Ministério da Saúde está no grupo dos 20 concursos autorizados pelo Governo Federal. Oportunidades serão para tecnologista da Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador (CPTS e C&T).

Na última semana, a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, anunciou um pacote de autorizações que abrangeu 20 órgãos da esfera federal, de diversas áreas do serviço público, que oferecem um total de 4.436 vagas a serem preenchidas através de novos concursos. Nesse grupo de autorizações, encontra-se o Ministério da Saúde.

A pasta recebeu aval para contratar 220 novos servidores no quadro de tecnologista, que exigirá nível superior na área específica. Eles irão trabalhar na Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador (CPTS e C&T). O valor da remuneração que será concedido ainda não foi revelado, mas certamente ele já deverá contar com o reajuste salarial de 9% e com o novo auxílio-alimentação de R$658, ambos concedidos pelo Governo Federal desde 1º de maio.

Nas próximas semanas, a comissão que cuidará do concurso de tecnologista do Ministério da Saúde iniciará as tratativas para contratar a banca organizadora e poderem lançar o edital até o fim deste ano.

Essa previsão de publicação do edital se torna mais factível porquê o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos autorizou que o prazo mínimo entre a divulgação do edital e a aplicação das provas seja reduzido para dois meses. Segundo o Decreto 9.739/19, que regulamenta os concursos públicos de âmbito federal, esse intervalo deveria ser de quatro meses.

Ministério da Saúde lidera ranking de abono permanência

Apesar de ter obtido a vitória de ser contemplado nesse amplo pacote de autorizações do Governo Federal, as 220 vagas concedidas estão longe de resolver o problema da falta de servidores efetivos no Ministério da Saúde, área que ganhou importância mais expressiva durante a pandemia da Covid-19.

Recentemente, o Painel Estatístico de Pessoal (PEP), órgão que concentra as informações de pessoal do Poder Executivo federal, revelou que o Ministério da Saúde lidera com folga o ranking de servidores públicos federais que estão recebendo o abono de permanência. Atualmente, são 10.702 servidores que apresentam condições de se aposentarem.

Atrás do Ministério da Saúde, encontram-se o Ministério da Fazenda, com 5.003 abonos sendo pagos, e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que tem 3.402 concursados nessas condições.

Dados presentes no Portal da Transparência indicam que a área da Saúde, juntamente com a Educação, Previdência Social e Ambiental estão com a maior quantidade de cargos desocupados no serviço público federal, sofrendo intensa perda de pessoal entre dezembro de 2016 e dezembro de 2022.

Fonte: Extra.

Até o fim de 2022, o Ministério da Saúde encontrava-se na segunda colocação dos órgãos federais com a maior carência de servidores: são 38.122 vacâncias. A pasta perde apenas para o Ministério da Fazenda, com 39.186 ao todo.

Na visão do secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS) e presidente da CUT-Rio de Janeiro, Sandro Cézar, aponta que hoje existe uma carência enorme de servidores para o atendimento básico de saúde, o que prejudica na prevenção de doenças futuras. “São coisas simples que podem virar casos de morte”, afirma.

Sobre os dados compartilhados acima, o Ministério da Gestão informou que a desocupação de cargos não significa que existe uma defasagem na força de trabalho, mas que há a garantia de uma margem que pode ser usada pelo estado em caso de necessidade.

Durante a coletiva de imprensa onde anunciou os 20 concursos autorizados, a ministra Esther Dweck revelou que novas autorizações serão reveladas nesta semana. Desta forma, o Ministério da Saúde poderá receber o aval para preencher vacâncias em outras carreiras onde há expressiva necessidade de pessoal.  

 

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