Agora, quatro bancas organizadoras demonstraram interesse no concurso de 12 vagas imediatas da Procuradoria-Geral do Estado.
Depois de uma semana, o Sistema Eletrônico de Informações atualizou a lista de bancas organizadoras que enviaram propostas para organizar o próximo concurso da Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro. Nessa atualização, foi incluído o nome do Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan), que também organiza o concurso de 192 vagas temporárias do IBGE. Outras três empresas da área de concurso público também apresentaram propostas ao órgão anteriormente. São elas:
- Cebraspe;
- Fundação Getúlio Vargas;
- Fundação Universidade Empresa de Tecnologia e Ciências (Fundatec).
A PGE-RJ já está analisando os documentos apresentados e anexados por parte dessas quatro bancas que sejam referentes a processos licitatórios de outros concursos, como o da Polícia Civil do Rio de Janeiro (que tem Cebraspe e FGV como organizadoras) do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado (TCE RJ). Essa uma prática corriqueira dos órgãos públicos, para que obtenham mais informações sobre as qualidades das bancas candidatas a partir de contratos de outros concursos públicos.
Quem tiver a proposta mais próxima do que é exigido pela PGE-RJ terá a responsabilidade de organizar o concurso de 12 vagas imediatas da instituição, destinadas aos seguintes cargos:
- Técnico Processual: Duas vagas para quem possui nível médio de escolaridade;
- Analista Processual: Seis vagas de nível superior em Direito;
- Analista Contábil: Duas vagas para pessoas com nível superior em Contabilidade com registro no conselho de classe;
- Analista de Sistemas: Duas vagas de nível superior na área de Computação e Informática, com bacharelado em Ciência da Computação, bacharelado em Engenharia de Computação, bacharelado em Sistemas de Informação, licenciatura em Computação; Tecnologia em Processamento de Dados; ou bacharelado em Informática, Engenharia de Informação, Engenharia de Processamento de Dados e Engenharia de Software.
Expectativa de muitas convocações
Devido ao baixo número de vagas a ser oferecido, a PGE-RJ deverá chamar um número elevado de aprovados pelo cadastro de reserva, assim como aconteceu no concurso de 2009, o último destinado para a área de apoio.
Na ocasião, a procuradoria ofertou 129 vagas para diversos cargos. No entanto, 318 aprovados foram convocados durante o prazo de validade da seleção, que foi de dois anos, sendo prorrogado por igual período. Veja abaixo a distribuição de aprovados entre os cargos:
- 136 aprovados para técnico assistente de procuradoria (atual técnico processual);
- 131 para técnico superior de procuradoria (atual analista processual);
- Cinco para técnico superior administrador;
- Quatro para técnico superior bibliotecário;
- 17 para técnico superior de análise contábil;
- Cinco de técnico superior de análise de sistemas e métodos;
- 16 de técnico superior de perícias e avaliações imobiliárias;
- Quatro para técnico superior médico.
Quem conseguir a aprovação no próximo certame e for convocado posteriormente receberá ganhos no valor de R$5.110 (somente para técnico processual) e de R$6.990 mensais (para os cargos de nível superior). Dentro dessas remunerações, está incluso R$1.290 de auxílio-alimentação e refeição.
Os ganhos poderão ser maiores com o pagamento do auxílio-escolar, de R$1.601, e o auxílio-saúde, de R$1.689. As admissões ocorrerão pelo regime estatutário, que assegura estabilidade no emprego.
Último Concurso foi organizado pela FCC
Para quem pretende participar do Concurso PGE-RJ que está por vir deverá utilizar o edital de 2009 como referência para estudos, mesmo que o último organizador não esteja entre os quatro concorrentes da próxima seleção: a Fundação Carlos Chagas (FCC).
Os candidatos a atual função de técnico processual, tiveram que responder a 60 questões na prova objetiva, sendo 30 delas de Conhecimentos Básicos (Português e Informática) e 30 de Conhecimentos Específicos (Direito Administrativo, Direito Constitucional e Direito Processual).
Já os concorrentes a analista processual tiveram 70 questões a responder. Dessas, 25 eram de Português e 45 de Conhecimentos Específicos (Direito Administrativo, Direito Constitucional e Direito Processual).
Cada acerto na parte de Conhecimentos Gerais valia um ponto, enquanto na parte Específica, eram atribuídos dois pontos cada resposta certa. Para ser habilitado nesse certame, o candidato teria que obter 180 pontos ou mais. O método utilizado para calcular os pontos conquistados na prova era o seguinte:
- Somou-se o total de acertos de cada candidato em cada prova;
- A média obtida era calculada com o desvio padrão dos acertos de todos os candidatos em cada prova;
- Transformou-se o total de acertos de cada candidato em nota padronizada (NP). Para isso calcula-se a diferença entre o total de acertos do candidato na prova (A) e a média de acertos do grupo da prova (B). Assim, dividia-se a diferença pelo desvio padrão do grupo da prova, multiplicava o resultado por 10 e soma-se mais 50 pontos.
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