Wagner Rosário, ministro da Controladoria-Geral da União, planeja lançar edital para auditor e técnico na segunda quinzena do mês que vem.

Novamente através das redes sociais, o ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, falou a respeito da previsão de lançamento do edital do concurso com 375 vagas. Segundo ele, a CGU está trabalhando para torná-lo acessível já na segunda quinzena de novembro, até o dia 30 desse mês. Ainda resta ao órgão contratar uma banca organizadora, que será responsável pela divulgação do edital e aberturas das inscrições.

Com relação à previsão das provas, Rosário mantém a pretensão de realiza-las no início de fevereiro, porém, declarou que ainda não tem como precisar uma data. Ele prometeu avaliar a possibilidade de aplicar as provas em todas as capitais do país, mesmo que as oportunidades do próximo concurso sejam destinadas ao Distrito Federal e aos sete estados da Região Norte.

O que está acertado, no momento, é que as provas objetivas para auditor federal darão foco maior às áreas de Auditoria, Fiscalização, Tecnologia da Informação, Finanças, Contabilidade Pública e/ou Direito.

De acordo com o projeto básico do concurso, os candidatos às vagas de auditor e técnico federal passarão por quatro etapas de avaliação, dependendo da condição em que estiverem inscritos:

  • 1º etapa: Provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório;
  • 2º etapa: Prova discursiva, de caráter eliminatório e classificatório;
  • 3º etapa: perícia médica, exclusiva para candidatos que se declararem com deficiência, de caráter unicamente eliminatório, a fim de verificar a deficiência declarada no ato de inscrição, bem como a compatibilidade entre as atribuições do cargo e a deficiência apresentada pelos candidatos;
  • 4º etapa: procedimento de verificação da condição declarada para concorrer às vagas reservadas aos candidatos negros, de caráter unicamente eliminatório.

Formato das provas objetivas e discursivas

O projeto básico não dá detalhes de como as provas objetivas serão aplicadas. Nesse momento, a CGU trabalha com duas possibilidades de formato dos exames:

  • 1 – prova contendo 120 questões, com assertivas Certo/Errado;
  • 2 – prova contendo 70 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas.

A escolha do formato de prova dependerá do perfil da banca escolhida pelo órgão. Se caso, por exemplo, o Cebraspe vier a se candidatar e vença o processo licitatório, é muito provável que a primeira opção seja a escolhida, já que é o modelo tradicional de provas elaborado pelo Cebraspe.

As disciplinas a serem cobrado também deverão ser definidas futuramente. Mas quem necessita se preparar com antecedência, vale a pena conferir o que foi cobrado nos concursos anteriores para técnico e auditor da CGU:

Provas do último concurso para auditor (2012):

  • Conhecimentos Básicos: Português, Inglês, Espanhol, Raciocínio Lógico Quantitativo e Administração Pública;
  • Conhecimentos Específicos Comuns a todas as áreas: Direito Constitucional, Direito Administrativo e Administração Financeira e Orçamentária;
  • Conhecimentos Específicos por áreas específicas (disciplinas variam): Geral; Administrativa; Prevenção da Corrupção e Ouvidoria; Tecnologia da Informação / Infraestrutura de TI; Tecnologia da Informação/Desenvolvimento de Sistemas da Informação; Correição; e Comunicação Social.

Provas do último concurso para técnico (2008):

  • Conhecimentos Básicos: Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico-Quantitativo e Informática;
  • Conhecimentos Específicos: Direito Constitucional, Matemática, Língua Inglesa ou Língua Espanhola, Legislação Aplicada à CGU e Regime Jurídico dos Servidores Públicos.

Na prova discursiva, por sua vez, os candidatos já sabem o formato que será utilizado na próxima seleção:

Para técnico: redação dissertativa de até 30 linhas sobre algum tema da atualidade.

Para auditor: resposta a temas relacionados aos conhecimentos específicos da prova objetiva, sendo: uma dissertação ou uma peça técnica, para resposta de até 90 linhas; e duas questões para responder em até 15 linhas cada.

Distribuição das vagas

O Ministério da Economia autorizou a CGU a preencher 375 vagas, sendo 75 para técnico federal e 300 para auditor federal.

As oportunidades para o primeiro cargo devem ser ocupadas por pessoas que possuam o nível médio completo, desde que ela apresente certificado de conclusão de ensino médio ou habilitação legal equivalente, expedido por uma instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

Para auditor federal, é preciso ter diploma de curso superior ou habilitação legal equivalente, também registrado no MEC nas áreas de Auditoria, Fiscalização, Tecnologia da Informação, Finanças, Contabilidade Pública e Direito.

O vencimento inicial para técnico será de R$7.741,31, e de R$19.655,06 para auditor. Dentro desses valores está incluso o auxílio-alimentação no valor de R$458.

 

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