Tião Medeiros se reúne com sindicato que defende os auditores fiscais agropecuários e pede que Ministério da Gestão autorize um novo concurso para a categoria.
Na última semana, representantes do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) se reuniram com o deputado federal Tião Medeiros (PP-PR) para discutir a necessidade de contratações para essa categoria, algo que não acontece desde 2017. Vale lembrar que o recente pedido de concurso feito pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com 786 vagas, não contempla o cargo de auditor fiscal agropecuário.
No encontro com os sindicalistas, o parlamentar se comprometeu a levar a pauta de um novo concurso público para essa carreira ao ministro de Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e também de agendar uma reunião com a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, com o intuito de debater esse assunto e dar andamento outras tratativas abordadas nessa reunião.
Por exemplo, discutiu-se a respeito da reativação do fundo agropecuário, que serve como um instrumento econômico de apoio às cadeias produtivas, constituídos financeiramente por contribuições de setores destas cadeias
O presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo, que participou dessa reunião com o deputado Tião Medeiros, declarou que a retomada do fundo “é importante para financiar as atividades de defesa agropecuária e os investimentos na carreira”. Além disso, ele defendeu a necessidade de novos concursos sejam abertos com mais frequência, a fim de que hajam auditores fiscais agropecuários suficientes para lidarem com situações que preocupam o setor, como a chegada da Gripe Aviária no país.
Caso o deputado e o Anffa Sindical consigam incluir o cargo de auditor fiscal agropecuário no pedido que está sob análise no Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, o Ministério da Agricultura e Pecuária voltará a realizar um concurso público para essa categoria depois de seis anos, quando ofereceu 300 vagas para especialidade de Médico Veterinário.
Essas oportunidades foram ocupadas por quem tinha nível superior completo na área e se distribuíram em 225 para ampla concorrência, 15 reservadas às pessoas com deficiência e 60 reservadas aos candidatos autodeclarados negros. A organização desse certame ficou a cargo da Escola de Administração Fazendária (Esaf), que não realiza mais esse tipo de trabalho.
Confira detalhes sobre o último pedido de Concurso Mapa
Neste mês, o Ministério da Agricultura encaminhou um pedido ao Ministério da Gestão para que seja autorizada a realização de um concurso público com um total de 786 vagas para cargos efetivos em carreiras do Plano Geral do Poder Executivo (PGPE).
Dentro dessas oportunidades de trabalho, 500 delas serão destinadas ao cargo de agente administrativo, que exige nível médio de escolaridade. As outras 286 vagas se distribuem entre diversos cargos de nível superior:
- Administrador - 37 vagas;
- Analista técnico administrativo - 107 vagas;
- Arquiteto - três vagas;
- Arquivista - uma vaga;
- Assistente social - cinco vagas;
- Bibliotecário - três vagas;
- Contador - três vagas;
- Engenheiro - 86 vagas;
- Estatístico - nove vagas;
- Nutricionista - duas vagas;
- Médico - oito vagas;
- Psicólogo - oito vagas;
- Técnico em assuntos educacionais - oito vagas.
O Ministério da Gestão receberá até esta quarta-feira, 31 de maio, os pedidos possivelmente enviados por outros ministérios, autarquias federais e agências reguladoras que indicarem a necessidade de reporem o seu quadro de pessoal através de concurso público, que poderão serem incluídos no Orçamento do próximo ano, ou mesmo autorizando-os ainda este em 2023, conforme a própria ministra Esther Dweck já prometeu.
Até o momento, a pasta criada nessa atual gestão do Governo Federal concedeu autorização de concurso para dois ministérios e uma autarquia: ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que poderá realizar concurso com 814 vagas somente para cargos de nível superior, ao Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, com 98 vagas para o cargo de analista ambiental, e para a Fundação Nacional dos Povos Indígenas, que poderá preencher 502 vagas totais.




