Em entrevista à Degrau Cultural, a pró-reitora de Pessoal da UFRJ, Luzia Araújo, anuncia novo concurso para 60 vagas de assistente em administração. Nível médio. Inicial de R$2.904.
Um novo concurso UFRJ será aberto muito em breve. Entre os cargos confirmados está o de assistente em administração, que exige apenas o nível médio e tem remuneração inicial de R$2.904,96, já incluindo R$458 de auxílio-alimentação. A carga de trabalho é de 40 horas semanais.
O anúncio do concurso foi feito pela pró-reitora de Pessoal da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luzia Araújo. Ela informou que os preparativos do concurso UFRJ já foram iniciados e, no momento, estão sendo levantadas as demandas das diversas unidades da universidade.
Segundo ela, o edital do concurso UFRJ será divulgado em outubro ou novembro. “As provas serão aplicadas no primeiro semestre do ano que vem, com a posse dos candidatos ocorrendo ainda em 2022”, disse.
Assistente deverá ter oferta de 60 vagas
A coordenadora de Políticas de Pessoal da PR-4, Rejane Andrea Magalhães de Barros, informou que a oferta ainda será definida, mas ela estimou que o quantitativo deverá será de, pelo menos, 100 vagas. Desse total, cerca de 60 serão somente para assistente em administração, que é o quantitativo de cargos vagos no momento.
A seleção também abrangerá cargos de nível superior, cuja remuneração é de R$4.638,66, valor que também inclui o auxílio-alimentação. “Deveremos contemplar no concurso cerca de dez cargos. Além do assistente em administração, vamos oferecer vagas, por exemplo, para enfermeiro e médico em algumas especialidades”, informou Rejane de Barros, que ingressou na UFRJ como assistente em administração.
A pró-reitora de Pessoal da UFRJ, que também é servidor de carreira (enfermeira), afirmou que o cargo de assistente em administração é o que tem maior demanda de pessoal na universidade.
“É um dos cargos mais necessários para a universidade. Todas as unidades se digladiam pela presença do assistente”, disse Luzia Araújo, destacando ainda que a universidade possui em grande déficit de pessoal e que há um elevado número de servidores recebendo abono de permanência, ou seja, em condições de se aposentar.
Assistente: no último certame, 264 convocados
No último concurso para assistente em administração, realizado em 2017, a UFRJ ofereceu 40 vagas para a carreira, mas convocou 264 aprovados durante o prazo de validade do concurso (um ano, prorrogado por mais um), ou seja, mais de seis vezes o quantitativo especificado em edital.
As 40 vagas de assistente em administração oferecidas foram distribuídas da seguinte forma: 20 para geral (12 no Rio de Janeiro, cinco em Macaé e três em Caxias), dez para o complexo hospitalar (Rio de Janeiro) e dez para horário diferenciados (cinco para o complexo hospitalar e cinco para geral).
A coordenadora de Políticas de Pessoal da PR-4 disse que ainda não é possível precisar se o próximo concurso UFRJ vai oferecer somente vagas para ao assistente em administração geral ou também para o complexo hospital e para horário diferenciado (das 13h às 22 h, de segunda-feira a sexta-feira, e/ou em dias de sábados, domingos e feriados, conforme escala de trabalho).
No concurso de 2017, que abrangeu o assistente em administração e outros cargos dos níveis fundamenta, médio, médio/técnico e superior, os candidatos foram avaliados por meio de provas objetiva, com 35, 50 ou 60 questões, dependendo da função. Haverá ainda avaliações prática e de títulos, também de acordo com o cargo.
No caso do assistente em administração, foram cobradas 60 questões. Para a especialidade geral foram 20 perguntas de Português, dez de Legislação, dez de Informática e dez de Raciocínio Lógico. Para as vagas do complexo hospitalar, a diferença é que para Língua Portuguesa foram dez questões e houve a inclusão de dez de Conhecimentos Específicos. As contratações na UFRJ ocorrem pelo regime estatutário, que assegura estabilidade no emprego.
