Banca do concurso da Controladoria-Geral da União divulga a lista preliminar dos pedidos de isenção aceitos. Prazo para recurso termina nesta segunda, dia 24.

No último dia 20 de janeiro, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) publicou em seu portal o resultado preliminar dos pedidos de isenção da taxa de inscrição aceitos pela organizadora para o concurso da Controladoria-Geral da União. A banca organizadora da seleção divulgou ainda de forma separada os resultados dos candidatos com baixa renda e doadores de medula óssea.

ACESSE A LISTA PRELIMINAR COMPLETA DOS PEDIDOS DE ISENÇÃO PARA O CONCURSO CGU

Além disso, foi aberto o prazo para o recebimento de recursos dos candidatos que tiveram o pedido de isenção negado pela FGV. Para quem quiser insistir no recebimento da isenção terá que se apressar, pois o prazo se encerra hoje, dia 24 de janeiro.

Se mesmo assim, o resultado for negativo para a concessão do benefício, o candidato terá de se inscrever até o dia 1º de fevereiro e precisará, se tiver interesse e condições financeiras, pagar o boleto de inscrição nos valores de R$80 (para técnicos) ou R$120 (auditores) até o dia 2 do mesmo mês. As inscrições estão disponíveis no site da FGV.

Até o último dia do prazo, os candidatos que forem portadores de deficiência poderão selecionar se pretendem concorrer às vagas reservadas para eles, encaminhando o laudo médico também até o dia 1º de fevereiro para que ele passe por uma perícia médica, em que a própria FGV irá analisar os documentos enviados pela candidatos.

375 vagas disponíveis nessa seleção

Ainda em 2021, a CGU teve o edital de seu concurso público com 375 vagas, sendo 75 para o cargo de técnico de finanças e controle, que exige nível médio completo. A remuneração destinada a esse cargo será de R$7.741,31 com a inclusão do auxílio-alimentação de R$458.

As outras 300 vagas pertencem à carreira de auditor de finanças e controle, com exigência do nível superior em qualquer área. Porém, os profissionais irão trabalhar nas seguintes áreas de atuação:

  • Auditoria e Fiscalização: com lotação na Região Norte do país e no Órgão Central, no Distrito Federal;
  • Tecnologia da Informação: lotação somente no Órgão Central;
  • Contabilidade Pública e Finanças: lotação no Órgão Central;
  • Correição e Combate à Corrupção: lotação no Órgão Central.

A remuneração para os auditores será de R$19.655,06 com o acréscimo do auxílio-alimentação de mesmo valor.

As jornadas de trabalho para essas duas carreiras será de 40 horas semanais e as contratações através do regime estatutário, que garante estabilidade ao servidor público. Os servidores serão lotados no Distrito Federal e nos sete estados da Região Norte: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins.

Provas marcadas para 20 de março

Daqui há pouco menos de dois meses os candidatos a técnico e auditor da CGU passarão pelas primeiras etapas de avaliação: prova objetiva e discursiva. Os exames ocorrerão no dia 20 de março, em dois turnos:

  • Horário para técnicos: entre 8h da manhã e 12h;
  • Horário para auditores: entre 8h até 12h30min (prova objetiva de Conhecimentos Básicos e prova discursiva) e entre 15h até 19h  (provas objetivas de Conhecimentos Específicos e de Conhecimentos Especializados).

Os candidatos com nível médio de escolaridade terão de responder a 80 questões de múltipla escolha, enquanto os concorrentes de nível superior possuem passarão por um exame com 110 questões, ambas divididas em Conhecimentos Básicos e Específicos:

Prova de Técnico de Controle Externo

Conhecimentos Básicos: 15 questões de Língua Portuguesa, cinco de Língua Inglesa, cinco de Raciocínio Lógico-Quantitativo, cinco de Noções de Tecnologia da Informação;

Conhecimentos Específicos: 10 de Noções de Direito Constitucional, 10 de Noções de Direito Administrativo, 10 de Noções de Administração Financeira e Orçamentária, 10 de Noções de Administração Geral, 10 de Controladoria-Geral da União (organização, competências e sistemas estruturantes).

Prova de Auditor de Controle Externo

Conhecimentos Básicos: 15 de Língua Portuguesa, cinco de Língua Inglesa, 10 de Administração Pública e Políticas Públicas;

Conhecimentos Específicos: 10 de Direito Constitucional, 14 de Direito Administrativo, cinco de Administração Financeira e Orçamentária, seis de Fundamentos de Auditoria Governamental e cinco de Controladoria-Geral da União (organização, competências e sistemas estruturantes).

Conhecimentos Especializados - Área de Auditoria e Fiscalização: 10 questões de Auditoria Governamental e Controle Interno, 10 de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, 10 de Avaliação de Políticas Públicas e mais 10 de Finanças Públicas;

Conhecimentos Especializados - Área Correição e Combate à Corrupção: 16 questões de Direito Administrativo Sancionador, oito de Direito Civil e Processual Civil, oito de Direito Penal e Processual Penal e oito de Direito Empresarial.

Conhecimentos Especializados - Área de Tecnologia da Informação: oito questões de Ciência de Dados, oito de Desenvolvimento de Sistemas, oito de Bancos de Dados, oito de Infraestrutura Tecnológica e oito de Segurança da Informação;

Conhecimentos Especializados - Área de Contabilidade Pública e Finanças: 10 questões de Auditoria Governamental, 10 de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, cinco de Análise de Demonstrações Financeiras, cinco de Estatística e 10 de Finanças.

No mesmo dia 20 de março os candidatos terão de prestar uma prova discursiva. Será preciso produzir um texto de até 90 linhas, além de responder a uma questão de até 15 linhas, ambas a respeito de temas relacionados à Administração Pública, Direito Constitucional, Direito Administrativo ou Administração Financeira e Orçamentária. A dissertação valerá 50 pontos e a questão 20 pontos.

As provas vão acontecer em Brasília, nas capitais dos sete estados da Região Norte do país, além de outras três cidades escolhidas para representar as demais regiões do país: Porto Alegre (região Sul), São Paulo (região Sudeste) e Recife (região Nordeste). Os aprovados nas provas objetivas e discursivas, inscritos na condição de deficientes ou para o sistema de cotas para pretos e pardos ainda passarão, respectivamente, por uma perícia médica e um procedimento de heteroidentificação.

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