Leonardo Rolim, Presidente do INSS, acredita que o Ministério da Economia concederá aval ao órgão em função do atual déficit de 22 mil cargos desocupados.
Na semana passada, o atual presidente do Instituto Nacional de Serviço Social (INSS), Leonardo Rolim, concedeu entrevista à CBN, onde ele comentou sobre o pedido de concurso feito pela autarquia para contratar 10 mil servidores, conforme antecipou a Assessoria de Imprensa do INSS. Segundo Rolim, a urgência de concursos para o órgão é enorme e essa situação pode prevalecer na decisão do Ministério da Economia.
“Vamos precisar sim fazer o concurso para substituir temporários e servidores que estão se aposentando. Estamos bem otimistas que teremos a autorização”, declarou o presidente.
Vale reforça que esse número de vagas solicitadas pode sofrer alterações, a depender de como a equipe econômica irá avaliar o pedido do INSS, dentro do orçamento previsto para 2022.
Atualmente, o INSS trabalha com um déficit de 22 mil cargos, sendo 20.309 para o cargo de técnicos (nível médio) e 2.372 para a função de analista (cargo que exige nível superior). Esse número pode aumentar com a saída de mais de 3 mil temporários, que encerrarão o contrato de trabalho no fim de 2021, e com a possiblidade de muitos servidores se aposentarem futuramente:
"É um número que, a cada ano, vai tendo uma nova demanda por conta das aposentadorias. O INSS tem um percentual razoável de servidores que já estão em abono de permanência, ou seja, que já estão em condições de se aposentar", expôs Rolim. Nesse sentido, Leonardo Rolim espera que, no próximo edital, o órgão consiga oferecer 3 mil vagas para repor as que forem deixadas pelos temporários.
Essa é a segunda tentativa do INSS de abrir concurso em um período de quatro ano. Em 2019, a autarquia social pretendia realizar certame também com 10 mil vagas, sendo mais de 2 mil referentes à chamada de aprovados em cadastro de reserva do concurso anterior (de 2015, que ainda estava vigente na época) e outras 7.888 vagas em um novo edital, distribuídas entre os cargos de técnico, analista e médico perito (esse último cargo não faz mais parte do quadro de funcionário do INSS).
Na época, mesmo o INSS estando numa situação de calamidade devido a falta de servidores, o Ministério da Economia não autorizou o concurso.
Se autorizado desta vez, os futuros técnicos de seguro social devem receber remuneração no valor de R$5.186,79, enquanto os analistas do INSS receberão R$7.659,87 mensais.
Último concurso INSS ocorreu em 2015
Sendo assim, o edital que deve servir de norte aos concurseiros e futuros servidores do INSS é o edital de 2015, quando foram abertas 950 vagas, divididas entre as carreiras de técnico e analista.
A avaliação dos concorrentes se deu através de provas objetivas, compostas por 120 questões para ambos os cargos, porém, com variação de disciplinas. Confira abaixo:
Prova para técnico: questões sobre Ética no Serviço Público, Regime Jurídico Único, Noções de Direito Constitucional, Noções de Direito Administrativo, Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Noções de Informática e Conhecimentos Específicos.
Prova para analista: Português, Raciocínio Lógico, Noções de Informática, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Legislação Previdenciária, Legislação da Assistência Social, Saúde do Trabalhador e da Pessoa com Deficiência.




