Enquanto não há certezas sobre o futuro do concurso de 204 mil vagas temporárias, IBGE afirma que os candidatos terão o reembolso das taxas de inscrição, em caso de não realização do certame.

Só para relembrar como está a novela do Concurso IBGE: as provas previstas para acontecer nos dias 18 e 25 de abril foram adiadas devido a aprovação da redução do Orçamento que seria destinado à realização do concurso para contratação de agentes e recenseadores, e consequentemente, para a realização do Censo Demográfico.

O instituto aguarda um posicionamento do Ministério da Economia para saber se o orçamento previsto para esses eventos será mesmo de R$71 milhões ou se haverá alguma mudança, com o apoio do Palácio do Planalto, para ampliar esses recursos. Caso o IBGE identifique que não há condições financeiras para abrir concurso e decida pelo cancelamento do mesmo, os candidatos receberão o reembolso das taxas de inscrição.  Ou seja, os candidatos inscritos às vagas de recenseador teriam de volta o valor de R$25,77, e os inscritos nas funções de agente censitário municipal e agente censitário supervisor receberiam o valor de R$39,49.

O IBGE reforça que o concurso, no momento, está suspenso e não cancelado. E não existem perspectivas de cancelamento, até o Ministério da Economia dar um parecer final.

As consequências de um cancelamento do Concurso IBGE

Após o Congresso Nacional aprovar o texto final do Orçamento 2021, reduzindo os recursos voltados ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de R$2 Bilhões para R$71 milhões, a Presidente da autarquia, Susana Cordeiro Guerra renunciou ao cargo, estando no comando do órgão até o dia 09 de abril. Nesta quarta-feira, 14 de abril, o atual diretor do IBGE, Eduardo Luiz Gonçalves Rios Neto, foi indicado à presidência do instituto pelo ministro da economia Paulo Guedes.

Na atual conjuntura, o Censo Demográfico, que já havia sido adiado do ano passado para 2021 em função da pandemia da Covid-19, corre o risco de não acontecer novamente, o que geraria, de acordo com o IBGE, “um apagão estatístico” sobre a população brasileira depois de mais de dez anos, do último Censo. Ainda mais depois dos impactos gerados pela pandemia.

Em toda a sua história, desde 1920, o Censo tem sido realizado a cada dez anos, sempre nos anos zero (2000, 2010, e deveria ocorrer em 2020, se não fosse a pandemia), e somente em três casos, ele sofreu o adiamento:

  • Em 1930, por conta da Revolução;
  • Em 1990, sendo adiada para 1991, durante o Governo Collor;
  • Em 2020, devido à pandemia do novo Coronavírus, sendo adiada para 2021.

Mas há um segundo cenário, mais otimista para o Concurso IBGE: as provas poderão ser remarcadas. Para isso acontecer, o Ministério da Economia teria de atender ao pedido do IBGE de ampliar o orçamento destinado ao órgão. Essa possibilidade, no entanto, ainda está longe de ocorrer, já que não houve ainda nenhum indicativo de acordo entre o Ministério da Economia com deputados e senadores.

Distribuição das 204.307 Vagas Temporárias

Visando a realização do Censo Demográfico, o IBGE destina oportunidades temporárias para três cargos, cada um com requisitos e remunerações específicas:

  • 5.450 vagas de agente censitário municipal (nível médio) - Remuneração de R$2.558;
  • 16.959 vagas para agente censitário supervisor (nível médio) - Remuneração de R$2.158;
  • 181.898 vagas para recenseador (nível fundamental) - Remuneração varia conforme a produtividade do profissional (o IBGE disponibilizou um simulador para auxiliar os candidatos para realizarem a consulta do salário, de acordo com a jornada de trabalho e o munícipio a qual irão realizar as coletas).

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