No Dia Nacional da Família, trazemos algumas dicas para o concurseiro que não consegue se concentrar nos estudos por causa de brigas na família.

Na próxima terça-feira, 08 de dezembro, comemora-se o Dia da Família no Brasil, data instituída pelo Decreto nº 52.748, de 24 de outubro de 1963. É uma data, até de certo modo, pouco lembrada, mas muito importante, já que é pela família que iniciamos a vida em sociedade, é pela família que aprendemos sobre os valores a serem seguidos e é pela família também que lidamos com sentimentos antagônicos como o amor e o ódio, a alegria e a tristeza, a paz e a guerra.

Para muitos concurseiros, o apoio e o incentivo vindo dos pais, dos irmãos, dos tios ou de outros agregados é fundamental para ele se sentir mais motivado no longo processo de preparação rumo ao serviço público. Infelizmente, nem todos tem essa sorte. Há casos de pais e mães que não gostam quando o filho passa um tempão dentro do quarto só estudando, assim  como há filhos (muitas vezes, preguiçosos) que começam a implicar quando a mãe está mais focada na preparação para o concurso do que fazendo o almoço para ele ou lavando suas roupas.

A família que deveria ser aliada do concurseiro, às vezes, pode ser inimiga dele, quando brigas e discussões acaloradas acontecem justamente na hora de estudos do concurseiros, ou quando algum parente fala de algum problema ou situação para alguém que irá prestar o concurso para policial rodoviário, por exemplo, deixando-o angustiado, preocupado em demasia, e com isso, não consegue “ter cabeça” para captar os conteúdos a serem cobrados no edital.

Como agir nessas situações?

Mesmo o público que lê essas notícias seja de pessoas que vão prestar concurso público, não posso deixar de dedicar este post às famílias dos concurseiros. Problemas todo mundo tem. Todo o santo dia alguma dificuldade nova surge. Mas é nessas horas em que a família precisa se unir para resolvê-los, pensar de forma racional e fria, sem estresses. Discussões mais quentes só levam à intrigas, indiferença e impaciência de todos os lados. E é nesse ambiente de ruínas em que um ou mais parentes utilizam para se preparar para uma etapa muito difícil e, ao mesmo tempo, importante para toda a família. Aí lhes pergunto: Você acha mesmo que o seu filho, irmão ou cônjuge consegue estudar nesse ambiente? Você acha que ele terá foco nos estudos quando há brigas constantes dentro de casa?

É preciso cutucar mais as famílias por que a aprovação de um parente em um concurso público se torna algo muito vantajoso para todo o núcleo familiar. Afinal, se alguém ocupa uma das mais abertas no concurso de técnicos ou analistas do Tribunal Judiciário do Rio de Janeiro, por exemplo, será não só um orgulho para toda a família como a remuneração que ele receberá nessa carreira auxiliará nas despesas do dia-a-dia. Agora, caso um concurseiro esteja concorrendo nesse mesmo concurso do TJ-RJ e não tem o apoio familiar ou vive em núcleo desajustado, as chances dele conseguir a aprovação se reduzem. E não é justo responsabilizá-lo apenas por isso, a não ser que falte interesse por parte do próprio candidato.

Agora, para o concurseiro. Se no momento em que você estiver se preparando a um concurso público e estiver acontecendo alguma discussão, saia de perto, se for possível. Leve seus materiais de estudo e vai à casa de um amigo, vai a uma biblioteca, a algum lugar mais calmo para poder ter o sossego necessário para conseguir assimilar os conhecimentos.

E se for possível a você também, concurseiro, busque o parente a qual você brigou e procure a reconciliação. Estar brigado com quem se ama não faz bem para a saúde mental e emocional, interferindo de maneira negativa em nosso desempenho intelectual. Resolver os problemas com a família também é um fator determinante para conseguir a aprovação.  

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