Rubem Novaes, que estava na presidência do Banco do Brasil desde o início do Governo Bolsonaro, renunciou ao cargo e alegou que o banco precisa se renovar.
O tão aguardado concurso de escriturários do Banco do Brasil enfrentará uma repentina mudança no topo da empresa. Na última sexta-feira, 24 de julho, o presidente da instituição, Rubem Novaes, encaminhou o pedido de demissão ao Presidente da República, Jair Bolsonoaro, e ao ministro da economia, Paulo Guedes. Esse pedido só terá validade a partir de agosto, em data a ser definida em breve e que também deve ser comunicada ao mercado financeira.
De acordo com o texto encaminhado à imprensa pelo banco, Rubem Novaes avaliou que a companhia "precisa de renovação para enfrentar os momentos futuros de inovação no setor Bancário". Já o próprio ex-presidente, em entrevista concedida ao CNN no último sábado, 25 de julho, declarou que renunciou também por não se adaptar ao que ele chama de “cultura de privilégios, compadrio e corrupção de Brasília”. Porém, ele não citou nomes e nem um fato específico que o levou a tomar essa decisão. Não há previsão ainda de quando será anunciado um novo presidente.
Rubem estava na presidência do Banco do Brasil desde janeiro de 2019. Foi indicado pelo ministro Paulo Guedes. Assim como Guedes, Rubem defendia uma menor intervenção do Estado, que deveria culminar na privatização do Banco do Brasil. O próprio Rubem afirmou, durante uma reunião com a comissão mista da Covid-19 no Congresso Nacional, que a instituição deve enfrentar dificuldades de se adaptar aos novos desafios tecnológicos e de gestão analisadas pelo Banco Central (BC), incluindo novos modelos para as empresas financeiras.
A falta de apoio para dar andamento ao processo de privatização do BB também teria sido um dos motivos do pedido de demissão de Rubens: “Essas transformações, que serão necessárias, serão feitas de maneira pouco adequada, se nós continuarmos presos às amarras do setor público. É pensando no benefício do banco que falo em privatização” declarou Rubens durante a já citada reunião no Congresso.
Detalhes sobre o futuro do concurso de escriturários
A nova previsão para que o edital seja publicado é após o término da pandemia do Covid-19. Em março, antes do eclodir dos casos do novo Coronavírus no Brasil, estava praticamente tudo pronto, restando apenas fazer alguns ajustes burocráticos. No começo do ano, havia a previsão de lançar o edital em abril, o que acabou não acontecendo justamente em função da pandemia.
Apesar desse atraso, o novo concurso do Banco do Brasil segue confirmadíssimo. Serão abertas vagas para o cargo de escriturário, de nível médio de escolaridade. A remuneração no início de carreira é de R$4.036,56, incluindo o pagamento dos auxílios-refeição e alimentação. Além de outros benefícios: auxílio-transporte, participação nos lucros (geralmente, paga duas vezes ao ano), planos de saúde e odontológico, previdência privada com participação do banco, auxílio-creche/babá e auxílio dado ao filho com deficiência. Os aprovados no concurso atuarão numa jornada de 30 horas semanais.
Inicialmente, espera-se oferecer vagas para a área de tecnologia da informação, o que não impede que surjam oportunidades para a carreira de escriturário tradicional.




