Pedido de concurso feto pelo Instituto de Engenharia e Arquitetura RJ para abrir 35 vagas para diversos cargos será analisado pela assessoria jurídica.

No fim de outubro, o chefe de Gabinete do Instituto de Engenharia e Arquitetura do Rio de Janeiro (IEEA-RJ), Rivamar Costa Muniz, assinou um documento em que solicita que a Assessoria Jurídica analise o pedido de concurso para preencher 35 vagas. Em setembro, o presidente do instituto, Marcos Roberto Muffareg, havia encaminhado esse pedido ao gabinete da Secretaria de Planejamento e Gestão do estado (Seplag).

No ofício encaminhado em outubro, o instituto pede uma análise mais detalhada sobre a competência legal em examinar o mérito a respeito da concessão ou não do aval para realizar esse novo concurso público.

O instituto havia feito um pedido de concurso em fevereiro de 2020 à Secretária de Estado de Infraestrutura e Obras (Seinfra RJ), órgão em que está vinculado. Nessa solicitação, o IEEA RJ afirmou que tinha 600 cargos previstos em lei, mas o efetivo atual se encontra em, aproximadamente, 210 servidores.

De acordo com as regras do Regime de Recuperação Fiscal, o IEEA-RJ só poderá preencher 35 cargos que ficaram vagos a partir de setembro de 2017, quando o regime se instalou no estado.

Distribuição das vagas solicitadas pelo IEEA-RJ

As 35 vagas pedidas para preencher no próximo concurso serão destinadas somente para cargos que exigem nível superior:

  • Arquiteto: 18 vagas;
  • Engenheiro civil: oito vagas (cinco de estrutura e três hidrossanitário);
  • Engenheiro eletricista: quatro vagas;
  • Engenheiro mecânico: três vagas;
  • Engenheiro de segurança do trabalho: duas vagas.

De acordo com relatório feito pelo próprio instituto, essas vacâncias são oriundas de servidores que vieram a óbito ou que se aposentadorias. Caso o aval seja concedido pela Seinfra e Seplag, uma comissão organizadora será formada para elaborar um projeto básico a ser encaminhado para as empresas que tenham interesse em organizar esse concurso.

Desde 2011 que o Instituto de Engenharia e Arquitetura não realiza um concurso público, quando ofereceu 40 vagas entre várias especialidades de engenheiro e também para arquiteto. Para todas essas carreiras, o salário inicial era de R$4.229,76 mensais, para jornada de 40 horas. As contratações serão pelo regime estatutário, que garante estabilidade no cargo público.

A avaliação dos inscritos se deu por meio de provas objetivas, provas discursivas e Avaliação de Títulos/Experiência Profissional, organizadas pela Fundação Ceperj. Na etapa objetiva, os concorrentes precisaram responder a um total de 50 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas de respostas, valendo um ponto cada questão de Português e Legislação, 1,5 pontos cada uma das questões de  Conhecimentos Específicos, podendo atingir 65 pontos no total.

Na prova discursiva, por sua vez, os concorrentes a engenheiro e arquiteto tiveram de produzir um Estudo de Caso, em que era preciso apresentar as soluções  técnicas pertinentes à situação apresentada. O texto precisava ser escrito entre 20 e 30 linhas e bastava atingir 10 pontos para seguir adiante na disputa das vagas.

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