Veja a seguir a entrevista com a pró-reitora de Pessoal da UFRJ, Luzia Araújo, e com a Superintendente de Planejamento da Pró-Reitora de Pessoal (PR-4), Rita de Cassia Silveira dos Anjos, que contou também com a participação da Coordenadora de Políticas de Pessoal da PR-4, Rejane Andrea Magalhães de Barros, e a Chefe da Seção de Promoção e Prevenção em Saúde do Trabalhador da Coordenação de Política de Saúde do Trabalhador (CPST), Riany Moura Rocha Brites. Confira:
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Degrau Cultural - Com tem sido o desafio de gerenciar todo o efetivo de servidores em meio a uma pandemia e de cortes orçamentários para as universidades públicas?
Luzia Araújo - No último ano de 2020, a universidade completou 100 anos. As nossas dificuldades têm sido muitas, em meio aos enormes desafios políticos e econômicos, e hoje ainda estamos numa pandemia de Covid. Enfrentamos cortes no orçamento e dificuldades para manter a infraestrutura de ensino, e também de pesquisa que foi conquistada e consolidada ao longo desse século de existência. Nós dispomos de um modelo de ensino que se aprimora dia a dia, para estar atendendo às necessidades da sociedade e qualificar os profissionais para as mais diversas áreas. Além de qualificar profissionais para a sociedade, é muito importante para nós também qualificar os nossos próprios servidores. Na UFRJ, a educação é erguida por um tripé. Fazem parte desse tripé, docentes, discentes e os servidores técnicos-administrativos em educação. Então, o nosso olhar é um olhar compartilhado da Pró-Reitoria de Pessoal, principalmente para os nossos docentes e para os nossos técnicos-administrativos em educação. A universidade tem inúmeras contribuições para o ensino, para a ciência, para a pesquisa, no Brasil e no mundo. Em todas as áreas de conhecimento, a UFRJ ela permanece lá no topo das melhores universidades do Brasil. Segundo o ranking de 2020, ela foi uma das melhores universidades do país. Assumimos destaque na pesquisa, no ensino, no mercado, e ainda mais nas atividades de internacionalização e inovação. E isso não seria possível, é claro, sem a participação dos nossos servidores, e daí vem a nossa preocupação com a formação, com a valorização desses servidores. O sucesso da universidade depende, dentre outros fatores, do trabalho das muitas vidas que compõem essa universidade.
O que a atual reitoria vem fazendo no sentido de valorizar os servidores técnico-administrativos e docentes da universidade?
Luzia Araújo - A gente pode estar respondendo no campo da educação, no campo do desenvolvimento de pessoas, e no campo da saúde do trabalhador. Por isso, a superintendente de Planejamento da Pró-Reitora de Pessoal (PR-4), Rita de Cassia Silveira dos Anjos; a coordenadora de Políticas de Pessoal da PR-4, Rejane Andrea Magalhães de Barros; e achefe da Seção de Promoção e Prevenção em Saúde do Trabalhador da Coordenação de Política de Saúde do Trabalhador (CPST), Riany Moura Rocha Brites, falarão um pouco de cada um desses campos.
Rita de Cássia - Os desafios são enormes. Porque tocar a valorização e o desenvolvimento profissional de uma forma virtual é uma inovação que a gente teve que se adequar ao longo desse tempo por conta da pandemia. E assim, desde o início da pandemia, apesar de já existir o método de ensino a distância, e eu falo da questão do desenvolvimento profissional, tivemos que utilizar cada vez mais essas ferramentas para a gente atender essa questão do desenvolvimento dos nossos servidores. Hoje, a área de desenvolvimento da PR4 (a gente chama de Pró-Reitoria de pessoal - PR4) atende, essencialmente, os nossos servidores técnico-administrativos em educação. Há um projeto, um desejo já antigo da pró-reitoria, de também ampliar essas ações aos docentes da universidade. Porque eles também pertencem ao nosso corpo social. A gente não é só voltado para os nossos técnicos administrativos, nós temos também que cuidar dos nossos docentes. Então, esse ano, aliás desde 2019 também, a gente foi contemplado com um decreto que fala de uma política nacional de desenvolvimento de pessoas, em que temos que cumprir a questão dos afastamentos e a oferta de cursos de formação e desenvolvimento profissional para os técnicos e docentes. Então, cada vez mais, a gente tem que estar chamando os docentes para PR4. E aí, nesse ano, por conta da nossa restrição orçamentária que a gente está muito apertado, estamos ofertando 25 cursos de formação e desenvolvimento profissional. Esses cursos são abertos tanto para técnico administrativo como também para docentes. A gente vai começar a iniciar as inscrições nesses cursos divulgar, enfim.
