Wagner Rosário, ministro da Controladoria-Geral da União, considera pouco provável conseguir aplicar as avaliações ainda neste ano. Aprovados serão lotados em Brasília.
Os concurseiros que se animaram com a possibilidade das provas do próximo Concurso CGU acontecerem neste ano, devido à redução do intervalo entre publicação do edital e aplicação dos exames, tomaram um banho de água fria em pleno inverno. Ao responder um seguidor pelas redes sociais, o ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner de Campos Rosário, considerou essa possibilidade pouco provável:
“Pode ser que sim. Mas é pouco provável. O mais prudente é dizer que será em janeiro ou fevereiro de 2022. Estude como se fosse. Boa sorte”, declarou o ministro.
Porém, conforme o próprio ministro respondeu ao seguidor, as provas podem ocorrer, sim, em 2021. E como tornar o que parece pouco provável bastante provável?
Como o Ministério da Economia autorizou a CGU aplicar os exames objetivos dois meses após o lançamento do edital, é possível que elas ocorram ainda neste ano, desde que o edital saia, no máximo, até o fim de outubro. Como o pedido de concurso está autorizado desde 27 de julho, os preparativos precisam avançar ainda mais para que órgão contrate urgentemente a banca organizadora a ser responsável pela elaboração do edital e aplicação das provas.
Onde os aprovados no Concurso CGU serão lotados?
Um outro seguidor perguntou ao ministro Wagner Rosário se as vagas para o cargo de auditor contemplariam todas as capitais da Região Norte (como ocorreu no último concurso) ou somente para Brasília. O ministro respondeu o seguinte:
“Prezado, as áreas específicas, como a de conhecimentos jurídicos, serão centralizadas em Brasília". Isso significa que os concurseiros aprovados no próximo certame da CGU, seja residindo no extremo norte ou no extremo sul do país, terá de se transferir para Brasília, sede da CGU.
Ao todo, o órgão contratará novos 375 servidores, sendo 75 para técnico federal de finanças e controle, cargo de nível médio, e 300 de auditor federal de finanças e controle, de nível superior.
Atualmente, um técnico federal receber remuneração no valor de R$7.741,31, enquanto os ganhos concedidos aos auditores federais chegam a R$19.655.06. Esses mesmos valores deverão ser pagos aos aprovados no Concurso CGU, que ainda receberão R$458 de auxílio-alimentação. O regime estatutário é que regerá o contrato de trabalho desses futuros profissionais, assegurando-lhes a tão sonhada estabilidade.
Dependendo de como as fases do novo concurso da CGU caminham, prevê-se que os aprovados sejam nomeados em maio do ano que vem.
Prepare-se com base nos últimos Concursos CGU
Enquanto o edital não está disponível, os concurseiros que almejam conquistar uma das vagas oferecidas pela CGU devem utilizar os concursos anteriores da controladoria como referência para os seus estudos.
Aos candidatos a auditor federal, por exemplo, vale a pena conferir o que foi cobrado no último concurso para o cargo, em 2012. Na época, os candidatos às 250 vagas oferecidas tiveram de responder a questões de múltipla escolha em disciplinas de Conhecimentos Básicos (Português, Inglês, Espanhol, Raciocínio Lógico Quantitativo e Administração Pública), de Conhecimentos Específicos Comuns a todas as áreas (Direito Constitucional, Direito Administrativo e Administração Financeira e Orçamentária) e de Conhecimentos Específicos por áreas específicas (disciplinas variam). Nesse concurso, o cargo de auditor contemplava as áreas: Geral; Administrativa; Prevenção da Corrupção e Ouvidoria; Tecnologia da Informação / Infraestrutura de TI; Tecnologia da Informação/Desenvolvimento de Sistemas da Informação; Correição; e Comunicação Social.
Além da etapa objetiva, os candidatos passaram por uma prova discursiva, sindicância de vida pregressa e curso de formação.
Já o último concurso para técnico federal aconteceu em 2008 que, por sinal, também trazia vagas para auditores (na época, chamava-se a carreira de analista). Os candidatos a técnico tiveram de responder a questões de Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico-Quantitativo e Informática, na parte de Conhecimentos Básicos, e de Direito Constitucional, Matemática, Língua Inglesa ou Língua Espanhola, Legislação Aplicada à CGU e Regime Jurídico dos Servidores Públicos, na parte de Conhecimentos Específicos.
Os concorrentes a auditor também tiveram a prova objetiva dividida entre disciplinas de Conhecimentos Básicos e Específicos:
Conhecimentos Básicos para Auditor (2008): Língua Portuguesa, Língua Inglesa ou Espanhola, Raciocínio Lógico-Quantitativo, Conhecimentos Gerais e Administração Pública.
Conhecimentos Específicos para Auditor (2008): Direito Constitucional, Direito Administrativo, Administração Financeira e Orçamentária, e Técnicas de Controle.




