Mauro Lasmar, professor e diretor do curso Degrau Cultural, que atua na área de concursos há mais de 30 anos, dá dicas para quem pretende prestar concurso para a área fiscal. Confira!

Os concursos para fiscal são considerados os mais atrativos do país, tendo em vista as altas remunerações pagas aos servidores que atuam nesta área, que muitas vezes ultrapassam R$30 mil. Em função disso, essas seleções são bastante concorridas e, também, costumam ser muito difíceis. Mas como se preparar adequadamente para conquistar uma vaga? Quais falhas não podem ser cometidas pelos candidatos? Como elaborar um plano de estudos eficiente?

Na visão do professor Mauro Lasmar, diretor da Degrau Cultural e que atua na área de concursos há mais de 30 anos, quem pretende tornar-se um fiscal precisa ter em mente, antes de tudo, que isso trata-se de um projeto de médio e longo prazo. Dessa forma, é indispensável que o interessado inicie a preparação de forma antecipada, bem antes da publicação do edital do órgão desejado.

Concursos da área fiscal exigem preparação de médio a longo prazo

Mauro Lasmar acredita que, dependendo do concurso, é possível conseguir a aprovação entre um prazo de 12 a 20 meses. “Se for um concurso para uma cidade pequena, que pague entre R$ 7 mil e 8 mil, o prazo pode ser até menor. Se for um dos concursos de ponta, tipo o da Secretaria de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro e a Receita Federal, onde os salários do fiscal estão no teto, sem falar de produtividades recebidas semestralmente, talvez o tempo mínimo seja 20 meses”, explicou.

Embora a Receita Federal costume ser a ‘menina dos olhos’ daqueles que querem se tornar um fiscal, o diretor do curso Degrau Cultural destaca que todos os anos são abertos vários concursos para a área de fiscalização e que os concurseiros precisam ficar atentos a todas as oportunidades e não estudar apenas para um órgão específico. “Existem outros 5.597 concursos que o candidato pode fazer, afinal temos atualmente 5.570 municípios e 27 estados. Muitos deles com salários até superiores ao da Receita Federal.”

O professor Mauro Lasmar diz que é possível ser aprovado em um concurso para a área Fiscal estudando sozinho em casa, mas ele explica que aquele que busca o apoio de um curso preparatório aumentará consideravelmente as chances de conquistar uma vaga em um prazo menor de estudos.

Estratégias de preparação para concursos da área fiscal

Com a experiência de quem já ajudou centenas de pessoas a conquistar uma vaga na área Fiscal, Mauro Lasmar explica quais são as estratégias de preparação que os candidatos devem adotar. A primeira dica do professor é para que o aluno inicie estudando as matérias básicas.

“As disciplinas básicas dos concursos para a área Fiscal são Português, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Tributário e Contabilidade Geral. Deixe para estudar as específicas/complementares quando já estiver dominando as básicas ou quando o edital sair”, recomendou.

Professor destaca a importância dos exercícios

Mauro Lasmar destaca ainda a importância de os candidatos resolverem exercícios de forma frequente. Segundo ele, não basta apenas assistir às aulas no curso preparatório. “Assistir aula e não fazer questões sobre os assuntos abordados da aula que assistiu, antes da aula seguinte, é o mesmo que não assistir, é jogar o tempo fora. O aluno tem que entender que fazer questões e errar é bom, ou melhor, é muito bom! Cada questão que ele erra, é uma possibilidade de erro para o dia do concurso que ele elimina. Portanto, esse deve ser o plano de estudos que os alunos devem seguir.”

Outro ponto importante destacado pelo diretor da Degrau Cultural é a necessidade de os candidatos participarem de simulados durante a preparação. “Eu não falo desses corriqueiros que existem aos montes na internet, mas simulados com questões inéditas, com nível de dificuldade muito superior ao concurso oficial. Falo de simulados que são verdadeiras provas, com o mesmo número de questões, formatações, etc. Ou seja, tudo igual ao concurso oficial, a não ser o nível de dificuldades das questões, que é maior do que o da prova do concurso. Nessas turmas, o aluno se aprofunda cada vez mais, pois as aulas de correção são muito intensas em transmissão de conteúdo.”

Ter dedicação exclusiva para estudar para concursos seria o cenário ideal para quem quer se preparar para a área Fiscal. No entanto, a maioria esmagadora das pessoas precisa conciliar os estudos com o trabalho e afazeres domésticos. Como então otimizar o tempo e ganhar mais algumas horas por dia para estudar, além do cursinho preparatório?

“Para aqueles que têm pouco tempo, a saída é ocupar tempo perdido da seguinte maneira: 20 minutos de manhã no banheiro, 20 minutos indo para o trabalho, 20 minutos na hora do almoço, 20 minutos voltando do trabalho, 20 minutos de noite no banheiro. Só aí já temos uma hora e quarenta minutos de estudos”, disse o diretor do curso Degrau Cultural.

Por outro lado, o professor lembra que o candidato não pode cometer a falha de só querer estudar. Segundo Mauro Lasmar, o lazer e as coisas que dão prazer não podem ser deixadas de lado. "A aprovação em um concurso é um projeto de médio prazo, logo o aluno não vai aguentar só estudar. Ele precisa ter uma programação equilibrada de estudo e de lazer, e cumprir as duas. Saindo um edital onde o aluno terá chances reais de conseguir uma vaga, aí sim, nas oito ou nove semanas antes da prova, ele precisará ter uma dedicação mais intensiva ao estudo, reduzindo o lazer, mas sem deixá-lo de lado.”

Por fim, Mauro Lasmar ressalta que os candidatos precisam ter bastante disciplina. “Essa é a única característica comum a todos os que são aprovados em concursos e conseguem uma vaga no serviço público.”

Veja seis erros que não devem ser cometidos ao estudar para concursos públicos da área Fiscal

1) Não estudar com continuidade.

2) Estudar para um concurso específico.

3) Perder muito tempo fazendo resumos com medo de fazer questões e errar.

4) Não participar de simulados.

5) Ter medo de fazer questões de provas anteriores ou protelar a realização.

6) Deixar a vida de lado para estudar e abrir mão de fazer as coisas que gosta.

 

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