Rita de Cássia - A parte de saúde do trabalhador teve que se reinventar, porque falar de saúde do trabalhador à distância é uma coisa que a gente nunca tinha ouvido falar. A gente se reinventou mesmo na pandemia. Começamos a fazer lives, manuais, a gente começou a produzir alguns materiais exatamente para atender aos servidores. Essa pandemia fez com que a gente tivesse outros tipos de conflitos: conflitos de relações de trabalho, doenças como a depressão, enfim, a gente teve que ter um olhar até um pouco diferenciado por conta dessa questão da pandemia.
Rejane de Barros - A Rita falou sobre a questão da formação continuada dos servidores técnicos e docentes. A gente também tem o nosso programa de avaliação de servidores técnicos-administrativos. Possuímos um programa, vamos dizer novo, que a gente denomina de “Aválios”, que é a avaliação de desempenho dos servidores. A gente vê isso muito como valorização do servidor, porque não é uma mera avaliação, simplesmente. Nossa avaliação tem um olhar, exatamente, para a valorização do servidor, porque essa avaliação vai nos indicar caminhos, ações a serem tomadas, quando sair o resultado dessas avaliações. Então, nós apontamos para a adequação do servidor no seu ambiente organizacional e para uma necessidade de se capacitar por meio dos cursos de formação continuada. O resultado também pode apontar para uma necessidade de um acompanhamento da saúde do trabalhador. Então, assim, isso faz um meio campo, tem a formação, a gente avalia e tem todo um trabalho de valorização.
Rinay Brites - Eu sou servidora. Toda vez que eu vou no admissional eu sempre falo isso. É uma grande alegria receber os servidores, os admissionais, que estão entrando ali na universidade, na maior universidade do Brasil. É uma honra trabalhar na UFRJ mesmo. Era um sonho e se concretizou ali em 2003. Eu sou enfermeira, trabalho na Seção de Promoção e Prevenção em Saúde do Trabalhador da Coordenação de Política de Saúde do Trabalhador. Ao falar da valorização, eu faço um resgate, porque o trabalho na CPST é um local também de perícia médica. Porém, mais do que isso, a gente precisa olhar a questão da promoção e prevenção. Então, a gente começou um trabalho em 2012, fazendo uma avaliação, por meio de um caderno de saúde e, ali, a gente já teve uma aproximação com esse servidor. E foi tão interessante, não só para o servidor, mas para gente também, esse retorno, esse contato direto com o servidor. Ele se sente realmente valorizado. Então, você olha, sente ele, a gente afere a pressão, tem todo um trabalho de medidas antropométricas, e isso faz uma aproximação muito grande. Somos todos servidores. Mas essa aproximação é muito importante, esse olho no olho, que hoje, infelizmente, a gente não está podendo fazer aqui, somente pela telinha, mas que é um grande desafio para a gente. Então, nesse trabalho, a gente vem evoluindo, por meio também de “Caravana de Saúde”, e também do “Agita CP”, São atividades diferentes, mas com o mesmo propósito, e também com os admissionais como a gente falou. Então, ao ingressar na universidade, o servidor passa por todo um processo, e um deles é o recebimento, é o acolhimento desse novo servidor. Então, ele conhece toda a universidade, todos os setores, incluindo a Pró-Reitoria de Pessoal. Fala sobre os seus direitos e deveres e, também, apresentamos a própria questão da saúde. Então, a gente aplica um formulário para sentir a situação de cada um. Com a resposta, já fazemos os encaminhamentos com os parceiros da universidade. Então, começamos uma experiência muito legal com os técnicos administrativos e os docentes. Então, foi uma construção em conjunto, foi muito legal. Como estamos vivenciando uma pandemia, então, hoje a saúde mental ela realmente está com uma grande demanda, ainda por questões de ansiedade e de depressão. Dentro da CPST, a gente tem a sessão de atenção e acolhimento psicossocial. Essa sessão ela já tem todo um trâmite, todo um protocolo de entrada, então tem um acolhimento do servidor, ouvindo primeiro esse servidor, para depois fazer o atendimento. Além disso, nós temos o centro de vacinação e as lives que realizamos uma vez por mês.
