Federação Nacional das Associações do Pessoal cobra que 1.700 aprovados na seleção 2013/2014 ingressem na instituição para preencher cargos recém-vagos.

Mesmo com a ampliação de 84.544 para 87.544 do quadro total de funcionários da Caixa Econômica Federal, autorizada em agosto pela A Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), o processo para convocação de aprovados no último Concurso Caixa segue lento, de acordo com a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae). O órgão voltou a cobrar que a Caixa contrate 1.700 aprovados na seleção realizada entre os anos de 2013 e 2014:

O quadro de pessoal da Caixa vem sofrendo uma grande redução ao longo dos anos, com um déficit de aproximadamente 20 mil bancários, ao mesmo tempo em que há aumento do número de clientes. O concurso para PcDs é uma medida positiva e exigida por lei, mas, insuficiente. É preciso que as contratações de concursados também sejam efetivamente realizadas e de forma célere, sob o risco de se comprometer a assistência à população", declarou o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.

Segundo a Fenae, dados do mês de outubro revelam a saída de 1.772 funcionários da estatal, que poderiam ser preenchidas se fosse a autorizada a convocação de quem ficou no cadastro de reserva. Outros dados reforçam a necessidade da Caixa por mais servidores.

De acordo com estudo feito, no fim de julho, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com dados obtidos no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostra que, entre 2018 e o primeiro trimestre de 2021, a quantidade de clientes por trabalhador da Caixa subiu de 1.070 para 1.775, um aumento de 65%, fazendo com que os profissionais que estão atualmente nas agências da Caixa fiquem mais sobrecarregados.

A federação lembra também que, em julho deste ano, o Presidente da Caixa, Pedro Guimarães, anunciou que realizaria 10 mil contratações, sendo 4 mil destinadas a novos concursados. Dentro desse número de concursados, três mil seriam destinadas para a contratação de aprovados no último concurso, que ainda está em vigor. Porém, ela está condicionada à autorização do Sest, secretaria vinculada ao Ministério da Economia.

O que diz a Caixa sobre a cobrança da Fenae?

De acordo com a Caixa Econômica Federal, "as contratações estão em andamento", e que os candidatos receberão a convocação por e-mail ou por telegrama. A empresa lembra que as chamadas também são publicadas em seu site, na parte "Downloads - Concurso Público - Admissional ".

Concurso para PcDs terá resultado final das provas divulgado nos próximos dias

Conforme foi citado na declaração de Sérgio Takemoto, a Caixa realizou neste ano um concurso com 1.100 vagas para o cargo de técnico bancário a serem ocupadas somente por Pessoas com Deficiência (PcDs) que tivessem nível médio de escolaridade.

Na época em que foi aberto, o presidente da Caixa justificou que a Lei 8.213/1991 determina que empresas com mais de mil empregados preencham 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência (art. 93). Como a estatal já havia convocado todos os aprovados no concurso público realizado em 2014, que se inscreveram na condição de PCD, foi necessário abrir um novo concurso a fim de completar o percentual exigido por lei.

As provas para técnicos aconteceram no último dia 31 de outubro. Os candidatos já tiveram acesso aos gabaritos das provas, tanto para técnico tradicional quanto para técnico em TI (Tecnologia da Informação). Na próxima quarta-feira, 17 de novembro, a Fundação Cesgranrio (organizadora da seleção) liberará a imagem do cartão resposta, o resultado da prova objetiva e o resultado preliminar da prova de redação.

O concurso para PcDs deverá ser homologado já no mês que vem, com os aprovados podendo ser convocados a partir de então. Essas contratações devem ocorrer ao longo do período de um ano de validade, cabendo prorrogação por mais um ano, ou seja, até o final de 2023. Os novos técnicos bancários receberão R$4.486,03 e serão contratados pelo regime celetista.

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