Emprego, formas de tratamento e colocação dos pronomes foram questões abordadas no último concurso da procuradoria, realizado em 2009.

Para você que está na quarentena se preparando para as provas do concurso da Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, a fim de conquistar uma das vagas oferecidas para os cargos de Técnico processual e Analista processual, vale a pena ficar atento a um dos conteúdos presentes na prova de Língua Portuguesa do último concurso realizado pela PGE há onze anos: pronomes.

No nosso idioma, os pronomes é uma classe gramatical que varia em gênero, número e grau, que serve tanto para substituir o substantivo, como também para acompanhá-lo, indicando a posição dele em relação às pessoas do discurso ou mesmo situando-o no tempo e no espaço. Por ter esse papel de assumir as funções de outras classes gramaticais, que o pronome pode ser dividido em:

Pronome Substantivo: Ele estudou passou no concurso”. (Ele substitui o nome de alguém).

Pronome Adjetivo: Este ano eu passo nesse concurso”. (Este acompanha o substantivo o ano).

Classificação dos Pronomes

Pronomes Pessoais: indicam as pessoas do discurso. Pode ser dividido em quatro formas.

1 – Pronomes Pessoais Retos: Eu, Tu, Ele ou Ela (singular), Nós, Vós, Eles (plural).

2 – Pronomes Pessoais oblíquos Tônicos: mim, comigo; ti, contigo; ele, ela, si, consigo; nós, conosco; vós, convosco; eles, elas, si, consigo.

3 – Pronomes Pessoais oblíquos Átonos: me; te; se, o, a, lhe; nos; vos; se, as, os, lhes.

4 – Pronomes Pessoais de Tratamento: Formas de tratar com pessoas com títulos de nobreza, de excelência, entre outras. Confira a abaixo as principais:

  • Vossa Alteza (V.A.) - príncipes, duques, arquiduques;
  • Vossa Eminência (V. Em.a) – cardeais;
  • Vossa Excelência (V. Ex.a) – altas autoridades e oficiais das Forças Armadas;
  • Vossa Magnificência (V. Mag.a) – reitores de universidades;
  • Vossa Majestade (V.M.) - reis, imperadores;
  • Vossa Meritíssima (não se abrevia) - juízes de direito;
  • Vossa Paternidade (V.P.)- abades, superiores de conventos;
  • Vossa Santidade (V.S.) – papa;
  • Vossa Reverendíssima (V. Revm.a) – sacerdotes e religiosos em geral;
  • Vossa Excelência Reverendíssima (V. Ex.a Revm.a) – bispos, arcebispos;
  • Vossa Senhoria – (V.S.a) tratamentos cerimoniosos;
  • Você - familiares, pessoas íntimas
  • Senhor (Sr.) – distanciamento respeitoso.

O uso do Vossa só deve acontecer quando nos dirigimos à pessoa. Quando falamos sobre essa pessoa, colocasse o pronome Sua. Por exemplo: Sua Majestade esteve doente esta manhã; Vossa Majestade acordou melhor esta manhã?

Cabe ainda algumas observações sobre os pronomes pessoais:

  • Os pronomes oblíquos a(s), o(s), quando são precedidos por verbos terminados em - R, -S, -Z, assumem a forma lo, la, los, las. Exs.: amar + a = amá-la; quis + o = qui-lo; fiz + o = fi-lo.
  • Esses mesmos pronomes oblíquos quando precedidos de verbos terminados em - M, -ÃO, ÕE, assumem a forma no, na, nos, nas. Exs.: entregam + os = entregamnos, dão + os = dão-nos.
  • Os pronomes oblíquos podem funcionar como sujeito no infinitivo, quando se usam os verbos: deixar, fazer, mandar, ouvir, sentir e ver. Ex.: Mandaram-me sair.

Pronomes Possessivos: Refere-se às pessoas do discurso, indicando uma relação de posse: Meu, minha, seu, sua, teu, tua, nosso, etc.

Pronomes Demonstrativos: Faz referência à posição da pessoa no discurso, situando-a seja no próprio discurso ou no tempo e espaço:

  • 1ª pessoa do discurso – indica proximidade de quem fala. Ex.: Esta caneta é minha;
  • 2ª pessoa do discurso – indica proximidade da pessoa a quem se fala. Ex.: Bota direito esse chinelo, menino;
  •  3ª pessoa do discurso – refere-se a seres que se encontram longe do falante e do ouvinte. Ex.: Aquele espelho está rachado.

Pronomes Relativos: referem-se a um termo antecedente.

  • QUE - usado em relação a coisas ou pessoas (Este é o livro que você está lendo);
  • QUEM – refere-se apenas a pessoas e aparece sempre antecedido por preposição (Esta é a garota a quem ele amava);
  • CUJO – indica posse, surgindo na frase entre dois substantivos, concordando em gênero e número com o substantivo a que se refere, porém, esse pronome anda em desuso na língua portuguesa (Este é o escritor cuja obra li na íntegra);
  • ONDE – empregado para indicar lugar (Onde vamos morar?);
  • QUANTO – vem precedido de um pronomes indefinidos: Tenho tudo quanto preciso;
  • QUANDO – será pronome relativo quando o antecedente dá ideia de tempo. (Os protestos iniciaram quando o governo aumentou a tarifa dos ônibus).

Pronomes Indefinidos: referem-se à pessoa do discurso de maneira genérica, imprecisa, podendo ser pessoas, coisas e lugares.

  • Pessoas: quem, alguém, ninguém, outrem.
  • Lugares: onde.
  • Coisas: qual, algo, tudo, nada, todo, algum, nenhum, certo, outro, muito, quanto, pouco, qualquer, cada.

Pronomes Interrogativos: Empregados em perguntas diretas ou indiretas: Quem, O quê, qual, quanto, por quê.

Colocação Pronominal

É usada quando os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, lhe, nos, vos, se, os, as, lhes) aparecem como complementos verbais, em três posições distintas:

Ênclise (depois do verbo): “Diga-nos como você se saiu no concurso

Próclise (antes do verbo): “Minha irmã se casou em Cancún”

Mesóclise (no meio do verbo): “Pedi e Dar-se-vos-á. Buscai e o achareis”.