Instituto Chico Mendes de Biodiversidade pede que seja autorizada a abertura de seleção com 503 vagas de analista ambiental e 384 para analista administrativo.
O presidente substituto do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio), Marcelo Marcelino de Oliveira, enviou um ofício ao Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima em que solicita a autorização para realizar um novo concurso público com 877 vagas efetivas para dois cargos que exigem nível superior em qualquer área:
- Analista Ambiental: 503 vagas;
- Analista Administrativo: 384 vagas.
Para ambas as carreiras, o ICMBio oferecerá, a partir de 1º de maio, quando entrar em vigor o reajuste salarial de 9% aos servidores federal, remuneração de R$10.014,71, já estando incluso o auxílio-alimentação de R$658.
Na última segunda-feira, dia 17, durante o simpósio internacional “Povos Indígenas: Natureza e Justiça”, realizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva afirmou que concederá autorização não só para o concurso do ICMBio, mas também para o próprio Ministério do Meio Ambiente e para um outro órgão suma importância para a proteção ambiental: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), que está com o pedido de concurso por 2.408 vagas sob análise.
Porém, é preciso lembrar que a decisão final para a realização ou não desses certames será dada pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, pasta criada pelo Governo Lula para cuidar das questões relacionadas ao serviço público federal. Há a expectativa de que esse certame esteja incluído no primeiro pacote de autorizações previsto para sair neste mês de abril.
ICMBio quer chamar mais 25% dos aprovados no último concurso
Antes mesmo de solicitar a autorização para publicar um novo edital, o ICMBio havia pedido ao Ministério da Gestão o aval poder chamar 25% dos aprovados que se classificaram além das vagas imediatas oferecidas no último concurso – 171 vagas.
De acordo com o Decreto nº 9.739, de 2019, enquanto o concurso público estiver em validade, o Governo Federal pode autorizar a nomeação de aprovados e não convocados. Nesse caso, o ICMBio poderia contratar até 43 excedentes, mediante autorização do Ministério da Gestão. Vale lembrar que esse concurso foi homologado em junho do ano passado e seguirá válido até junho de 2024.
Do total de vagas oferecido no último edital, 110 foram destinadas ao cargo de técnico ambiental, carreira que exigiu apenas o ensino médio completo, enquanto outras 61 vagas foram para analista ambiental, para quem tinha nível superior. A lotação desses aprovados se concentrou nos estados que formam a região da Amazônia Legal:
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Cargo |
Localidade das vagas |
Total de vagas |
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Técnico ambiental |
Acre |
9 |
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Amapá |
8 |
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Amazonas |
22 |
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Maranhão |
5 |
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Pará |
44 |
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Rondônia |
22 |
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Analista ambiental |
Acre |
5 |
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Amapá |
4 |
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Amazonas |
12 |
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Maranhão |
3 |
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Pará |
25 |
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|
Rondônia |
12 |
O recebimento das inscrições e a aplicação das etapas de avaliação foram de responsabilidade da banca Cebraspe.
Na prova objetiva, a banca aplicou um prova com 100 questões para o cargo de analista ambiental (40 de Conhecimentos Básicos e 60 de Conhecimentos Específicos) e uma contendo 120 questões (50 de Conhecimentos Básicos e 70 de Conhecimentos Específicos). Em ambas as provas, as questões foram elaboradas no estilo “Certo ou Errado”.
Os concorrentes a esses dois cargos também foram submetidos a uma prova discursiva, cujo formado era distinto entre eles:
Analista Ambiental: produção de um texto dissertativo de até 45 linhas, abordando uma situação-problema a respeito de temas ligados aos conhecimentos específicos listado no item 13 do edital e que também se relacionem com a floresta amazônica.
Técnico Ambiental: produção de uma redação dissertativa, em até 30 linhas, a respeito de algum tema relacionado ao meio ambiente e à Amazônia.




