Descubra porque você fica com sono na hora de estudar e saiba como se livrar disso, tornando seu estudo muito mais produtivo!

Os efeitos do sono (e da falta dele) sobre o aprendizado e a preparação para concursos públicos  podem ser muito maiores do que você imagina. E é sobre isso que falaremos hoje. Continue com a gente até o fim e entenda como um sono regrado pode auxiliar na sua preparação, enquanto um sono desregrado pode te fazer dormir nas horas erradas e colocar em jogo toda sua preparação!

O que é o sono?

O sono não é apenas consequência de um corpo cansado. Ele serve para ajudar a "esvaziar" nossa memória. Como assim? Bem... Praticamente todas as informações que recebemos durante o dia são, temporariamente, armazenadas no sistema límbico (memória de curto prazo). Só que aqui a memória ainda não está consolidada. O sistema límbico funciona como uma pequena sala de espera - provisória e de capacidade limitada. Portanto, aqui cabem apenas algumas horas de informação. Então, no fim do dia, o cérebro sente a necessidade de “resetar” para recuperar espaço. É quando o sono surge.

Durante o sono, uma boa parte desse conteúdo é simplesmente descartado. Algumas dessas informações nunca mais serão recuperadas. Foi constatado que o sono não oferece uma preservação de toda informação recebida durante o dia. Porém, caso haja um preparo prévio, durante o sono profundo, uma pequena fração do conteúdo da memória de curto prazo é, sim, enviada para a memória de longa duração, reconfigurando redes neurais e sendo gravada de forma permanente.

Por que estudar dá sono?

De fato, é comum ter sono depois que você começa a estudar. Isso porque seu cérebro usa uma enzima chamada ATP (trifosfato de adenosina) para se manter acordado e manter seu corpo em funcionamento. Porém, quando você está estudando, a ATP é convertida em uma outra enzima, chamada ADP (adenosina bifosfato). E essa conversão faz com que a atividade cerebral fique mais lenta, fazendo com que você sinta sono. Esse é um motivo físico para a sonolência durante os estudos. Mas seguindo algumas orientações, é possóivel diminuir e controlar esse sono, não deixando que ele impacte na sua produtividade.

Dicas para não deixar o sono continuar atrapalhando seus estudos

1. Durma o suficiente

Como já explicado anteriormente, dormir é uma forma de "reabastecer" seu cérebro. Sendo assim, é essencial para que este importante órgão funcione de forma plena.

Uma boa noite de sono é importante não só para que o estudante acorde disposto no dia seguinte, como também para ajudá-lo a assimilar melhor as matérias que estudou durante o dia. Afinal, como já vimos, o sono também tem um papel importante na formação e retenção de memórias.

Por outro lado, quando o estudante prefere virar a noite estudando, está ansioso demais para conseguir dormir ou está em um ambiente que não é propício a um sono de qualidade, acaba ficando estressado, irritado e sem foco,prejudicando muito a concentração e o raciocínio.

Ou seja, a ciência comprova que, passar a noite estudando ou dormir mal, interfere no ciclo do sono, o que, consequentemente, impacta na absorção do conteúdo e na consolidação da memória. Portanto, respeitar todos os estágios do sono (sono Não-REM - subdividido em estágios N1, N2 e N3; e sono REM) é crucial para um estudo de qualidade. Sendo assim, estude o máximo possível, enquanto sua atenção estiver naquela atividade. Mas nunca se force a ficar acordado estudando! Isso pode colocar em risco não só seu aprendizado, como também sua saúde.

2. Descubra se você é matutino ou vespertino

Apesar de todos possuirmos um relógio biológico, nem todos os relógios biológicos são iguais. Existem pessoas que funcionam melhor pela manhã, as chamadas "matutinas", e as que funcionam melhor mais para o final do dia, as "vespertinas". Conhecer e respeitar seu relógio biológico reflete diretamente no seu bem-estar e - acredite - na maneira como você consegue aproveitar seus estudos.

Se, por exemplo, você é uma pessoa vespertina e se força a acordar cedo para estudar, é muito provável que você durma debruçado sobe uma apostila ou enquanto tenta assistir uma aula. O mesmo vale para uma pessoa matutina, que tenta virar a noite estudando. Então, você não rende o tanto que poderia e acaba se prejudicando.

Logo, é essencial que você descubra como seu relógio biológico funciona e use essa informação para escolher a hora certa de estudar.

3. Certifique-se de que você não tem nenhum distúrbio do sono

Existem alguns distúrbios do sono, como insônia, apneia, narcolepsia, terror noturno, sonambulismo, entre outros, que podem atrapalhar - e muito - sua concentração na hora de estudar. Então, se é comum você acordar cansado, sentir sono durante o dia ou perceber que seus estudos não rendem o suficiente porque você não dorme bem a noite, procure ajuda de um médico.

4. Estude em um ambiente iluminado

Você já parou para pensar que uma iluminação correta pode aumentar a sua produtividade nos estudos? Verdade! Por outro lado, um ambiente mal iluminado pode causar sonolência e fazer seu estudo render muito menos do que poderia.

 Sendo assim, na hora de escolher um lugar da casa para estudar é muito importante verificar antes a iluminação. O ideal é escolher locais próximos a janelas ou varanda, a fim de garantir o máximo possível de luz natural. Além disso, a iluminação artificial deve simular a natural do dia. Assim, ela não atinge os extremos de claridade, não gera sombras quando estamos lendo e nos mantém focados.

5. Tire um cochilo após o almoço

Não menospreze o poder de um cochilo depois do almoço. Muitos estudantes tendem a achar que isso é perda de tempo e com isso voltam correndo para estudar, assim que terminam de almoçar. Mas a verdade é que já está cientificamente comprovado, que tirar um tempo para um cochilo depois das refeições te faz voltar muito mais produtivo depois. Tente! São 15 ou 20 minutos, que revigoram o cérebro, despertam a atenção e te preparam para o "segundo round" do exaustivo dia de estudos de um concurseiro.

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