Após tomar posse da presidência do Banco do Brasil, André Brandão afirmou que não privatizará a estatal, favorecendo a realização de um novo concurso.
Na última terça-feira, 22 de setembro, o executivo André Brandão foi empossado como novo presidente do Banco do Brasil. Seu nome vinha sendo o mais cotado para assumir o cargo desde o início de agosto, quando Rubem Novaes, então presidente do banco, pediu demissão.
No mesmo dia da posse, Brandão concedeu entrevista a uma agência interna de notícias, divulgada pelo InfoMoney, onde ele defendeu a diversidade no quadro de funcionários e comentou sobre os rumores de privatização. Nesse último assunto, o novo presidente do banco apresenta uma postura diferente do seu antecessor, que defendia a privatização do Banco do Brasil. Brandão lembra que essa decisão deve partir dos acionistas da empresa, mas também o Presidente Jair Bolsonaro já havia declarado que está fora de cogitação essa mudança.
Objetivos do Novo Presidente
Com experiência em bancos como o HSBC, André Brandão declarou que a prioridade da sua gestão será a experiência do cliente, ou seja, a qualidade com que ele é atendido nas agências. Desse modo, visando a modernização do banco, aumenta as chances da estatal abrir um novo concurso público para contratar mais servidores e servidores mais capacitados:
“Sei que isso está no contexto da diretoria, mas eu acho que, na minha administração, o que eu quero trabalhar muito é com as pessoas. O que a gente pode fazer mais? No que eu consigo ajudar os colaboradores? Como é que a gente consegue fazer um trabalho que já é magnífico no Banco do Brasil, que é a parte de treinamento?”, declarou Brandão.
Na busca de oferecer uma melhor experiência ao cliente, aproveitando as recentes transformações digitais que acontecem no mundo, de acordo com André Brandão, apostar em um melhor atendimento é fundamental para manter os clientes de sempre e atrair novos.
Edital de um novo concurso prestes a sair
A previsão do Banco do Brasil é divulgar o edital com 120 vagas para a área de Tecnologia da Informação ainda neste ano. Em agosto, a empresa havia declarado que os estudos para abrir o edital estavam em fase de conclusão. A informação a respeito das vagas e da área contemplada foi divulgada pelo jornal O Estadão, mas ainda não foram confirmadas pelo BB.
Caso seja definido um concurso para a área de TI, essa será a primeira vez que o Banco do Brasil fará uma seleção sem ser exclusivamente para a carreira de escriturário, cargo de nível médio, que é o único cargo, entre todos da empresa, que prevê contratações via concurso público.
Nesse contexto, há duas possibilidades para abrir um concurso:
1ª – Concurso com vagas para o cargo de escriturário cobrando disciplinas com foco em Tecnologia da Informação, modelo que foi aplicado no concurso de 2018.
2ª - Concurso específico para a área de TI, cobrando disciplinas específicas da área.
A reportagem do O Estadão também divulgou que no próximo concurso, o candidato poderá escolher o local de trabalho, já que o Banco do Brasil estuda continuar com o regime de teletrabalho mesmo quando a pandemia da Covid-19 acabar. A expectativa é de que mais para frente venha ser definida a banca organizadora desse concurso. A mais cotada para assumir essa função é a Fundação Cesgranrio, que foi quem organizou as últimas seleções do banco, como em 2018.
Nesse concurso, os concorrentes tiveram de responder a um total de 70 questões, sendo que a maior parte foi destinada para a área de Informática (25 questões de Conhecimentos de Informática). Além dessa disciplina, os mais de 150 mil inscritos tiveram de responder a:
- 05 questões de Português;
- 05 de Inglês;
- 05 de Matemática;
- 05 de Atualidades do Mercado Financeiro;
- 05 de Conhecimentos Bancários;
- 20 de Probabilidade e Estatística.
Os aprovados no concurso de dois anos atrás foram lotados nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, receberam salário de R$4.036,56 e foram contratados pelo regime celetista.