Há alguns anos, a UFRJ vem trabalhando com um efetivo de técnico-administrativos bem inferior ao quantitativo considerado ideal. Além disso, vem sofrendo com um elevado número de aposentarias. Quantos servidores técnico-administrativos estão na ativa e qual a atual carência?
Luzia Araújo - Então, a nossa matemática não fecha. E não fecha nunca. A cada dia aumenta o nosso número de vacância. Mais pessoas se aposentam, mais pessoas morrem, principalmente agora, com a pandemia da Covid, e isso traz muitas dificuldades. A cada ano, o Ministério da Educação restringe o quantitativo de servidores que podemos dar entrada na universidade, isso tanto para docentes quanto para técnicos-administrativos em educação. E isso faz com que a nós soframos uma sobrecarga de trabalho. Existe uma sobrecarga de função na universidade que é muito grande, e isso vai em todas as áreas, e a gente sente mais essa sobrecarga hoje na área do hospital.
Mas a universidade, hoje, tem uma grande carência de pessoal e também muitos servidores em idade para se aposentar?
Luzia Araújo - Sim, temos. Hoje somos cerca de 3.611 servidores atuando em hospitais e 5.542 nas demais unidades da instituição. Fora isso, temos um grande número de servidores já com abono de permanência, que já poderiam se aposentar, mas que ainda não solicitaram. O quantitativo de servidores em abono de permanência não consigo precisar.
Como o déficit de servidores afeta o bom funcionamento da universidade? Quais são as áreas mais impactadas?
Luzia Araújo - Olha, na realidade, eu vou te dar meu parecer. Ele não afeta o déficit de funcionamento da universidade. Isso porque temos nos estamos nos reinventando. À medida que eu perco um profissional, aquele que está se divide para dar conta daquela atividade do outro que não está sendo feita. Isso aponta, sim, para uma criatividade muito grande do corpo funcional da UFRJ, que a todo tempo se volta para garantir a vida da universidade. As atividades continuam sendo mantidas com um esforço muito maior de cada um de nós.
Só em meados deste ano a UFRJ conseguiu retomar o concurso de 2019 para cargos técnico-administrativos. Como foi o desafio de aplicar provas em meio a uma pandemia? Houve um número grande de faltosos?
Luzia Araújo - Como nunca visto antes. As dificuldades foram inúmeras. Primeiro, porque demos o pontapé inicial. Acho que fomos a primeira Ifes (instituição federal de ensino) a sair na rua e colocar um concurso público. Primeiro, a gente precisou se reorganizar. O edital 255 trazia oportunidades para cargos dos níveis médio e superior, e no final conseguimos um quantitativo de vagas a mais para técnico de enfermagem, e aí abrimos por um maior período de tempo essas inscrições, e essa prova ainda vai se realizar. Só para técnicos de enfermagem, tem uma expectativa de 8 mil pessoas para fazerem prova, para cerca de 40 vagas. Para os demais cargos, as provas já foram aplicadas. A universidade, hoje, não suporta um grande quantitativo de pessoas para realização de uma atividade. No nosso último processo seletivo que realizamos em dezembro, para residência multiprofissional, houve aproximadamente 3 mil e poucas pessoas. Com ele, nós aprendemos como poderíamos trazer pessoas para cá, sem que houvesse aglomeração no campo. Contamos com a participação da prefeitura da cidade universitária. O nosso prefeito Marcos Maldonado nos acompanhou o tempo todo. O GT (Grupo de Trabalho) Coronavírus, com os nossos epidemiologistas e infectologistas, também nos dão a base para que a gente possa estar agindo, além da nossa equipe técnica. Nesse sentido, conseguimos organizar os espaços de forma a manter o quantitativo mínimo de pessoas dentro de sala, com um espaçamento de ]2 metros. Então, em nenhuma sala, tivemos candidato com espaço inferior a 2 metros de distância, e no primeiro dia de prova eu fiz questão de me certificar disso pessoalmente. Foi um compromisso feito com o GT Coronavírus: como é que você vai garantir que isso aconteça? Ora, a gente garante quando você vai pessoalmente ver que a coisa está acontecendo e isso eu pude fazer. Conseguir visitar quase todas as unidades que estavam realizando concurso. Então, fomos buscar espaços que tinham janelas, observamos se todos estavam utilizando máscaras, se as máscaras estavam tampando a boca e o nariz, se os candidatos não estavam se alimentando dentro de sala de aula, se os nossos fiscais estavam utilizando as máscaras, se as mãos das pessoas estavam sendo higienizadas com álcool gel e etc.
