Em entrevista, ministro da Economia revela que pretende conceder aval para alguns concursos ainda neste ano, como o da Receita Federal, com 699 vagas.

O concurso Receita Federal caminha mesmo para ser aberto em breve. O ministro da Economia, Paulo Guedes, deu declarações ao jornal Direto ao Ponto, da Jovem Pan, informando que o governo federal abrirá algumas seleções este ano. Segundo ele, entre os órgãos que deverão receber reforço de pessoal está a Receita Federal, o que sugere que a autorização para a abertura do certame vai mesmo acontecer.

Na semana passada, já circulava na intranet da Receita Federal que a autorização do concurso deverá sair até março, bem como a aprovação de um cronograma. A contratação de novos servidores já teria sido alinhada entre Paulo Guedes e o secretário da Receita, Júlio Cesar Vieira Gomes, no último dia 17.

Em 2020, a autarquia solicitou ao Ministério da Economia a abertura de concurso com mais de 3 mil vagas, mas não obteve sucesso. Todavia, em 2021, foi publicado um novo ofício que reajustou a demanda para 699 vagas, sendo 230 para auditor-fiscal e 469 para analista-tributário.

O Sindifisco Nacional até levantou a possibilidade de reduzir o quantitativo total de vagas para 250, a fim de que o Ministério da Economia pudesse conceder o aval imediatamente. As carreiras de analista-tributário e auditor-fiscal exigem nível superior em qualquer área. As remunerações, no entanto, são de R$12.142,39 e R$21.487,09, respectivamente.

Relembre os concursos passados para analistas e auditores

A Receita Federal realizou seus últimos concursos em 2012 e 2014. A seleção de 2012 foi para analista-tributário. A prova objetiva foi composta por 135 questões, sendo 75 de Conhecimentos Básicos (20 de Português, dez de Inglês ou Espanhol, dez de Raciocínio Lógico-Quantitativo e 25 de Direito Administrativo e Direito Constitucional, dez de Administração Geral) e 60 de Conhecimentos Específicos (20 de Direito Tributário, dez de Contabilidade Geral e 30 de Legislação Tributária e Aduaneira).

A prova para quem optou pela área/especialidade de Informática, ao invés das 30 questões abordarem Legislação Tributária e Aduaneira, a banca do certame as substituiu por 30 questões de Informática. Os candidatos também passaram por avaliação dissertativa e a uma etapa de sindicância de vida pregressa.

Já o concurso de 2014 foi para a carreira de auditor-fiscal. Na época, a prova objetiva contou com 140 questões, sendo 70 de Conhecimentos Gerais (20 de Língua Portuguesa, dez de Inglês ou Espanhol, dez de Raciocínio Lógico-Quantitativo, dez de Administração Geral e Pública, dez de Direito Constitucional e dez de Direito Administrativo) e 70 de Conhecimentos Específicos (15 de Direito Tributário, dez de auditoria, 20 de Contabilidade Geral e Avançada, dez de Legislação Tributária e 15 de Comércio Internacional e Legislação Aduaneira).

Além disso, os candidatos também fizeram uma prova discursiva e passaram por sindicância de vida pregressa.

A organizadora responsável pelos dois concursos foi a Esaf, mas a banca não ficará mais à frente dos concursos da Receita Federal. Isso porque resolução do Comitê Estratégico de Governança da Fazenda (CEG), publicada em agosto do ano passado, determina que a Esaf seja responsável apenas pela contratação e fiscalização de bancas organizadoras para as primeiras etapas dos concursos para órgãos fazendários, não se responsabilizando mais pelas provas objetiva e discursiva. Apesar disso, até que o novo edital seja divulgado, os futuros candidatos devem se basear no edital anterior.

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