Concurseiros que fumam irão sofrer com a redução da capacidade cognitiva e com problemas no raciocínio, afirma estudo.

Na história moderna, mais especificamente durante o século XX, a imagem de homens e mulheres com um cigarro na mão era considerado algo chique, de status social, um símbolo de liberdade e até de sensualidade. Porém, com o passar das décadas, e com o avanço das pesquisas científicas sobre a ingestão do tabaco, o produto não é mais tão bem visto pela sociedade, até do merchandising de cigarros não aparece mais na mídia.

Mesmo o número de fumantes tenha se reduzido no Brasil segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), com uma redução de quase 40% em 2019, ainda é bem comum vermos pessoas com o cigarro na mão e lançado para fora a fumaça que inalam. Nesse grupo, infelizmente, encontram-se alguns concurseiros, que fumam para relaxar a mente após uma maratona pesada de estudos.

Mas aquilo que, para alguns, traria um certo benefício, é óbvio que o cigarro traz uma série de prejuízos à saúde, e eles não ficam restritos à saúde do coração, do pulmão, da arcada dentária, que são os órgãos mais prejudicados pelo uso do cigarro. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade King's College London, na Inglaterra, divulgado no fim de 2012, revelou que o cigarro apodrece o cérebro ao danificar a memória, o raciocínio lógico e, por fim mas não menos importante, o aprendizado. Os resultados dessa pesquisa foram publicados na revista científica "Age and Being".

A pesquisa foi feita com voluntários acima dos 50 anos, e mostrou que a alta pressão sanguínea e o sobrepeso também afetam o cérebro, mas não na mesma medida, sendo que os piores índices de rendimento nos testes foram constatados nos voluntários fumantes.

Dentre os testes utilizados pelos cientistas estão o de memorização de novas palavras e o de falar o maior número de animais durante o tempo máximo de 1 minuto. Esses testes foram reaplicados quatro anos depois, e novamente reaplicados oito anos depois.

Após esse tempo, constatou-se que o tabagismo aliado ao risco eminente de ataque cardíaco e derrame “estão associados de forma significativa com o declínio cognitivo".  O que essa pesquisa da universidade londrina quer mostrar para a sociedade mundial é de que o estilo de vida das pessoas pode ser um grande influenciador no declínio cognitivo, podendo gerar, num futuro distante, demência ou outras doenças que afetam a memória, como o mal de Alzheimer. Mas ainda na juventude, o cigarro já provoca diminuição na capacidade de memorizar informações e na concentração a longo prazo, algo que é muito cobrado na preparação para um concurso público.

E então, como você quer atingir a meta mínima para ser aprovado no exame objetivo do concurso para escriturário do Banco do Brasil, por exemplo se, nas horas vagas, você traga um cigarro, que é justamente o que vai minar suas chances de aprovação?

Sabemos que não é nada fácil largar o cigarro. A nicotina, presente no produto, causa dependência química. Mesmo assim, é importante você, concurseiro, se esforçar ao máximo para abandonar esse hábito nocivo da sua rotina, não só para o bem da sua saúde física e mental, mas para o bem do seu futuro profissional.

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