Quando sairá o resultado do concurso? A meta é da posse aos aprovados a partir de qual mês?
Luzia Araújo - A gente sabe que até dezembro de 2021 todos que completarem o quantitativo de vagas que oferecemos estarão dentro. Estamos trabalhando muito e intensivamente. A ideia é trazer os aprovados para a posse e admissão até o dia 30 de dezembro.
Inclusive, os técnicos de enfermagem, que ainda não tiveram a prova aplicada?
Luzia Araújo - Principalmente eles, porque os técnicos de enfermagem hoje são a nossa maior necessidade. Precisamos abastecer os nossos hospitais e garantir os cuidados de uma sociedade adoecida pelo vírus.
O concurso de 2017, que teve como carro-chefe o cargo de assistente em administração (apenas nível médio), já perdeu a validade. A Pró-Reitoria de Pessoal da UFRJ já está preparando um novo concurso?
Luzia Araújo - Hoje a gente tem, assim, uma grande preocupação que é conciliar as informações e as normas e ordens que vêm do Ministério da Economia, com a necessidade da universidade. Ele nos limita no quantitativos de vagas, mas a gente já sabe que poderemos promover novos concursos com as vagas que temos. A nossa coordenadora de política de pessoal já está fazendo o levantamento do quantitativo de vagas que nós temos ociosas, já estamos dimensionando a necessidade dessas pessoas nas diversas unidades da universidade e, possivelmente, com quase toda certeza, o ano de 2021 ainda será palco para o nosso próximo edital, cujas provas já acontecerão no ano de 2022, para posse ainda em 2022. O edital deverá sair em outubro ou novembro.
Quando as provas deverão ser aplicadas? Em fevereiro ou março?
Luzia Araújo - Olha, acredito que vai ser um pouquinho mais para lá. Vou dizer que no primeiro semestre de 2022, para que essas pessoas sejam admitidas até o segundo semestre de 2022. E aí aquela coisa você contar com o filho na barriga, sem nem saber se vai nascer, mas contando com as vagas que o Ministério da Educação vai nos dispor em 2022. Afinal, todo cristão tem fé, tem esperança, e eu espero que vou conseguir as vagas.
Então, o cargo de assistente em administração, que é de nível médio, está confirmado nesse concurso?
Luzia Araújo - Confirmadíssimo. Ele hoje é um dos cargos mais necessários para a universidade. Todas as unidades se digladiam pela presença do assistente em administração.
Qual o mínimo de vagas que esse edital vai trazer? Quantas serão para o cargo de assistente em administração?
Rejane de Barros – Cerca de 100 vagas. Para o cargo de assistente administração, nós temos uma média de 60 vagas a serem ofertadas, que são nossas vagas desocupadas nesse momento para assistente. Agora, nós vamos ter mais cargos, em torno de mais dez cargos além do assistente em administração. Só que eu não tenho aqui, agora, esse quantitativo, mas vou buscar mais ou menos em torno de 10 cargos a gente vai estar ofertando no próximo edital.
Além de assistente, o próximo edital pegará cargos da área da Saúde?
