Até o momento, Cebraspe, FGV e Fundatec foram as únicas bancas que demostraram interesse no concurso de técnico processual e demais cargos da PGE-RJ.
Recentemente, o Sistema Eletrônico de Informações revelou que a Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro estava entrando em contato com as bancas organizadoras para descobrir quais delas teria interesse no próximo concurso da instituição, com 12 vagas imediatas. Na última quarta-feira, 8 de dezembro, o mesmo sistema informou que, até o momento, três empresas encaminharam propostas à PGE-RJ:
- Cebraspe;
- Fundação Getúlio Vargas;
- Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências (Fundatec).
Dessas três bancas, a PGE-RJ já solicitou reuniões com o Cebraspe e com a FGV para esclarecer dúvidas que eventualmente possam existir nas propostas.
Nesse processo foram anexados demonstrativos da contratação de bancas para os concursos da Polícia Civil, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado (TCE RJ). É comum os órgãos públicos pesquisarem os contratos de outras instituições para validar os critérios e expertises das bancas organizadoras. Até o momento, não se sabe se outras bancas apresentaram algum tipo de proposta à procuradoria.
Segundo o Procurador-Geral do Estado, Bruno Dubeux, em entrevista à DEGRAU CULTURAL, revelou que pretende publicar o edital do próximo Concurso PGE-RJ ainda neste mês de dezembro e realizar as provas objetivas no primeiro trimestre de 2022, caso a pandemia esteja sob controle para garantir a proteção à saúde dos participantes.
Oportunidades destinadas para quatro cargos
A PGE-RJ pretende publicar um edital com 12 vagas imediatas + cadastro de reserva, distribuindo tais oportunidades para quatro carreiras, voltadas para concorrentes com formação média e superior de escolaridade:
- Técnico Processual: Duas vagas para quem possui nível médio de escolaridade;
- Analista Processual: Seis vagas de nível superior em Direito;
- Analista Contábil: Duas vagas para pessoas com nível superior em Contabilidade com registro no conselho de classe;
- Analista de Sistemas: Duas vagas de nível superior na área de Computação e Informática, com bacharelado em Ciência da Computação, bacharelado em Engenharia de Computação, bacharelado em Sistemas de Informação, licenciatura em Computação; Tecnologia em Processamento de Dados; ou bacharelado em Informática, Engenharia de Informação, Engenharia de Processamento de Dados e Engenharia de Software.
Aqueles que atingirem a aprovação no concurso receberá ganhos mensais nos valores de R$5.110 (somente para técnico processual) e de R$6.990 mensais (para os cargos de nível superior). Dentro dessas remunerações, está incluso R$1.290 de auxílio-alimentação e refeição.
Último Concurso para a área de apoio aconteceu em 2009
Há mais de 12 anos, a Procuradoria-Geral do Estado lançava um edital com nada menos que 129 vagas destinadas a cargos de nível médio e superior, com ganhos que variavam entre R$2.389,38 e chegavam até R$6.990.
A organização das últimas provas ficou sob a gestão da Fundação Carlos Chagas (FCC). Os candidatos a técnico assistente de procuradoria (atual técnico processual), tiveram que responder a 60 questões na prova objetiva, sendo 30 delas de Conhecimentos Básicos (Português e Informática) e 30 de Conhecimentos Específicos (Direito Administrativo, Direito Constitucional e Direito Processual).
Outro antigo contemplado nesse concurso foi o de técnico superior de procuradoria, atual analista processual. Para esse, o número de questões foi maior, 70. Dessas, 25 eram de Português e 45 de Conhecimentos Específicos (Direito Administrativo, Direito Constitucional e Direito Processual).
Cada acerto na parte de Conhecimentos Gerais valia um ponto, enquanto na parte Específica, eram atribuídos dois pontos cada resposta certa. Para ser habilitado nesse certame, o candidato teria que obter 180 pontos ou mais. O método utilizado para calcular os pontos conquistados na prova era o seguinte:
- Somou-se o total de acertos de cada candidato em cada prova;
- A média obtida era calculada com o desvio padrão dos acertos de todos os candidatos em cada prova;
- Transformou-se o total de acertos de cada candidato em nota padronizada (NP). Para isso calcula-se a diferença entre o total de acertos do candidato na prova (A) e a média de acertos do grupo da prova (B). Assim, dividia-se a diferença pelo desvio padrão do grupo da prova, multiplicava o resultado por 10 e soma-se mais 50 pontos.
Na época, além dos 129 aprovados, convocou 344 aprovados, segundo dados da Assessoria de Comunicação do órgão, sendo 136 egressos ao quadro de técnico processual e 131 aprovados na função de analista processual.




