Professora Nívia Xavier recomenda aos futuros candidatos a técnico bancário da Caixa que antecipem os estudos em Língua Portuguesa, dando atenção maior à interpretação textual.

Com a validade do último concurso público (2014) prestes a se encerrar definitivamente após acordo judicial, não haverá mais entraves para que a Caixa Econômica Federal possa realizar um novo concurso público com vagas gerais para o cargo de técnico bancário, que exige nível médio como escolaridade mínima.

Ainda que o edital do próximo concurso para essa carreira ainda não tenha uma previsão concreta, é um erro crasso o candidato esperar que ele esteja na praça para iniciar os estudos, especialmente quando precisa-se estudar matérias com uma gama enorme de assuntos a estudar e que são chaves para a aprovação, como é o caso de Língua Portuguesa.

Na visão da professora Nívia Xavier, que leciona a disciplina nos cursos preparatórios da DEGRAU CULTURAL, o concurseiro que decide iniciar os estudos antes da abertura oficial do certame tem suas chances de aprovação ampliadas. “O maior erro de todos é esperar o edital sair para começar a estudar. Então, quem pensa em fazer o próximo concurso da Caixa precisa iniciar os estudos desde agora”, reforça a professora.

Enquanto o próximo Concurso Caixa não tem edital publicado, a recomendação da professora é de que o candidato estude com base nas provas do concurso de 2021 para técnico bancário da Caixa, que teve vagas exclusivas para pessoas com deficiência, pois é o modelo mais recente de avaliação em comparação com último concurso com oportunidades de trabalho para todos os grupos. Essa seleção teve a Fundação Cesgranrio como banca organizadora.

Aliás, essa empresa também organizou o mais recente concurso de escriturário do Banco do Brasil, com 6 mil vagas, que também pode servir como base para entender o que costuma cair em provas de português para seleções da área bancária:

“É uma boa técnica estudar por provas anteriores de outras instituições desde que sejam os mesmos cargos. O concurso do Banco do Brasil é bem recente, então, é uma ferramenta a mais que pode contribuir com os estudos de quem pretende prestar o concurso da Caixa, mesmo sendo de outra instituição financeira. Afinal, o cargo é o mesmo. Podemos dizer que é um bom pré-teste”, afirma a professora Nívia Xavier.

Gramática versus Interpretação Textual

Um dos questionamentos mais recorrentes entre os concurseiros é se a prova de Língua Portuguesa de um determinado concurso público costuma cobrar mais conhecimento em gramática ou em interpretação. Ao analisar provas anteriores da Caixa, a professora Nívia é enfática ao dizer que a parte de interpretação de texto é a mais exigida.

“Normalmente, a cobrança recai sobre esse tópico porque os candidatos não costumam ter o hábito de leitura, então, é um prato cheio para que errem as questões. Os textos costumam ser longos e os candidatos não realizam a leitura até o final. Isso acaba influenciando na resposta da questão. Por isso, a parte de interpretação e compreensão é tão cobrada em concursos, pois ela é responsável por retirar pontos preciosos dos candidatos que não possuem o hábito de leitura”.

Diante dessa cobrança expressiva em compreensão textual, é de extrema importante que os futuros candidatos a técnico da Caixa adotem o hábito de leitura, a fim de exercitarem a capacidade analítica e de entendimento daquilo que estão lendo.

Em se tratando de gramática, segundo a professora, as próximas provas para esse cargo de nível médio deverão focar nos seguintes assuntos:

Morfologia: substantivo, adjetivo, pronome, verbo, conjunção e advérbio;

Sintaxe: pontuação, regência, crase e concordância; análise sintática de período simples e composto, em especial as orações subordinadas adjetivas e adverbiais.

A professora Nívia Xavier destaca outro assunto que costuma ser deixado de lado pelos candidatos a concursos públicos, por não estarem familiarizados com sua linguagem: a Redação Oficial. Para entende-la, a especialista recomenda que os candidatos baixem o Manual da Redação Oficial e iniciem sua leitura pelo capítulo 1: tipos de fechos das comunicações oficiais; tipos de Ofício e as modificações ocorridas da 2ª edição para a 3ª edição (edição atual); e as diferenças entre os tipos de documentos: ata, edital, mensagem, portaria etc.

Recomendações para arrasar na prova de Português da Caixa

Para ingressar no principal banco público do país no cargo de técnico bancário e receber remuneração de R$4.486,03 (valor que é composto pelo salário de R$3 mil mais R$831,16 de auxílio refeição/alimentação e R$654,87 de auxílio cesta/alimentação) não se pode também cometer outro erro recorrente entre quem se prepara para concursos públicos, citado pela professora Nívia Xavier: colocar os estudos em Língua Portuguesa em segundo plano.

Quem opta por deixar de lado Língua Portuguesa para se dedicar às disciplinas consideradas mais relevantes para o concurso que presta, acaba por se prejudicar em todo o certame, pois como a professora mesmo alertou, em provas anteriores da Caixa, cobrou-se bastante dos candidatos a interpretação textual, habilidade essencial para responder as questões das outras disciplinas.

Sabendo da enorme importância da Língua Portuguesa em uma prova de concurso público, a professora orienta o seguinte:

“A melhor forma de estudar português é adquirir uma boa teoria e, depois, praticar com o máximo de questões possíveis. Somente a teoria não dá conta de como resolver as questões. Por isso, é importante resolver o máximo de questões”.

 

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