Durante sabatina no Senado, novo diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, Luiz Fernando Corrêa, alerta para a situação em que se encontra o quadro de pessoal do órgão.

Depois de cinco meses do novo Governo Lula, a Agência Brasileira de Inteligência tem um novo diretor-geral. No início deste mês, a Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado Federal aprovou, após sabatina, a indicação do delegado federal aposentado Luiz Fernando Corrêa para comandar a Abin. Para os senadores presente na sabatina, Corrêa criticou o fato do órgão estar com 74% dos seus cargos vagos:

"Administrativamente eu penso que se nós temos um concurso válido e pessoas em condições de serem chamadas, é recomendável otimizar essa questão", defendeu o novo diretor-geral da Abin.

O objetivo inicial do novo comandante da Abin é aproveitar os aprovados no último concurso, que teve resultado final publicado em 2018, e que ainda está em validade, já que ela foi prorrogada recentemente e agora seguirá vigente até agosto de 2024. Vale lembrar que o período de validade chegou a ser congelado durante a pandemia da Covid-19.

Desse modo, a abertura de um novo concurso público para o órgão deve ficar para o ano que vem, já que a Abin precisa dar posse a todos os aprovados na última seleção, o que não impede que a agência inicie os estudos para poder lançar esse edital.

Em breve, Luiz Fernando Corrêa tomará posse efetivamente como diretor-geral da Abin. Ele já trabalhou na segunda gestão do Governo Lula, na função de diretor-geral da Polícia Federal. Já na primeira gestão do petista, quando a Força Nacional foi criada, Corrêa exerceu o cargo de secretário nacional de Segurança Pública.

Detalhes do último Concurso Abin

A seleção aberta no ano de 2018 destinou uma oferta total de 300 vagas, sendo 60 delas para o cargo de oficial técnico de inteligência, 220 de oficial de inteligência, ambos de nível superior, e mais 20 vagas para agente de inteligência, o único que exige nível médio completo.  

No início de carreira, os oficiais técnicos receberiam R$15.312,74, enquanto os ganhos para oficiais de inteligência podem chegar a R$16.620,46. Já a remuneração para o cargo de nível médio estava, segundo o edital da época, na casa dos R$6.302,23 mensais.

A avaliação dos concorrentes se dividiu na época em três etapas:

Primeira etapa: Provas objetivas de conhecimentos gerais e específicos e prova discursiva. Na prova objetiva, foram aplicadas 120 questões de nível médio e 150 de nível superior.

Segunda etapa: Nessa fase, os candidatos foram submetidos às seguintes etapas de avaliação:

  • Prova de capacidade física, somente para os candidatos a oficial e agente de inteligência;
  • Avaliação médica;
  • Investigação social e funcional;
  • Avaliação psicológica.

Terceira etapa: consistiu na realização do curso de formação em inteligência.

 

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