Rejane de Barros - O próximo edital trará vagas para enfermeiro, além de algumas para médico, mas um número pequeno. Ainda estamos mapeando.
No último concurso, houve vagas para assistente em administração Geral, Complexo Hospitalar e horário diferenciado. O novo concurso seguriá esse padrão?
Rejane de Barros -Isso está em discussão. Estamos fazendo um levantamento das necessidades dentro da UFRJ. Eu ainda não tenho isso resolvido.
Frente o grande déficit de pessoal e o elevado número de servidores para se aposentar, acredita que, para este novo concurso, o número de convocados deverá superar bastante o número de vagas em edital?
Rejane de Barros - Hoje a gente tem uma limitação da legislação, e temos que respeitar o limite que está em edital. Talvez abra uma ‘brechinha’ para mais um pouquinho, mas não vai ser como nos últimos editais, onde a gente conseguiu, conforme a necessidade da instituição, preencher todas as vagas desocupadas. Hoje a gente tem essa limitação.
O concurso de 2017 ofereceu, inicialmente, 168 vagas em diversos cargos dos níveis fundamental, médio, médio/técnico e superior. Sabe quantos foram convocados?
Rejane de Barros - Não tenho esse levantamento, mas posso dizer que a gente chamou bem além do que estava ofertado em edital, porque havia essa possibilidade e a gente não tinha essa limitação que temos agora.
Assistente em administração: veja programa anterior
Professores da Degrau Cultural recomendam que os futuros candidatos do concurso a assistente em administração da UFRJ tomem como base de estudo o programa da seleção de 2017. Segundo os especialistas, o conteúdo não deverá sofrer alterações significativas. Veja a seguir:
CONTEÚDOS COMUNS AOS CARGOS DE ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO (GERAL E COMPLEXO HOSPITALAR):
Língua Portuguesa: Compreensão e interpretação de textos verbais e não verbais. Análise de discursos no plano das relações entre Linguagem, Comunicação e Sociedade. Produção e recepção textuais nas práticas sociais. Usos da linguagem. Reconhecimento crítico das linguagens como elementos integradores dos sistemas e processos de comunicação. Elementos da Comunicação. Variedades linguísticas. Gêneros e Tipologia textuais e seus elementos constituintes. Coesão e coerência textuais. Equivalência e transformação de estruturas. Relações de sinonímia e antonímia. Classe e emprego de palavras. Frase, oração e período. Período composto (coordenação e subordinação). Regência nominal e verbal. Concordância nominal e verbal. Colocação pronominal. Ortografia, acentuação gráfica e pontuação.
Legislação: Lei Federal 8.112/1990. Lei Federal nº 12.527/2011. Decreto Federal nº 7.724/2012. Decreto nº 1.171/1994. Lei Federal nº 8.666/1993. Lei Federal nº 9.784/1999. Constituição Federal de 1988: Título I. Título II. Título III, capítulo I e capítulo VII (Seções I e II). Título VIII, capítulo III (Seção I). Princípios Constitucionais Explícitos. Princípios Constitucionais Implícitos. Administração Pública Direta e Indireta.
Noções de Informática: Conceitos e principais comandos e funções de sistemas operacionais Windows e Linux. Noções de aplicativos de edição de textos e planilhas Microsoft Office e LibreOffice. Conceitos de Internet, Intranet e Extranet. Noções básicas de tecnologias, ferramentas, aplicativos e procedimentos associados à Internet e Intranet. Noções de segurança e proteção. Conceitos básicos e utilização de ferramentas e aplicativos de navegação e correio eletrônico.
Raciocínio Lógico: Estruturas lógicas. Lógica de argumentação. Diagramas lógicos. Princípios de contagem e probabilidade. Operações com conjuntos. Razão e proporção. Regra de três simples e composta. Cálculos com porcentagem. Juros simples e compostos.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Assistente em Administração – Complexo Hospitalar
Assistente em Administração – horário diferenciado – Complexo Hospitalar: Sistema Nacional de Regulação – SISREG. Sistema Estadual de Regulação – SER. Núcleo Integrado de Regulação – NIR. Legislação do SUS.




