Seja no serviço público ou na iniciativa privada, a busca excessiva por trabalho pode afetar a saúde física e mental. Entenda as suas consequências.
Certamente, você já ouviu em algum lugar a palavra inglesa workaholic, que significa “aquele que é viciado em trabalho”, ou seja, um trabalhador compulsivo. É ótimo para uma empresa ou para um órgão público ter um profissional que esteja 100% dedicado às suas atribuições, que a cada dia entrega bons resultados e que, principalmente, ame o que faz. Porém, o indivíduo que só vive para o trabalho, sem ter uma válvula de escape pode sofrer com prejuízos na sua saúde física, mental e para o seu desempenho profissional.
O termo workaholic surgiu nos anos 1970, quando o capitalismo passou a demandar das empresas maior lucratividade, em consequência disso, passou a exigir mais empenho de quem compõe essas empresas. E é nesses locais em que se podem encontrar um workaholic.
Mas como identificá-lo. Veja abaixo os principais sinais de que alguém é viciada em trabalho:
- Trabalha muito além da jornada de trabalho estipulada pelo seu cargo;
- Leva trabalho para casa;
- É o primeiro a chegar e o último a sair do local de trabalho;
- Não tem um hobbie;
- Apresenta um estresse fora do normal;
- Não tira a hora de almoço;
- Fica verificando a caixa de e-mail profissional a cada cinco minutos;
- Usa o dia de folga para marcar compromissos profissionais ou trabalhar de casa;
- Perde a paciência com os demais colegas de trabalho;
- Só tem um assunto para conversar: trabalho.
Dentro dos itens citados acima, o mais preocupante é o estresse e a falta de paciência com outros colegas. Isso porque o foco doentio no trabalho não só prejudica o cidadão em si, mas também a eficiência de todo um setor a qual ele faz parte.
Segundo o professor Celso Bazzola, especialista na área de recursos humanos, “para empresa a situação traz mais desvantagens do que vantagens. Inicialmente pode ser interessante, pois a velocidade dos resultados é satisfatória, porém há um desgaste emocional natural do profissional, pois ele estará isolado e restrito ao tema trabalho, bloqueando sua sociabilização o que poderá resultar em sérios transtornos futuros para sua vida”.
Fora o surgimento de problemas no meio externo, o vício no trabalho pode acarretar numa autoestima exagerada, insônia, impotência sexual, aumento na pressão, enxaqueca e, na maioria das vezes, depressão. Como você pode ler, assim como vício no álcool, drogas, cigarros, compras, etc., o trabalho compulsivo também é um verdadeiro veneno para quem o carrega.
Como deixar de ser um workaholic?
Equilíbrio: esse deve ser o remédio para quem é diagnosticado como trabalhador compulsivo. O professor Bazzola afirma que não há problemas um profissional trabalhar, de vez em quando, além da jornada diária de trabalho, dependendo da urgência do seu cargo, algo que costuma acontecer com médicos, profissionais de segurança pública e da imprensa durante os seus plantões. Porém, é preciso ficar atento para não permitir que esse excesso diário de trabalho não se torne rotina.
É preciso balancear a quantidade de tarefas a qual você delega com a sua jornada de trabalho, dando prioridade para os compromissos e tarefas mais urgentes, e se organizando para conseguir dar conta de tudo dentro da sua jornada.
Se você está se preparando para, um dia, ocupar um cargo público, seja como investigador ou inspetor da Polícia Civil do RJ, por exemplo, lembre-se que o trabalho foi feito para libertar, dar condições socioeconômicas para você ser independente, não o contrário, te tornando escravo e preso ao seu emprego. E lembre-se também que a vida não é só trabalho, metas, lucro, vendas, entre outras compromissos. É necessário descansar, se divertir, conversar com parentes e amigos, enfim, fazer coisas que lhe façam bem e que vão permitir que o seu agir profissional flua sem barreiras e dificuldades.




