associar determinadas figuras históricas a determinadas batalhas, por exemplo, pode parecer cansativo, num primeiro momento, enfadonho, mas não são tantos os personagens, tantas as batalhas que são lembradas em prova, mas existem aquelas mais importantes, como a Batalha do Riachuelo, a Guerra da Cisplatina, o que torna a prova um pouco mais previsível”.
Por outro lado, Orlando acredita que o perfil das provas de História Naval não deve ser muito diferente do que foi cobrado em concursos anteriores na Marinha, com alternativas curtas e enunciados que até podem ser longos, com a introdução de textos, porém, essa não é uma característica das provas da Marinha.
Muitas chances de cair uma questão sobre a Independência do Brasil
2022 é o ano do bicentenário da proclamação da Independência do Brasil, quando o país deixou de ser colônia de Portugal na América do Sul e assumiu o status de Império. Em função dessa efeméride, o professor Orlando Stiebler aposta que alguma questão da prova de História Naval deve abordar o tema, já que foi após à Independência, em novembro do mesmo ano, que a Marinha brasileira foi formada.
Mas esse não é o único a assunto para o candidato se atentar nessa reta final de preparação:
“Outro tema que, de vez em quando caem, é sobre a participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial, em que teve o DNOG (Divisão Naval de Operações em Guerra), que foi muito importante e, de vez em quando, costuma a cair. E além disso, também aparecem questões sobre o período colonial, de lutas contra invasões estrangeiras, que não fossem as portuguesas, naturalmente, com destaque para personagens do Brasil como Jerônimo de Albuquerque”.
Além dos fatos históricos, a parte de História e Formação da Marinha também deve abordar a Evolução tecnologia dessa força armada. Na avaliação do professor, um assunto que tem muitas chances de ser cobrado no exame é o Programa Pro-Sub, que desenvolveu o primeiro submarino brasileiro movido a propulsão nuclear, na cidade de Santos, litoral paulista.
Como aproveitar os últimos dias até às provas?
Certamente, muitos dos que estão lendo essa matéria já estão exauridos ou próximos do cansaço físico e mental depois da intensa preparação para o Concurso de Oficiais da Reserva de 2ª classe nesses últimos meses. Porém, na avaliação do professor Orlando, como a prova de História Naval exige muita decoreba de nomes, datas, acontecimentos e etc., o candidato a uma das 213 vagas temporárias destinadas ao 1º Distrito Naval não pode pensar em relaxar nesses últimos dias de preparação:
“Eu acho sempre importante intensificar os estudos até ao máximo, se possível, pois a gente sabe as condições dos candidatos, muitos trabalham, muitos estudam; mas se há a possibilidade de você, nesses últimos dias, ganhar uma folga, conversar com o chefe, aonde você estuda tentar um horário flexível, porque é importante intensificar nesses últimos dias, especialmente, nessa parte de História Naval”.
O professor acrescenta que por meio do estudo da teoria e a prática constante de exercícios o maior tempo possível, contribuem para que a matéria fique gravada na mente, o que é uma vantagem nessa reta final até os exames. Nesse sentido, é interessante o candidato buscar provas passadas de História da Marinha que se encontram em um acervo digital, podendo ser baixadas até com gabarito e, por fim, o professor Orlando recomendou o uso de mapas mentais, que auxiliam na organização dos assuntos mais importantes a serem estudados.
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Após prestarem as provas no dia 20 de fevereiro, os candidatos terão acesso ao gabarito preliminar no dia 22 de fevereiro, com os recursos podendo ser encaminhados entre os dias 23 e 25 deste mês. O resultado definitivo da prova objetiva só deve sair em 7 de abril.
Os candidatos do concurso Marinha RM2 ainda passarão por uma Prova de Títulos, pela Verificação de Dados Biográficos, Verificação Documental, Inspeção de Saúde e Teste de Aptidão Física.
Os aprovados receberão remuneração de até R$10.935,40 no primeiro ano de contrato, podendo chegar a R$13.611,15 quando estes estiverem próximos do oitavo e último ano de contrato no Serviço Voluntário.
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