Na Semana da Família, entenda como pais, irmãos e agregados podem ajudar no processo de preparação para um concurso público.
No último domingo, 14 de agosto, teve início a Semana Nacional da Família, celebração que acontece há exatos 30 anos sob a organização da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Aproveitando essa marco, sendo adepto ou não do catolicismo, todo e qualquer concurseiro sabe da importância do apoio vindo dos familiares para obter sucesso na preparação no certame a qual irá prestar. Caso contrário, um indivíduo tende mais a desistir dos seus objetivos.
O apoio familiar é um combustível a mais para o concurseiro, já que são as primeiras pessoas de quem se tem referência. São as primeiras pessoas na vida com quem construímos nossas relações de afeto e afinidade:
“Isso é importante para a formação da nossa identidade quando somos pequenos, na adolescência. E claro que quando adultos isso ajuda muito na formação de várias questões", declarou a psicóloga Juliana Gebrim.
A especialista complementa que há na área de Psicologia um conceito chamado de “Rede Social de Apoio” e através dela o concurseiro consegue estar mais equilibrado e focado no processo de aprendizagem. Ou seja, quando a família abraça o sonho do concurseiro, as chances dele ser aprovado são mais que dobradas.
De que forma os pais podem apoiar os filhos concurseiros?
A psicóloga Gebrim ressalta que basta o pai e a mãe (ou casais de dois pais ou de duas mães) se colocarem à disposição do filho para ajudá-lo de forma eficaz nesse processo. Porém, há situações em que a família pode atrapalhar o concurseiro, de forma aparentemente inofensiva:
“Um dos erros que os pais podem cometer é a cobrança excessiva, fazer questionamentos do tipo: ‘de quantos pontos você fez?’, ‘quando sai o resultado da prova?’ São questões que não convém fazer no momento. Se o candidato passar, pode ter certeza que ele vai avisar para você” declarou a psicóloga.
O excesso de perguntas e cobranças feitas pelos pais pode deixar o candidato mais ansioso, estressado e perca a confiança no próprio desempenho.
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Outras atitudes que podem interferir nos estudos dele é compará-lo com outros candidatos que já passaram na prova, fazendo questionamentos como: “Ele passou por que está fazendo muito curso ou estudando mais do que você”, isso deve ser evitado.
Além disso, há casos também de pais e mães que não gostam quando o filho passa um tempão dentro do quarto só estudando, assim como há filhos que começam a implicar, por exemplo, quando a mãe está mais focada na preparação para o concurso do que fazendo as tarefas domésticas.
A família que deveria ser aliada do concurseiro, às vezes, pode ser inimiga dele, quando brigas e discussões acaloradas acontecem justamente na hora de estudos, ou quando algum parente fala sobre um determinado problema ou situação para alguém que irá prestar um concurso do INSS, por exemplo, deixando-o angustiado, preocupado em demasia. E com isso, o candidato não consegue “ter cabeça” para captar os conteúdos a serem cobrados no edital.
Como a residência é o lugar onde um candidato passa a maior parte do tempo estudando para um concurso, é primordial que o ambiente familiar seja harmônico para que os estudos possam render mais de 100%. Ou seja, a fórmula do sucesso em um concurso público se resume a foco, determinação, resiliência e também apoio familiar e muito amor.
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