Com Censo Demográfico concluso, IBGE publica edital com 319 vagas para agente de pesquisas e 20 para supervisor de coleta e qualidade.

Na última segunda-feira, 6 de março, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou um edital com oferta de 339 vagas temporárias de um processo seletivo que visa contratar agente de pesquisas e mapeamento (319 vagas) e supervisor de coleta e qualidade (20 vagas), ambos voltados para quem possui nível médio completo.

EDITAL DO PROCESSO SELETIVO IBGE – 339 VAGAS

As oportunidades temporárias para agente estão distribuídas entre os estados de Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Piauí, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A remuneração para esse cargo é de R$1.387,50 mensais.

Já os postos de supervisor estão distribuídos por 13 municípios nos estados do Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A remuneração será de R$3.100.

Além dessas remunerações, os temporários irão receber auxílios alimentação, transporte e pré-escolar, assim como férias e 13º salário proporcionais. Os contratos de trabalho deles terá duração máxima de um ano, cabendo prorrogação por igual período.

Período de inscrições para o novo processo seletivo IBGE

De acordo com o edital, o prazo para inscrições nesse certame já está aberto e se encerrará às 17h da próxima sexta-feira, 10 de março, sem haver cobrança de taxa de inscrição.

Os cadastros deve ser feitos presencialmente, apresentando, nos postos listados no edital, o formulário de inscrição e a documentação original ou cópia autenticada no ato de contratação.

Os documentos entregues ou enviados no período de inscrição serão avaliados por meio da análise curricular será a única etapa desse processo seletivo. O resultado final dessa etapa está prevista para sair no dia 22 de março.

Atraso no fim do Censo aponta para necessidade urgente de efetivos

No último 28 de fevereiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística encerrou o Censo Demográfico iniciado em agosto do ano passado. A previsão é de que ele fosse concluso no fim de outubro, no entanto, o baixo número de recenseadores contratados e a recusa da população em responder à coleta de dados obrigou o IBGE a estender o quanto pode o Censo.

Segundo o presidente interino do IBGE, Cimar Azeredo, a autarquia pretendia contratar até 180 mil recenseadores, porém, apenas 120 mil postos de trabalho foram ocupados pelos temporários. Além disso, problemas com o sistema de pagamento dos recenseadores também propiciou um desinteresse da população em colaborar com o trabalho de pesquisa.

O IBGE afirmou que os agentes e recenseadores conseguiram entrevistar cerca de 92% de todo o território nacional até o fim de fevereiro, o que resultou numa quantidade de 189.261.144 brasileiros recenseados. Porém, para conseguir coletar dados de 8% da população que não responderam o questionário ou que não foram localizados, o IBGE ressaltou que algumas equipes ainda permanecerão nas ruas para chegar a totalidade das entrevistas.

É previsto que em abril, o IBGE divulgue a primeira parte dos dados coletados durante o Censo Demográfico:

"Criamos um comitê de fechamento do censo, que inclui oito demógrafos contratados exclusivamente para essa etapa de apuração, que trabalharão em sintonia direta com os demógrafos do próprio IBGE", afirmou Cimar Azeredo.

A falta de servidores efetivos no IBGE também é apontado como um dos motivos que dificultaram a conclusão do Censo Demográfico no tempo esperado. A reposição do quadro de efetivos nessa autarquia já está sendo discutida pela ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck:

Não tem como precisar quais seriam os concursos (mais urgentes), em quais áreas. Desde que eu estava aqui (no governo Dilma Rousseff), eu já acompanhava áreas que tinham muita gente em abono de permanência, com risco de aposentadoria, e a reforma da Previdência em 2019 acelerou. Áreas que já estavam com risco muito grande, com 30% da folha podiam se aposentar. IBGE e Banco Central, mas tem outras também", informou a ministra em entrevista ao Jornal Folha de S.Paulo.

Vale lembrar que o IBGE tem um pedido de concurso protocolado, que havia sido encaminhado ao então Ministério da Economia, cujo número de vagas pedidas não foram mencionadas. Na época, o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) do Governo Federal havia registrado a chegada de um documento assinado pelo presidente do IBGE, Eduardo Luiz Gonçalves Rios Neto, e encaminhado à área econômica da União.

A solicitação também foi enviada à equipe do gabinete de transição para o Governo Lula, informando os dados sobre o atual quadro de pessoal do IBGE e o déficit apresentado pela autarquia, porém, essas são informação não disponíveis para consulta.

Há cerca de um ano, o IBGE tinha um pedido de concurso anterior que previa o preenchimento de 2.503 vagas para os seguintes cargos:

  • 1.488 vagas para Técnico de informações geográficas e estatística (cargo de nível médio). Remuneração de R$3.890,87;
  • 1.004 vagas para Analista de planejamento, gestão e infraestrutura e tecnologista em informações geográficas e estatísticas (nível superior). Remuneração de R$8.213,07;
  • 11 vagas para Pesquisador em informações geográficas e estatística (nível superior). Remuneração de R$10.049,07.

Os valores mencionados acima estão baseados na Tabela de Remuneração dos Servidores Públicos Federais, que já incluem R$458 de auxílio-alimentação. No caso do salário de pesquisador, essa remuneração é a concedida para quem possui mestrado.

 

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