Sem realizar um novo concurso desde 2014, Instituto Chico Mendes registra apenas 516 profissionais, quando o ideal seria de 1.514 agentes.
As questões envolvendo a preservação dos biomas naturais do Brasil também é de interesse público dos concurseiros, já que órgãos como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) necessitam urgentemente contratar novos servidores.
A coordenação de fiscalização do instituto assinou um documento no final de setembro em que prevê a necessidade de ter em seu quadro 1.514 agentes para cumprir a meta de fiscalização na Amazônia prevista para 2020, a se juntarem aos 1.908 policiais militares e 133 agentes que trabalham no Ibama. Este seria o quantitativo ideal para que os profissionais realizem, em 2020, as 514 ações planejadas em 125 unidades de conservação na região amazônica. Porém, segundo informações do Jornal O Globo, até o momento só foram realizadas 159 ações de fiscalização, tendo a atuação de 516 agentes do ICMBio mais o apoio de 423 policiais militares.
Apesar da constatação de que a falta de servidores resulta num menor número de ações fiscalizatórias, ainda não há previsão de quando o Ministério da Economia irá autorizar a realização de um novo concurso para o órgão. O Vice-Presidente da República, General Hamilton Mourão, que também preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal, declarou em julho que o Governo Federal estuda realizar novas seleções para os quatros órgãos ambientais: ICMBio, Ibama, Funai e Incra.
Porém, as informações se limitaram apenas a estudos e não há informações ainda sobre quando essas reposições serão feitas. O Ministério do Meio Ambiente, que é quem gerencia o ICMBio, está avaliando as possibilidades de abrir um novo concurso para o órgão e há a expectativa de novas informações serem divulgadas na próxima reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal, que será realizada neste mês de outubro.
Proposta de fusão entre Ibama e ICMBio
Noticiamos no fim de setembro que o ministro do meio ambiente, Ricardo Sales, estava analisando uma possível fusão entre ICMBio e Ibama. No dia 02 de outubro, o Governo Federal criou um grupo de trabalho que será responsável por essa fusão. Caso isso de fato aconteça, haverá mudanças nas estruturas de algumas carreiras dos dois órgãos, o que irá se refletir nos próximos concursos públicos. O objetivo do Governo é unir áreas desses órgãos que tenham sobreposição de tarefas, como os trabalhos administrativos, por exemplo.
Para essa fusão acontecer, o projeto precisará ser aprovado, antes, pelo Congresso Nacional. Esse grupo, formado por servidores tanto do ICMBio quanto do Ibama, terão um prazo de 120 dias, contando a partir do 02 de outubro, para prepararem a análise da fusão. Esse prazo ainda poderá ser postergado.
Último concurso do ICMBio
Desde 2014 que esse órgão não contrata novos servidores via concurso público. Na ocasião, foram abertas 289 vagas, sendo 20 para analista administrativo, 30 para analista ambiental, 168 para técnico administrativo e 71 para técnico ambiental. Esses profissionais foram lotações nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Pará, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Paraíba, Piauí, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Maranhão e Espírito Santo.
O Cebraspe foi quem elaborou as provas objetivas que traziam 120 questões, sendo 50 distribuídas para disciplinas de Conhecimentos Básicos (Língua Portuguesa, Informática, Atualidades e Ética no Serviço Público) e 70 questões de Conhecimentos Específicos. Os candidatos ainda passaram por provas discursivas




