Em artigo publicado nesta terça-feira, dia 10, no Jornal Estadão, o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) explicou as motivações sobre a realização do Concurso Nacional Unificado (CNU), que deverá trazer 6.640 vagas em diversos órgãos e ministérios, abrangendo diversos cargos dos níveis médio, técnico e superior.
Nesse contexto, o MGI acabou revelando alguns detalhes sobre as provas e disciplinas, mais especificamente sobre o conteúdo de Conhecimentos Gerais, que deverão ser comum a todos os candidatos do CNU.
Veja o que deverá ser abordado nas provas
No artigo, o MGI aponta que o que deverá ser explorado na parte geral das provas objetivas:
- valorização do ethos público;
- da realidade brasileira e das relações entre Estado;
- políticas públicas e desenvolvimento nacional.
Outras disciplinas tradicionais e concursos públicos, tais como Direito Administrativo e Direito Constitucional deverão também estar presentes na parte de Conhecimentos Gerais, pois o governo pretende explorar conhecimentos referentes às bases constitucionais do Estado, à estrutura e ao funcionamento da administração pública.
Língua Portuguesa e Raciocínio-Lógico Quantitativo também podem ser consideradas matérias certas, já que elas fazem parte do rol de disciplinas recomendadas pelo Guia Referencial para Concursos Públicos, desenvolvido pelo Escola Nacional de Administração Pública (Enap).
Já as provas objetivas de Conhecimentos Específicos e as provas discursivas abrangerão conteúdos referentes aos blocos temáticos do CNU, pelos quais os 22 órgãos e ministérios que se comprometeram a aderir ao certame serão distribuídos.
As disciplinas exatas que serão cobradas do CNU só serão efetivamente definidas após a escolha da banca organizadora, o que deverá acontecer em novembro.
Veja cronograma previsto do CNU
O cronograma divulgado pelo MGI, para o CNU, é o seguinte:
- Edital - dia 20 de dezembro
- Provas - Até março de 2024
- Resultado final - Até maio de 2024
- Curso de formação (quando for cabível) - Até julho de 2024
- Posse dos aprovados – Até agosto de 2024.
O CNU tem como objetivo centralizar os concursos autorizados pelo Governo Federal neste ano, unificando a aplicação das provas em cerca de 180 cidades pelo país.
Essas avaliações serão compostas por provas objetivas – abrangendo um bloco comum a todos os candidatos e um bloco com abordando conhecimentos específicos – e provas discursivas (também tratando de temas específicos).
No entanto, dependendo do órgão e ministério, outras etapas poderão ser incluídas, tais como avaliação de títulos, prova oral, defesa de memorial, curso de formação e etc.
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O CNU marca uma mudança fundamental na busca por democratizar o acesso ao serviço público, tornando as provas mais acessíveis e disponíveis não apenas nas capitais estaduais.
Isso porque o CNU dará a possibilidade de um candidato concorrer a vagas em mais de um cargo, pagando apenas uma taxa de inscrição, ampliando assim as oportunidades de ingressar no serviço público federal.
Embora ainda possa sofrer alterações, os blocos temáticos que constam da proposta inicial do governo são os seguintes:
- Administração e Finanças Públicas;
- Agricultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário;
- Dados, Tecnologia e Informação Pública;
- Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação;
- Políticas Sociais; Justiça e Saúde;
- Setores Econômico, Infraestrutura e Regulação;
- Trabalho e Previdência;
- Nível intermediário.
Veja lista de quem vai participar do CNU
Os 22 órgãos e ministérios confirmados no CNU são os seguintes:
- AGU (Advocacia Geral da União) – 400 vagas;
- Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) – 40 vagas;
- Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) – 30 vagas;
- ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) – 35 vagas;
- Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) – 502 vagas;
- IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – 895 vagas;
- Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) – 742 vagas;
- Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) – 50 vagas.
- Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) – 80 vagas;
- Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) – 440 vagas;
- MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) – 900 vagas;
- MS (Ministério da Saúde) – 220 vagas;
- MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) – 110 vagas;
- MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) – 296 vagas;
- MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) – 130 vagas;
- MinC (Ministério da Cultura) – 50 vagas;
- MEC (Ministério da Educação) – 70 vagas para ATPS;
- MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania) – 40 vagas;
- MPI (Ministério dos Povos Indígenas) – 30 vagas;
- MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento) – 60 vagas;
- MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos) e as carreiras transversais – 1.480 vagas;
- Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) – 40 vagas;
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