Para os concurseiros que enfrentam dificuldade em organizar os conteúdos anotados, existem métodos de excelência que podem ajudar nesse processo.
Ao assumir o compromisso de prestar um concurso público, é necessário, mais do que qualquer coisa, se organizar. Organizar o tempo diário de estudos com a sua rotina profissional e/ou doméstica, organizar o tempo em que precisa estudar cada disciplina a ser cobrada no exame, e organizar também o seu caderno de estudos.
Certamente, há muitos concurseiros que anotam a esmo as informações que julga ser relevante para as provas, mas que acabam se perdendo ou ficando difíceis de encontrar devido à falta de organização na hora de anotar no caderno.
Esse desleixo pode acarretar na perda de minutos preciosos de estudo, e que vão fazer falta nos dias que antecederão aos exames.
Para que você não se perca no redemoinho de letras que virou o seu caderno, recomendamos cinco métodos de anotação que podem fazer toda a diferença na sua rotina de estudos. Confira abaixo como usá-los, quando usá-los e quais suas vantagens:
Método 1: Cornell
Desenvolvido e criado nos anos 1940 pelo escritor e diretor da Universidade de Cornell (por isso ele tem esse nome), Walter Pauk, nesse método, o concurseiro deve utilizar uma folha inteira do caderno e dividi-la em três partes: informações principais, palavras-chave (ou tópicos) e relações entre os conteúdos.
O ideal, em primeiro lugar, é que você trace uma linha horizontal na parte inferior da folha, com uma distância de aproximadamente 5 cm da base, ou seja, entre com 5 a 7 linhas. Nessa você anotará as relações entre os conteúdos, selecionando os pontos considerados mais relevantes, que estão na coluna das palavras-chave e das informações, e escrevendo-os de forma concisa e clara, como se estivesse dando aula a algum colega.
Na parte superior à linha traçada abaixo, você fará uma linha vertical bem estreita, de aproximadamente 7,5 de distância da borda esquerda da folha. No espaço menor da folha, você escreverá as palavras-chaves, ou seja, expressões que te ajudem a lembrar e associar a algum conteúdo que você tenha escrito, o que na hora da aula você tenha ficado confuso e precisou escrever tal palavra para pesquisar depois.
Já o espaço maior é o local onde você anotará as informações proferidas pelo professor durante a prova, com as suas próprias palavras. Transcreva também as informações mais importantes que estiverem no quadro ou no Power Point e anote perguntas a serem sanadas com o professor no fim
Além do mais, esse método favorece a sistematização das anotações e economiza o seu tempo, dispensando a necessidade de passar tudo a limpo.
Método 2: Linhas Gerais
Esse é um dos métodos mais tradicionais e utilizados por quem está se preparando para algum concurso público ou exame de vestibular. Nele, você divide uma parte da folha em uma linha na vertical.
No lado esquerdo da linha, você coloca a informação mais geral, enquanto no lado direito, você anota às informações específicas, relacionadas a esse assunto geral. Veja o exemplo abaixo:
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Tipos Textuais |
Descritivo |
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Narrativo |
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Expositivo |
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Argumentativo |
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Injuntivo |
Recomendamos que você utilize esse método quando tiveres mais tempo para pensar antes de escrever a informação no papel. Ele se torna eficiente quando sua habilidade de tomar notas já está afiada, e isso te ajudará a observar quais os pontos principais e os que são secundários.
Entretanto, o método Linhas Gerais não é indicado durante as aulas, principalmente se o seu professor fala mais rápido do que uma Ferrari.
Método 3: Mapeamento
Aqui, você utiliza mapas gráficos, criados para relacionados, perfeitos para quem precisa trabalhar a concentração. É bom levar esse método consigo em palestras e aulas que exigem participação, pois tendo um esquema gráfico por perto, desses bem colorido e chamativo, você consegue ficar mais atento ao que está sendo ensinado. Sem contar que, dependendo da sua organização e criatividade para montar esse mapa gráfico, fica mais fácil de revisar os conteúdos previstos para a prova.
Mas uma das suas possíveis desvantagens é esquecer de fazer a transição dos pontos principais para os pontos secundários na hora de anotar o conteúdo.
Método 4: Tabelas
Nesse quarto método de anotações, você terá de dividir os conteúdos em categorias, ideal para quem terá uma prova de Direito Penal ou Constitucional, em que precisará separar as lei e regimentos por tabela.
É mais interessante utilizá-lo quando você já tem em mente as divisões que necessita fazer do assunto, principalmente se ele for muito denso. É bem possível que com ele você consiga encontrar mais facilmente informações relevantes, e consiga também memorizar fatos ou características do assunto.
Mas atenção! Como você precisará criar colunas, e durante a aula você pode se atrapalhar, é preferível deixar as tabelas prontas antes da aula começar. Veja o exemplo abaixo para o concurso de escriturário do Banco do Brasil (prova de conhecimentos específicos para agente comercial):
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Tópicos |
Matemática Financeira |
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Conceito Geral |
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Juros Simples |
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Juros compostos |
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Sistemas de amortização |
Método 5: Sentenças e frases
Por fim, mas não menos importante, chegamos ao método de sentenças e frases, em que bastará escrever cada pensamento, fato ou tópico em uma linha separada, perfeito para aulas com conteúdo denso e ministrado de forma veloz.
Uma de suas vantagens é de que ele é mais organizado do que o parágrafo, sendo possível até incluir numeração em cada linha. Por outro lado, fica difícil diferenciar os pontos mais importantes daqueles menos importantes.
Opte pelo método que mais se adeque à sua forma de estudar e construa, assim, o seu futuro em um cargo público.




