Ministro da Controladoria-Geral da União previu que edital do novo concurso deverá sair até 30 de novembro, o que exigirá celeridade no processo de escolha da banca organizadora.
Muitos concurseiros que pretendem prestar o próximo concurso público da Controladoria-Geral da União se preocuparam quando o ministro do órgão, Wagner Rosário, afirmou que o edital seria publicado até o dia 30 de novembro. Segundo os futuros participantes desse certame, não haveria tempo hábil para contratar o organizador para lançar o edital dentro do prazo estabelecido pelo ministro.
Acontece que, em concursos passado, a CGU costuma divulgar o edital poucos tempo de contratar uma empresa para organizar o seu certame. O exemplo mais verídico dessa celeridade é o último Concurso CGU, aberto em 2012 para o cargo de auditor.
No concurso em questão, a CGU recebeu a autorização no dia 5 de março de 2012. Em meados do mesmo mês, foi anunciada a banca organizadora escolhida – a Escola de Administração Fazendária (Esaf). E antes de completar um mês do contrato assinado com a organizadora, saía o edital para auditor. O processo só não foi mais ágil em função de alguns trâmites burocráticos. Além disso, o resultado final das provas de 2012 foram divulgados quatro meses depois da contratação da banca. Vale lembrar que algo semelhante poderá acontecer com o novo concurso, já que o Ministério da Economia autorizou a redução do intervalo entre edital e provas de quatro para dois meses.
Outro fator que favorecerá o lançamento imediato do edital é a possibilidade de contratação do organizador ser em formato de processo licitatório, que costuma ser sempre mais rápido. A CGU ainda não definiu qual modelo utilizará para contratar o organizador.
Com a iminência de que o processo de contratação do organizador não se arraste por muitos dias, caberá aos concurseiros não esperarem o edital para começar a se preparar para as provas. Até porque, se não houver atrasos, os exames poderão acontecer nos dias 6 e 13 de fevereiro do próximo ano.
Duas opções distintas de provas objetivas
Assim que escolher a banca organizadora, a CGU deverá definir de que forma avaliará os candidatos a técnico e auditor federal. Os exames poderão ser ou no formato “Certo ou Errado”, com um total de 120 questões, ou no formato de múltipla escolha, com 70 perguntas trazendo cinco alternativas de resposta.
O órgão irá definir também, em breve, as disciplinas que serão cobradas nas provas de cada um dos cargos. A referência para quem precisa estudar antes do edital são as provas de 2012, para auditor, e de 2008, para técnico:
Última Prova Objetiva para auditor:
- Conhecimentos Básicos: Português, Inglês, Espanhol, Raciocínio Lógico Quantitativo e Administração Pública;
- Conhecimentos Específicos Comuns a todas as áreas: Direito Constitucional, Direito Administrativo e Administração Financeira e Orçamentária;
- Conhecimentos Específicos por áreas específicas (disciplinas variam): Geral; Administrativa; Prevenção da Corrupção e Ouvidoria; Tecnologia da Informação / Infraestrutura de TI; Tecnologia da Informação/Desenvolvimento de Sistemas da Informação; Correição; Comunicação Social.
Última Prova para técnico (2008):
- Conhecimentos Básicos: Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico-Quantitativo e Informática;
- Conhecimentos Específicos: Direito Constitucional, Matemática, Língua Inglesa ou Língua Espanhola, Legislação Aplicada à CGU e Regime Jurídico dos Servidores Públicos.
Por outro lado, a CGU definiu o formato da prova discursiva para os dois cargos:
- Discursiva para Técnicos: redação dissertativa de até 30 linhas sobre algum tema da atualidade;
- Discursiva para Auditor: uma questão dissertativa ou uma peça técnica, para resposta em até 90 linhas; e duas questões para responder em até 15 linhas cada.
Esses exames deverão ser aplicados no mesmo dia, em Brasília, sede da CGU, nas capitais da Região Norte, e nas três cidades incluídas que irão representar, respectivamente, as regiões Sudeste, Sul e Nordeste: São Paulo, Porto Alegre e Recife.
Os aprovados nessas duas provas perícia médica (exclusiva para quem concorrer nas vagas reservadas para PCDs – Pessoas com Deficiência) e um Procedimento de Heteroidentificação (exclusivo para quem concorrer nas cotas para negros).
Nesse certame, serão incorporados à CGU 375 novos servidores, sendo 75 para trabalhar como técnico federal (cargo de nível médio) e 300 para o cargo de auditor (voltado a quem possui nível superior nas áreas de Auditoria, Fiscalização, Tecnologia da Informação, Finanças, Contabilidade Pública e Direito).
As remunerações para as duas carreiras estão nos valores de R$7.741,31 e de R$19.655,06, respectivamente, já incluindo o auxílio-alimentação no valor de R$458.




