1º dia de retorno às atividades presenciais é marcado por filas, insatisfação das pessoas que buscavam atendimento e reforça a necessidade por concurso.
Nesta segunda-feira, 14 de setembro, algumas agências do Instituto Nacional de Serviço Social (INSS) retomaram os atendimentos presenciais, aproveitando as medidas de flexibilização do isolamento social. Porém, o que se viu nesse primeiro dia foram filas enormes, apesar das recomendações dos órgãos de saúde para respeitar o distanciamento e apesar também de algumas pessoas terem feito agendamento.
Para agravar a situação desse primeiro dia, os médicos peritos do instituto decidiram não voltar às atividades presenciais, por conta da falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e também por que apenas 12 das mais de 800 agências que fornecem serviço de perícia foram aprovadas em vistorias realizadas pela entidade. Desse modo, Com isso, o INSS decidiu suspender as perícias que já estavam agendadas. O problema é que muitos segurados não receberam a mensagem da suspensão desse serviço e só foram informados quando chegarem às unidades de atendimento, o que denota a fragilidade em que se encontra uma das autarquias mais importantes do país.
“Mesmo com todo o alarde da pandemia, ainda tínhamos agências sem EPI (Equipamentos de Proteção Individual) até o presente, dentre diversos outros problemas. (...) Abrir apenas estas agências e manter fechadas as demais é inviável do ponto de vista gerencial e operacional e causaria potencial caos nas cidades devido a riscos de sobrecarga de demanda”, informou a Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais (ANMP).
O Presidente do INSS, Leonardo Rolim, em entrevista ao portal de notícias do G1 se desculpou pela falha de comunicação e afirmou que nem todos viram o aviso sobre a suspensão das perícias. E essa mesma falha denota a necessidade da autarquia realizar, em caráter de urgência, um concurso público para reforçar o quadro de servidores, pois que atualmente estão lá, possuem idade avançada e não estão capacitados para utilizar as ferramentas digitais, além de lembrarmos que estamos numa pandemia em que o público mais vulnerável aos efeitos da Covid-19 são a população com mais de 60 anos e, dessa forma, a retomada das atividades presenciais demorou a ser concretizada.
Para agravar a situação, o déficit atual de servidores ultrapassa os 20 mil cargos, dificultando o gerenciamento dos atendimentos nessas agências e sobrecarregando o trabalho dos atuais servidores.
Apesar desse déficit, a autarquia não solicitou ao Ministério da Economia, dentro do prazo estipulado (que se encerrou em junho deste ano), pedido para obter a autorização para realizar concurso público, como outros órgãos federais fizeram. O INSS informou que irá realizar um redimensionamento do quadro de servidores até maio de 2021, para que haja a perspectiva de um edital para efetivos sair no ano seguinte.
Como foi no último concurso do INSS?
Em 2018, o INSS encaminhou um pedido para prover cerca de 10 mil vagas. Desse quantitativo, 2 mil vagas eram referentes ao concurso anterior (que ainda estava vigente na época, mas perdeu a validade). Porém, foi possível abrir 7.888 vagas em um novo edital, sendo 3.984 vagas de técnico, 1.692 vagas de analista e 2.212 vagas de médico perito. Na época, essas três carreiras traziam os seguintes requisitos e valores:
- Técnico de Seguro Social: Exigiu nível médio, com remuneração de R$5.186,79;
- Analista: Para candidatos com nível superior em qualquer área e remuneração de R$7.659,87;
- Médico Perito: Cargo para pessoas com nível superior em Medicina, com remuneração de R$12.683,79.
Porém, ainda não se sabe se esses requisitos e remunerações serão os mesmos da próxima seleção já que, como foi dito anteriormente, a autarquia precisa fazer o redimensionamento do quadro de servidores.




