No segundo episódio do podcast da Degrau Cultural, a professora Nívia Xavier indica os caminhos para se ter um bom desempenho na prova de Língua Portuguesa elaborada pela Fundação Getúlio Vargas.
*José Lucas Brito
Quem irá prestar as provas dos concursos de técnico em necropsia e investigador da Polícia Civil do Rio de Janeiro, agente censitário e recenseadore do IBGE e técnico e auditor da Controladoria-Geral da União não pode perder o segundo episódio do podcast Hora do Concurso, preparado pela DEGRAU CULTURAL. O tema que abordado nele se refere à forma como a Fundação Getúlio Vargas, banca organizadora desses concursos, elabora as questões de Língua Portuguesa.
Para especialistas da área de concursos públicos, como a professora Nívia Xavier, o nível de dificuldade das provas de Português da FGV costuma ser o mais elevado entre todas as organizadoras. Ela fala sobre o motivo pelo qual muitos temem em fazer as provas dessa banca e explica que o perfll das questões elaboradas costuma variar de acordo com o nível de escolaridade do cargo.
“Eu acredito que essa temeridade acontece porque por muitos anos nós estamos acostumados a fazer concurso de outras bancas e os anunciados são muito grandes (...) E a FGV já não tem esse perfil. É um enunciado mais curto. Além disso, há uma outra característica dela: tudo, da FGV, depende do nível (escolaridade). Por exemplo, se for o nível fundamental, costuma-se ter mais a questão da interpretação e compreensão textual. E aí já é um baque para quem vai fazer, porque está acostumado com textos longos. E quanto menor o texto, menos condensado de informações ele será”.
Em provas de nível médio, como é o caso da carreira de investigador da Polícia Civil fluminense, a professora Nívia Xavier diz que FGV costuma ainda priorizar os conteúdos de interpretação e compreensão de textos. Já nas provas de nível superior, segundo ela, há um equilíbrio entre gramática e textualidade.
Na entrevista concedida ao apresentador José Lucas Brito e ao especialista especialista em concursos Luiz Fernando Caldeira, a professora Nívia Xavier, que leciona Língua Portuguesa na DEGRAU CULTURAL, respondeu ainda a outros questionamentos que podem facilitar a apreensão dos conteúdos em concursos organizados pela FGV.
Ela explicou, por exemplo, se é válido ou não realizar o estudo reverso (partir da resolução de questões para a teoria) na disciplina de Língua Portuguesa quando o concurso for organizado pela FGV.
“A ideia do estudo reverso é sempre bem-vinda. É uma metodologia que funciona, mas tudo depende também da dedicação de cada um. No início pode parecer frustrante. Por quê? Imagina você pegar uma lista com dez questões de interpretação e você erra as dez, porque no início é assim. Nos primeiros dias que você fizer, lógico que você vai errar. Se você já não tiver uma memória fresca do que já estudou um dia, é claro que você vai errar. Aí você vai falar assim: “Ah, mas eu vou desistir?” Não, porque o erro para o nosso cérebro, ele é muito bem-vindo, porque toda vez que você faz alguma coisa que te cause trauma, aquilo fica retido na tua memória, então você acaba através do erro em uma questão, no estudo reverso, conseguindo lembrar aquele conteúdo, porque você vai buscar o conteúdo a partir daquele erro, você tende a não errar mais aquele conteúdo”.
Nesta entrevista, a professora Nívia Xavier também citou alguns assuntos que têm grandes chances de cair nas provas do Concurso PC-RJ e Concurso IBGE, além de responder à pergunta do título do episódio: é possível gabaritar a prova da FGV?
Onde encontro o podcast Hora do Concurso?
Tanto a entrevista com a professora Nívia Xavier, como o primeiro episódio com o coordenador pedagógico da Degrau Marcos Brito, sobre o panorama dos concursos em 2022, podem ser encontrados no Spotify, Deezer, Amazon Music, Google Podcast, Tunein, entre outras plataformas digitais de áudio.
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