O regulamento do aguardado Concurso Nacional Unificado (CNU) foi oficialmente publicado, em edição extra do Diário Oficial da União na última quarta-feira, 4. O documento apresenta detalhes sobre certame, que deverá trazer 6.640 vagas em cargos dos níveis médio, médio/técnico e superior, distribuídas por diversos órgãos e ministérios.

VEJA REGULAMENTO DO CONCURSO NACIONAL UNIFICADO

O regulamento ratifica o proposto cronograma do governo, anunciado anteriormente em uma entrevista coletiva no último dia 29, e inclui outros eventos:

  • Instituição da comissão do concurso: até 30 de outubro;
  • Contratação da banca organizadora: até 22 de novembro;
  • Edital: Previsto para 20 de dezembro de 2023;
  • Provas: até março de 2024;
  • Resultado final da etapa unificada: até maio de 2024;
  • Cursos de formação (quando aplicável): até julho de 2024;
  • Posse dos novos servidores: até agosto de 2024;

Inovação no acesso ao serviço público federal

O CNU tem como objetivo centralizar os concursos autorizados pelo Governo Federal neste ano, unificando a aplicação das provas em cerca de 180 cidades pelo país.

Isso marca uma mudança fundamental na busca por democratizar o acesso ao serviço público, tornando as provas mais acessíveis e disponíveis não apenas nas capitais estaduais.

O CNU dará a possibilidade de um candidato concorrer a vagas em mais de um cargo, pagando apenas uma taxa de inscrição, ampliando assim as oportunidades de ingressar no serviço público federal. O valor da taxa ainda definido, possivelmente em conjunto com a organizadora contratada.

A adesão ao CNU foi voluntária para órgãos e ministérios que receberam aval para preenchimento de vagas. Até o momento, o CNU conta com 6.590 vagas confirmadas em 20 órgãos, de acordo com a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. No entanto, o regulamento publicado menciona 6.540 vagas.

Vagas deverão ser distribuídas por oito blocos

O CNU deverá distribuir as vagas por oito blocos temáticos. São eles:

  • Administração e Finanças Públicas;
  • Setores Econômico, Infraestrutura e Regulação;
  • Agricultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário;
  • Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação;
  • Políticas Sociais; Justiça e Saúde;
  • Trabalho e Previdência;
  • Dados, Tecnologia e Informação Pública; e
  • Nível intermediário.

Durante o processo de inscrição, os candidatos deverão escolher um dos blocos temáticos. Em seguida, indicarão o cargo/carreira de sua preferência dentre as vagas disponíveis no bloco escolhido.

No entanto, existe a possibilidade de esses blocos temáticos, previamente definidos, serem ainda alterados. A definição ocorrerá após todos os órgãos e ministérios assinarem oficialmente suas adesões ao CNU.

Leia também - Concurso Transpetro: inscrições para 1.657 vagas

O CNU contará com um único dia de provas, onde os candidatos responderão a questões objetivas com matriz comum a todos os participantes. Além disso, haverá questões objetivas sobre Conhecimentos Específicos de cada bloco temático e provas discursivas correspondentes.

As provas objetivas e discursivas ocorrerão em um único turno, com duração de quatro horas e meia. O regulamento não traz informações sobre as disciplinas que deverão ser cobradas, o que só deverá ser definido em breve, quando a banca organizadora for escolhida.

Vagas em mais de 20 órgãos e ministérios

Confira abaixo os órgãos já confirmados no CNU:

  • AGU (Advocacia Geral da União): 400 vagas;
  • Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica): 40 vagas;
  • ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar): 35 vagas;
  • Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários): 30 vagas;
  • Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas): 502 vagas;
  • IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): 895 vagas;
  • Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária): 742 vagas;
  • MCTI em partes (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação): 296 vagas;
  • MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania): 40 vagas;
  • MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços): 110 vagas;
  • MEC (Ministério da Educação): 70 vagas para ATPS;
  • Ministério da Saúde: 220 vagas;
  • MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública): 130 vagas;
  • MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento): 60 vagas;
  • MTE (Ministério do Trabalho e Emprego): 900 vagas;
  • MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos) e as carreiras transversais: 1.480 vagas;
  • MPI (Ministério dos Povos Indígenas): 30 vagas;
  • Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária): 520 vagas;
  • Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar): 40 vagas.

Vídeo do YouTube · toque para carregar