Grupo de trabalho será responsável por elaborar o projeto básico e definir a banca organizadora do próximo concurso da Fundação Nacional dos Povos Indígenas.
No último dia 31 de maio, foi publicada uma portaria que constituiu uma comissão organizadora formada por 14 servidores que irão preparar o projeto básico do próximo concurso público da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Esse documento servirá de espelho para que as bancas organizadoras interessadas no certame possam elaborar suas propostas e encaminhá-las para a análise da comissão.
A portaria autorizativa prevê que o edital do Concurso Funai seja publicado em até seis meses após à autorização, ou seja, até 2 de novembro. Contudo, há a expectativa de que o todo esse processo de definição da banca seja concluído ainda no início do segundo semestre.
Já as provas, primeira etapa de avaliação, serão aplicadas dois meses após a publicação do edital, podendo ser até janeiro de 2024, caso o prazo limite seja aplicado.
A autarquia havia recebido, no início do mês de maio, a autorização do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos para contratar 502 novos servidores, nos seguintes cargos:
- Agente em indigenismo: 152 vagas;
- Administrador: 26 vagas;
- Antropólogo: 19 vagas;
- Arquiteto: uma;
- Arquivista: uma;
- Assistente social: 21;
- Bibliotecário: seis;
- Contador: 12;
- Economista: 24;
- Engenheiro: 20;
- Engenheiro agrônomo: 31;
- Engenheiro florestal: duas;
- Estatístico: uma;
- Geógrafo: quatro;
- Indigenista especializado: 152;
- Psicólogo: seis;
- Sociólogo: 12;
- Técnico em assuntos educacionais: duas;
- Técnico em comunicação social: 10.
Dentre essas carreiras, a única voltada para candidatos de nível médio é justamente a que oferece o maior número de vagas de trabalho, agente em indigenismo. A remuneração que será oferecida é de R$5.349,07. Já os demais cargos exigem graduação completa na área específica e concedem ganhos mensais de R$6.420,87. Ainda não se tem informações para quais estados serão direcionadas as vagas autorizadas.
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Quando aconteceu o último Concurso Funai
O órgão que defende os direitos dos povos indígenas no Brasil estava correndo o risco de “fechar as portas” se não tivesse um concurso autorizado com urgência. Diante da enorme necessidade de pessoal, ao apresentar um déficit de 2 mil cargos vagos, o Concurso Funai acabou sendo incluído no primeiro pacote de autorizações do Ministério da Gestão. A pasta promete dar autorizações para outros órgãos federais até o fim de junho.
Com um concurso prestes a ser aberto, os interessados em trabalho na fundação precisam intensificar os estudos sem nem esperar a publicação do edital. A referência de estudos, nesse primeiro momento, deve ser o edital publicado em 2016, o último publicado para a Funai.
Na época, foram oferecidas 220 vagas, distribuídas pelos cargos de contador, engenheiro agrônomo, engenheiro (agrimensor e civil) e indigenista especializado, sendo que o órgão ainda teve a permissão de chamar mais 50% dos classificados além das vagas imediatas.
Na época, os concorrentes foram avaliados por meio de provas objetivas elaboradas pela banca ESAF (que atualmente não organiza mais concursos públicos). Eles tiveram de responder a questões de Conhecimentos Gerais (Língua Portuguesa; Raciocínio Lógico e Quantitativo; Direto Constitucional e Administrativo; Legislação Indigenista; Informática Básica e Administração Pública) e de Conhecimentos Específicos (disciplinas variavam de acordo com o cargo). O certame contou ainda com avaliações discursivas.




