Controladoria-Geral da União pretende solicitar o aval ao Ministério da Gestão realizar um novo concurso público. Órgão também quer chamar 93 aprovados na última seleção.
Quase um ano depois da homologação do seu último concurso, aberto no final de 2021, a Controladoria-Geral da União já planeja realizar um novo concurso público, com número de vagas e cargos a serem definidos. A intenção da CGU é enviar o pedido de concurso até 31 de maio, último dia para que o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos receba solicitações por parte dos órgãos públicos federais.
O órgão quer aproveitar que o Ministério da Gestão concederá uma série de autorizações ao longo do ano, para garantir orçamento para realizar um novo concurso público futuramente. Conforme havia sido anunciado pelo assessor especial da ministra da Gestão Esther Dweck, José Celso Cardoso Júnior, cerca de 8 mil vagas estão previstas em concursos a serem autorizados até julho deste ano. E a CGU, quer fazer parte desse grupo.
Além de buscar o aval para lançar um novo edital, a controladoria havia enviado, em março, um pedido para que fosse autorizada a convocação de 93 aprovados no último concurso público, sendo 75 para o cargo de auditor federal de Finanças e controle (nível superior), e 18 para técnico federal de finanças e controle (nível médio). Esse chamamento por excedentes se deve pelos seguintes motivos:
- Situação atual da sua força de trabalho;
- Para otimizar a utilização da força de trabalho;
- Retorno financeiro e social gerado pela CGU;
- Adequação à nova Estrutura Organizacional.
Desde que o pedido foi enviado, o Ministério da Gestão ainda não se posicionou se irá atendê-lo.
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Último Concurso CGU atraiu mais de 65 mil inscritos
É preciso reforçar que o último concurso da CGU ainda está válido, terminando o prazo somente em junho de 2024. Desse modo, o próximo edital só poderá ser publicado quando expirar a validade do último certame, caso ele não seja prorrogado por mais dois anos.
A seleção de 2021 ofertou 375 vagas de trabalho, sendo 75 para técnico de Finanças e Controle e 300 para auditor de Finanças e Controle. Essas oportunidades de trabalho estavam direcionadas à sede da CGU, em Brasília, e às suas unidades administrativas localizadas nos sete estados da Região Norte.
Esse concurso atraiu o interesse de 65.579 concorrentes - 31.830 para técnico e 33.749 para auditor – que prestaram provas objetivas e discursivas aplicadas pela banca FGV Conhecimentos. Veja abaixo o formato da avaliação objetiva para cada um dos dois cargos:
Prova de Técnico da CGU (80 questões)
- Conhecimentos Básicos: 15 questões de Língua Portuguesa, cinco de Língua Inglesa, cinco de Raciocínio Lógico-Quantitativo, cinco de Noções de Tecnologia da Informação;
- Conhecimentos Específicos: 10 de Noções de Direito Constitucional, 10 de Noções de Direito Administrativo, 10 de Noções de Administração Financeira e Orçamentária, 10 de Noções de Administração Geral, 10 de Controladoria-Geral da União (organização, competências e sistemas estruturantes).
Na parte discursiva, os candidatos a técnico tiveram de produzir uma redação de até 30 linhas sobre algum tema da atualidade, podendo atingir até 30 pontos.
Prova de auditores da CGU (110 questões)
- Conhecimentos Básicos: 15 de Língua Portuguesa, cinco de Língua Inglesa, 10 de Administração Pública e Políticas Públicas;
- Conhecimentos Específicos: 10 de Direito Constitucional, 14 de Direito Administrativo, cinco de Administração Financeira e Orçamentária, seis de Fundamentos de Auditoria Governamental e cinco de Controladoria-Geral da União (organização, competências e sistemas estruturantes).
Conhecimentos Especializados para auditores
Área de Auditoria e Fiscalização: 10 questões de Auditoria Governamental e Controle Interno, 10 de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, 10 de Avaliação de Políticas Públicas e mais 10 de Finanças Públicas;
Área Correição e Combate à Corrupção: 16 questões de Direito Administrativo Sancionador, oito de Direito Civil e Processual Civil, oito de Direito Penal e Processual Penal e oito de Direito Empresarial.
Área de Tecnologia da Informação: oito questões de Ciência de Dados, oito de Desenvolvimento de Sistemas, oito de Bancos de Dados, oito de Infraestrutura Tecnológica e oito de Segurança da Informação;
Área de Contabilidade Pública e Finanças: 10 questões de Auditoria Governamental, 10 de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, cinco de Análise de Demonstrações Financeiras, cinco de Estatística e 10 de Finanças.
A prova discursiva para a carreira que exige nível superior cobrou dos candidatos a produção de uma dissertação, de até 90 linhas, valendo 50 pontos, e uma questão, de até 15 linhas, com pontuação máxima de 20 pontos, sobre temas relacionados a Administração Pública, Direito Constitucional, Direito Administrativo ou Administração Financeira e Orçamentária.
Os selecionados nessas fases de avaliação receberão remuneração inicial de R$7.741,31, para técnico, e de R$19.655,06 para os selecionados na função de auditor. Mas é preciso frisar que esses valores sofrerão reajuste de 9% e terão o auxílio-alimentação ampliado para R$658, assim que o Presidente Lula sancionar o projeto de lei aprovado no Congresso Nacional na última quarta-feira, 26 de abril. As contratações ocorrerão pelo regime estatutário.




