Ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, informa a área e os estados onde irão atuar os futuros técnicos e auditores federais.

Interessados no concurso da Controladoria Geral da União (CGU) devem ficar atentos, pois diversos detalhes do certame para 375 vagas de técnico federal de finanças e controle (nível médio) e auditor federal de finanças e controle (nível superior), já foram anunciados.

As 375 vagas vão ser distribuídas pelo Distrito Federal (maior parte) e estados da Região Norte, segundo informou o ministro da CGU, Wagner Rosário, em uma rede social. Segundo ele, serão contempladas as áreas de Auditoria, Fiscalização, Tecnologia da Informação, Finanças, Contabilidade Pública e Direito (provavelmente, são para a carreira de auditor).

Na última seleção, realizada em 2012, exclusivo para a carreira de auditor, além da capital federal, houve oportunidades para o Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima. Possivelmente, elas serão novamente contempladas.

Uma outra novidade é que o Ministério da Economia autorizou, no último dia 27, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, a redução do intervalo entre a divulgação do edital e a aplicação das provas do concurso da CGU.

De acordo com o Decreto 9.739/19, que regulamenta os concursos federais, o prazo é de quatro meses, porém a portaria assinada por Caio Mario Paes de Andrade, atual secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, esse intervalo foi reduzido para dois meses.

A expectativa é de que, nas próximas semanas, seja anunciado o organizador do concurso, cujo edital está previsto para sair até dezembro. O ministro Wagner do Rosário não descartou a aplicação das provas este ano, mas falou, para um seguidor em seu Twitter, que o mais provável é que elas aconteçam no início do ano que vem: "É pouco provável (prova este ano). O mais prudente é dizer que será em janeiro ou fevereiro de 2022”.

Para analista haverá Redação

Para técnico, os candidatos deverão passar somente por uma prova objetiva. Segundo Wagner do Rosário, para a carreira de analista, os concorrentes realizarão ainda uma redação (avaliação discursiva). As avaliações ocorrerão apenas nos estados onde houve vagas. Não haverá avaliação de títulos nem curso de formação.

O ministro ainda adiantou que a disciplina de Administração Orçamentária e Financeira deverá ser cobradas para todas as áreas. "Acho mais provável que exista a matéria de AFO como requisito de conhecimento específico para todas as áreas. Mas Contabilidade Geral deverá constar do edital de auditoria e fiscalização e contabilidade e finanças com certeza."

O concurso CGU, que foi autorizado pelo Ministério da Economia em 27 de junho, terá oferta de 75 vagas de técnico federal de finanças e controle, de nível médio, e 300 de auditor federal de finanças e controle, de nível superior. As remunerações atuais são de R$7.741,31 e R$19.655.06, respectivamente. Os valores já incluem R$458 de auxílio-alimentação. As contratações ocorrerão pelo regime estatutário, que assegura estabilidade.

Saiba como foram os últimos concursos

O concurso de 2012 foi para 250 vagas de analista de finanças e controle, que é o atual auditor de finanças e controle. Na época, as vagas foram distribuídas pelas seguintes especialidades: Geral; Administrativa; Prevenção da Corrupção e Ouvidoria; Tecnologia da Informação / Infraestrutura de TI; Tecnologia da Informação/Desenvolvimento de Sistemas da Informação; Correição; e Comunicação Social.

Os candidatos foram avaliados por meio de provas objetivas, discursiva, sindicância de vida pregressa e curso de formação. Na época, a prova de múltipla escolha contou com questões de Conhecimentos Básicos (Português, Inglês, Espanhol, Raciocínio Lógico Quantitativo e Administração Pública), Conhecimentos Específicos Comuns a todas as áreas (Direito Constitucional, Direito Administrativo e Administração Financeira e Orçamentária) e Conhecimentos Específicos por áreas específicas (disciplinas variam).

Em 2008, a CGU abriu concurso para as duas carreiras. Os candidatos fizeram provas objetivas de conhecimentos gerais e específicos. Para analista (atual auditor), foram propostas questões de Língua Portuguesa; Língua Inglesa ou Espanhola; Raciocínio Lógico-Quantitativo; Conhecimentos Gerais; e Administração Pública; além de conhecimentos específicos em Direito Constitucional; Direito Administrativo; Administração Financeira e Orçamentária; e Técnicas de Controle.

Já para o cargo de técnico, as provas foram de Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico-Quantitativo e Informática. Na avaliação específica, foram cobradas as disciplinas de Direito Constitucional; Matemática; Língua Inglesa ou Língua Espanhola; Legislação Aplicada à CGU e Regime Jurídico dos Servidores Públicos.

Na ocasião, as vagas foram para as mesmas localidades do concurso de 2012, porém com a inclusão de Tocantins e Mato Grosso.

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