Associar o que está sendo estudado com imagens, cores e outras palavras é um dos momentos mais eficazes de memorização.
Não pense que estudar para um concurso público se resume à mera leitura dos conteúdos cobrados em um edital. Para obter uma aprendizagem mais eficaz, é fundamental lançar mão de estratégias e métodos que, a curto ou longo prazo, podem lhe ajudar na captação de conhecimentos.
E um desses métodos, que será abordado nessa matéria é o estudo por associações. Você já ouviu falar?
Conhecido também como técnica mnemônica (palavra de origem grega, inspirada em Mnemósine, deusa da memória), essa forma de estudo baseia-se na utilização de associações e acrônimos que ajudem a estimular o cérebro a guardar de forma mais precisa e por mais tempo algum tipo de conteúdo, seja por meio de figuras, partes do corpo ou mesmo através de palavras. Na internet, por exemplo, em sites de compras, vemos esse tipo de associações, com imagem de um bolo associado a comida, a imagem de um cachorro associando a produtos para pets, um secador de cabelo associando a produtos de beleza e cosméticos, e por aí vai. Essas associações são muito comuns em placas de trânsito e em espaços públicos também.
Agora, puxando para a nossa sardinha, no caso de quem está se preparando para um concurso público, como para quem vai disputar as vagas de inspetor ou investigador da Polícia Civil do Rio de Janeiro, por exemplo, uma forma muito interessante de fazer associações sobre determinado assunto é por meio de acrônimos. O professor Paulo Daniel, que leciona informática nos cursos da Degrau Cultural, traz alguns exemplos de acrônimos que podem ser usados para quem tem dificuldade de assimilar algumas regras e termos da área de informática.
Quais os Princípios de Segurança da Informação: o concurseiro deve utilizar o acrônimo Dica:
- D: Disponibilidade;
- I: Integridade;
- C: Confidencialidade;
- A: Autenticidade.
Transações em Bancos de Dados do AlCIDes:
- A: Atomicidade;
- C: Consistência;
- I: Isolamento;
- D: Durabilidade.
Unidades de Medida de Armazenamento de Dados: Para decorá-las, o concurseiro pode se utilizar de um acróstico, que são frases formadas por palavras cuja primeira letra é a dica para o que precisa ser lembrado. Nesse caso, o professor Paulo Daniel apresenta nas suas aulas o acróstico “Ke Menino Gordinho Teimoso”.
- Ke: kilo;
- M: mega;
- G: giga;
- T: tera.
Apesar de estarmos usando exemplos da área de informática, o professor Paulo Daniel afirmou que, normalmente, essa técnica é mais comum nas aulas de direito. Portanto, aqui vai um exemplo de acrônimo para quem vai prestar o concurso de técnico e analista do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro:
Os seis Poderes Administrativos: pode-se utilizar essa frase meio irônica: “Vou De Helicóptero Rindo Dos Pobres”.
- V: Poder Vinculado;
- D: Poder Discricionário;
- H: Poder Hierárquico;
- R: Poder Regulamentar;
- D: Poder Disciplinar;
- P: Poder de Polícia;
Para quem tem necessidade de ter uma memorização mais visual, pode-se fazer associações por meio de cores também, associando-as com os mesmos seus poderes administrativos:
- Vermelho: Poder Vinculado;
- Laranja: Poder Discricionário;
- Amarelo: Poder Hierárquico;
- Verde: Poder Regulamentar;
- Azul: Poder Disciplinar;
- Violeta: Poder de Polícia;
Mas é preciso ponderar que em determinados concursos, e em provas de determinadas bancas, esse método pode não servir, de acordo também com o professor Paulo Daniel, pois em alguns casos, cobra-se mais o entendimento sobre o conteúdo do edital e menos a boa e velha “decoreba”. Por isso, cabe ao concurseiro avaliar também, com o auxílio dos seus professores, se esse recurso servirá para o concurso a qual pretende prestar. Ainda assim, não deixar de ser um ótimo artifício de aprendizagem:
“As associações são eficientes porque utilizam gatilhos mentais para o aluno memorizar o conteúdo cobrado em prova”.




