Rodrigo Agostinho assume a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente com a promessa de realizar um novo concurso e contratar 2 mil brigadistas.
Na última terça-feira, 28 de fevereiro, aconteceu a cerimônia de posse do novo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho. Em seu discurso, o deputado federal pelo estado de São Paulo demonstrou preocupação com a falta de servidores do Ibama, apontando que o contingente atual está longe do necessário e que, por esse motivo, planeja abrir um novo concurso público:
"Ao longo do tempo, iremos recuperar a estrutura ideal do órgão. Nós faremos concurso, reabriremos escritórios que foram fechados para que tenhamos uma política robusta. Hoje, não temos a estrutura necessária para poder fazer a diferença, mas essa diferença é necessária", informou Agostinho em resposta à jornalistas, após a cerimônia de posse.
Quando foi anunciado como o novo presidente do Ibama, Agostinho já havia mencionado que levou essa necessidade de concurso ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, que na atual gestão do Governo Federal é o responsável por conceder o aval para a abertura de concursos, seja para criação de novas ou mesmo para o provimento de cargos vagos. Ele aponta que o instituto possui, atualmente, apenas 53% do quadro total previsto em lei, o que dá, em números absolutos, uma quantidade de 2.900 servidores, em atividade. Em breve, a equipe do Ibama deve definir o número final de vagas a serem solicitadas.
O presidente também sinalizou que, nas próximas semanas, autorizará novas convocações de aprovados no último concurso Ibama, que ofereceu mais de 500 vagas imediatas. Agostinho ponderou que não poderá chamar todos os aprovados, pois isso depende de sanção do Presidente Lula, mas que convocará parte desses selecionados, a fim de já iniciar a resolver o problema do déficit de servidores.
Por fim, Rodrigo Agostinho anunciou que irá contratar, pelo menos, 2 mil brigadistas de combate aos incêndios até o final de março, para que o Ibama esteja preparado para fazer qualquer enfrentamento aos incêndios florestais.
Para participar dessa futura seleção de brigadista, o candidato precisa ser alfabetizado e ter entre 18 e 59 anos completos. Para algumas localidades, exige-se Certificado do Curso de Formação de Brigadas de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais ministrado pelo Ibama ou ICMBio.
Último Concurso Ibama ofereceu oportunidades para nível médio e superior
É possível que o próximo concurso Ibama ofereça vagas para os mesmos cargos contemplados no edital publicado no fim de 2021. Na ocasião, foram oferecidas 568 vagas, a maior parte das oportunidades de trabalho são de 432 vagas para técnico ambiental, cargo que exige nível médio completo, cujas chances foram distribuídas por todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. A remuneração para essa função é de R$4.063,34.
Já para nível superior, foram 96 vagas para analista ambiental e 40 para analista administrativo, cuja lotação se limitou no Distrito Federal. Para essas funções, o vencimento esteve no valor de R$8.547,64. Para todos esses cargos, foi concedido auxílio-alimentação de R$458 e gratificação de desempenho de R$1.382,40.
A organização do último Concurso Ibama ficou a cargo da banca Cebraspe, que avaliou mais de 151 mil inscritos através de provas objetivas e discursivas. Na parte objetiva, os concorrentes tiveram de responder a 120 questões no estilo “Certo ou Errado”, nas seguintes disciplinas:
Conhecimentos Básicos: Língua Portuguesa; Noções de Informática; Legislação geral e do setor de Meio Ambiente; Ética no serviço público; Matemática.
Conhecimentos Específicos: Noções de Administração Pública; Noções de Administração Financeira e Orçamentária; Noções de Gestão de Pessoas nas organizações; Legislação e Normas ambientais; Meio Ambiente; Educação ambiental.
Conquistaram a aprovação na etapa objetiva os candidatos que atingiram:
- Nota igual ou superior a 10,00 pontos na prova objetiva de conhecimentos básicos;
- Nota igual ou superior a 21,00 pontos na prova objetiva de conhecimentos específicos;
- Nota igual ou superior a 36,00 pontos no conjunto das provas objetivas.
A prova discursiva para todos os cargos consistiu numa redação dissertativa em até 30 linhas. Para que a redação fosse corrigida, o candidato teria que se classificar dentro das vagas estabelecidos no estado a qual escolheu concorrer. No estado do Rio de Janeiro, que só terá vagas para o cargo de técnico ambiental, foram corrigidas 60 redações (42 de candidatos inscritos em ampla concorrência, seis de PCDs e 12 para quem se autodeclarou negro).




