Veja os motivos que fazem acreditar que o concurso para técnico e analista do INSS será autorizado muito em breve.
Em junho deste ano, o pedido enviado pelo Instituto Nacional de Seguro Social ao Ministério da Economia foi atualizado. A autarquia objetiva preencher 7.575 vagas para os cargos de técnico do seguro social (com 6.004 vagas) e analista do seguro social (1.571 vagas). A remuneração para o primeiro cargo será de R$5.447,78, enquanto o segundo oferece ganhos mensais de R$8.357,07.
Desde então, o pedido enviado pelo INSS ainda não foi autorizado. Mas não se desespere, concurseiro, e nem interrompa sua preparação diária só porque o concurso ainda foi autorizado. O pedido atualizado pelo INSS tem tudo para ser autorizado muito em breve, e há cinco fatores que vão fazer você acreditar nessa afirmação. Confira!
1 – Concurso INSS tem orçamento previsto
Conforme revelou o presidente do INSS, Leonardo Rolim, durante reunião com representantes da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), o concurso para técnicos e analistas do seguro social está incluso no Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2022, enviada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional no fim de agosto. Essa informação foi obtida com exclusividade pela equipe de reportagem da DEGRAU CULTURAL, através do secretário de Administração e Finanças da Fenasps, Moacir Lopes.
Isso significa que o INSS possui recursos reservados para abrir processos seletivos com taxa de inscrição. Lembrando sempre que, mesmo que a Ploa 2022 seja sancionada pela Presidência da República, ela não resultará numa autorização instantânea para o INSS. O aval virá do Ministério da Economia, sendo ele publicado no Diário Oficial da União. O próprio Moacir Lopes declarou que a Fenasps seguirá pressionando o Governo Federal para que atenda logo à necessidade do INSS.
2 – Concurso INSS precisa sair antes das Eleições
Até porque esse certame e tantos outros prestes a abrir pelo país precisam ser abertos antes do início do período eleitoral do próximo ano – antes do dia 2 de julho.
O presidente do INSS falou a respeito dessa previsão durante uma videoconferência com dirigentes sindicais e o chefe do setor de Gestão de Pessoas e a equipe, realizada no mês de julho. Essa é uma preocupação da presidência do órgão, já que apresenta apenas 44,4% da sua força de trabalho, segundo o Portal Brasileiro de Dados Abertos, e que pode ser ainda mais dizimada em decorrência dos contratos de quase 3 mil servidores temporários terminarem já no fim deste ano:
"Vamos precisar sim fazer o concurso para substituir temporários e servidores que estão se aposentando. Estamos bem otimistas que teremos a autorização”, afirmou Leonardo Rolim.
Sabendo da necessidade de que não poderá convocar os aprovados no próximo ano se o concurso não for autorizado antes do período eleitoral, o INSS espera receber o aval do Ministério da Economia até o dia 2 de abril do próximo ano, exatos seis meses antes do primeiro turno das Eleições.
3 – Saída de temporários em 2021
Reiterando o que foi dito no item 2, no fim deste ano se encerrará o contrato temporário de 2.275 mil servidores contratados para ocuparem as vacâncias existentes nas agências do INSS e para ajudar a acelerar a fila de pedidos por benefícios, seja por aposentadoria, auxílio-doença, auxílio-maternidade, entre outros. E para um órgão tão defasado de pessoal como o INSS, o término desses contratos será a cereja de um bolo bem indigesto:
“(A saída) impactará diretamente no atendimento à população, ocasionando o aumento de demandas judiciais, aumentando o custo da máquina pública, além de provocar o não atendimento da população", justifica o INSS.
4 - INSS sofrerá grande baixa de servidores até 2026
A preocupação está tanto no futuro próximo quanto no futuro mais distantes, com projeções nenhum pouco animadoras para o INSS em relação ao quadro de pessoal.
No mês de julho, o INSS enviou um ofício ao Ministério da Economia informando que, até 2026, cerca de 4.569 servidores estarão em abono de permanência ou mesmo já estarão aposentados. Esse número representará uma redução de 22,50% do efetivo, já que o atual quadro de servidores do INSS conta com 20.301 contratados
"Soma-se a isso o fato de outras situações não previstas, tais como falecimento, afastamentos legais, demissões, exonerações e vacâncias, cessões, requisições e movimentações para outros órgãos", explica o ofício enviado pelo INSS.
Provavelmente, com tantas perdas consideráveis de servidores, o INSS poderá realizar até mais um concurso público, se as contratações pelo cadastro de reserva na seleção que está por vir não forem suficientes para preencher todas as lacunas deixadas neste anos e nos próximos cinco. A conferir!
5 – Estrutura das provas já definida
Uma estratégia que pode favorecer a uma autorização mais imediata é a definição da estrutura das provas objetivas do próximo concurso. No mesmo documento em que a autarquia atualiza seu pedido por um novo edital, ela detalha as disciplinas que serão cobradas nas provas objetivas:
Prova para técnicos: Língua Portuguesa; Raciocínio Lógico; Informática; Noções do Regime Jurídico Único; Código de Ética do Servidor Público; Direito Constitucional; Direito Administrativo; Sistema de Seguridade Social.
Prova para analista: A prova de conhecimentos específicos deve trazer disciplinas condizentes com as especialidades do cargo que, são Serviço Social, Reabilitação Profissional e Recomposição do Quadro de Aposentados.
O formato das próximas provas difere pouco do que foi aplicado em 2015, no último concurso aberto pelo INSS, o que ajuda e muito quem decidiu se preparar desde o início para a seleção.
E como próprio disse o secretário da Fenasps, Moacir Lopes, em entrevista para a Degrau Cultural: “não existe saída para o governo que não abrir o Concurso INSS”. Portanto, concurseiro, mantenha-se otimista e focado na preparação desse concurso tão aguardado não só por quem atua na seguridade social, como também por todos os brasileiros que necessitam dos serviços oferecidos pelo INSS.




