Segundo Unacon, Controladoria-Geral da União solicitou ao Ministério da Gestão aval para dar posse a 75 auditores e 18 técnicos selecionados no último concurso.

A Controladoria-Geral da União solicitou ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos autorização para que convoque mais 93 selecionados no último concurso público, que foi homologado em junho do ano passado. A informação foi confirmado por meio de nota emitida pelo Sindicato Nacional dos Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle (Unacon), após reunião realizada com membros da CGU na última quarta-feira, 1º de março.

O sindicato informou que a Diretoria de Gestão Corporativa da CGU concluiu um parecer técnico-jurídico e o enviou, um dia após à reunião, para ser apreciado pelo novo ministério, que na atual gestão do Governo Federal é o responsável por gerir os assuntos relacionados aos servidores públicos de autarquia federais.

A intenção da controladoria é chamar mais 75 auditores federais de Finanças e controle, cargo de nível superior, e mais 18 técnicos federais de finanças e controle, que exigiu apenas o nível médio no concurso. Para receber o aval para chamar esses excedentes, a CGU utilizou as seguintes justificativas:

  • A situação atual da sua força de trabalho;
  • As medidas adotadas para otimizar a utilização da força de trabalho;
  • Retorno financeiro e social gerado pela CGU;
  • Adequação à nova Estrutura Organizacional.

A solicitação já foi encaminhada e, em breve, o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos tomará sua decisão sobre a convocação de excedentes no último Concurso CGU.

CGU já contratou os 375 aprovados nas vagas imediatas

Em junho de 2022, a CGU havia recebido a autorização do então Ministério da Economia para dar posse a todos os aprovados no concurso aberto em dezembro de 2021. Ao todo, esse certame ofereceu 375 vagas de trabalho para os seguintes cargos:

  • Técnico de Finanças e Controle: 75 vagas;
  • Auditor de Finanças e Controle: 300 vagas.

A remuneração inicial para os novos técnicos é de R$7.741,31, enquanto os rendimentos para auditor chegam a R$19.655,06. Todos os valores incluem R$458 de auxílio-alimentação.

A seleção atraiu o interesse de 65.579 concorrentes sendo 31.830 para técnico e 33.749 para auditor. E as provas objetivas e discursivas foram organizadas pela FGV Conhecimentos, que avaliou os concorrentes da seguinte maneira:

Prova de Técnico da CGU (80 questões)

  • Conhecimentos Básicos: 15 questões de Língua Portuguesa, cinco de Língua Inglesa, cinco de Raciocínio Lógico-Quantitativo, cinco de Noções de Tecnologia da Informação;
  • Conhecimentos Específicos: 10 de Noções de Direito Constitucional, 10 de Noções de Direito Administrativo, 10 de Noções de Administração Financeira e Orçamentária, 10 de Noções de Administração Geral, 10 de Controladoria-Geral da União (organização, competências e sistemas estruturantes).

Na parte discursiva, os candidatos a técnico tiveram de produzir uma redação de até 30 linhas sobre algum tema da atualidade, podendo atingir até 30 pontos.

Prova de auditores da CGU (110 questões)

  • Conhecimentos Básicos: 15 de Língua Portuguesa, cinco de Língua Inglesa, 10 de Administração Pública e Políticas Públicas;
  • Conhecimentos Específicos: 10 de Direito Constitucional, 14 de Direito Administrativo, cinco de Administração Financeira e Orçamentária, seis de Fundamentos de Auditoria Governamental e cinco de Controladoria-Geral da União (organização, competências e sistemas estruturantes).

Conhecimentos Especializados para auditores

Área de Auditoria e Fiscalização: 10 questões de Auditoria Governamental e Controle Interno, 10 de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, 10 de Avaliação de Políticas Públicas e mais 10 de Finanças Públicas;

Área Correição e Combate à Corrupção: 16 questões de Direito Administrativo Sancionador, oito de Direito Civil e Processual Civil, oito de Direito Penal e Processual Penal e oito de Direito Empresarial.

Área de Tecnologia da Informação: oito questões de Ciência de Dados, oito de Desenvolvimento de Sistemas, oito de Bancos de Dados, oito de Infraestrutura Tecnológica e oito de Segurança da Informação;

Área de Contabilidade Pública e Finanças: 10 questões de Auditoria Governamental, 10 de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, cinco de Análise de Demonstrações Financeiras, cinco de Estatística e 10 de Finanças.

A prova discursiva para a carreira que exige nível superior cobrou dos candidatos a produção de uma dissertação, de até 90 linhas, valendo 50 pontos, e uma questão, de até 15 linhas, com pontuação máxima de 20 pontos, sobre temas relacionados a Administração Pública, Direito Constitucional, Direito Administrativo ou Administração Financeira e Orçamentária.

Quem obteve a aprovação nessas etapas de avaliação foi lotado na sede da CGU, em Brasília, e nos sete estados da Região Norte, além de ser contratado pelo regime estatutário.

 

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