Professor Antônio Pissetti orienta como os candidatos a escriturário devem se aprofundar sobre a Lei de Inclusão de Pessoa com Deficiência.
Uma das novidades do concurso para escriturário do Banco do Brasil é a cobrança da Lei Brasileira de Inclusão de Pessoa com Deficiência (Lei nº13.146/15). O assunto faz parte de Vendas e Negociação, disciplina que contará com 15 questões na prova, cada uma valendo um ponto e meio.
Para orientar o estudo dos candidatos em relação à Lei nº13.146/15, a DEGRAU CULTURAL entrevistou o professor Antônio Pissetti, que dá aulas no curso dessa instituição. O especialista acredita que a prova para escriturário deverá trazer, no máximo, duas questões sobre o assunto. “É o quantitativo que temos visto sendo cobrados em várias provas de outros concursos e bancas desde que a Lei 13.146/15 entrou em vigor”, ressaltou.
Embora seja um quantitativo pequeno, o professor lembra que cada questão sobre a Lei nº13.146/15 valerá um ponto e meio. “Desprezar qualquer assunto ou conteúdo previsto para uma prova de concurso público pelo pouco número de questões é um erro fatal, pois na soma final dos pontos, o acerto mesmo que somente de duas questões fará uma diferença enorme na classificação final. O candidato tem que estudar para gabaritar, quanto maior o número de acertos melhor será a classificação”.
Na entrevista abaixo, Antônio Pissetti apontou quais são os assuntos com mais chances de serem cobrados na prova para escriturário do Banco do Brasil e deu várias dicas de como estudar a disciplina. Confira a seguir:
Degrau Cultural - Faltando praticamente um mês para a aplicação das provas, qual a melhor forma estudar a Legislação para Pessoas com Deficiência para o concurso do BB?
Antônio Pissetti - Apesar do edital ter orientado apenas a Lei nº13.146/15 (Lei Brasileira de Inclusão de Pessoa com Deficiência) para a prova, que é o Estatuto das Pessoas com deficiência, uma “ação afirmativa” que promove a equidade, a mesma é bastante moderna, complexa e exige uma boa leitura por parte dos candidatos, assim como a observância de questões cobradas em provas anteriores e prática constante de exercícios, que irão resultar numa confiança maior por parte do candidato na hora de fazer a prova.
O conteúdo de Legislação para Pessoas com Deficiência está dentro da disciplina de Vendas e Negociação, que contará com 15 questões. Quantas perguntas o senhor acredita que serão cobradas sobre Legislação para PcD?
Acredito que serão cobradas no máximo duas questões, que é o quantitativo que temos visto sendo cobrados em várias provas de outros concursos e bancas desde que a Lei 13.146/15 entrou em vigor.
Embora não seja um quantitativo grande de questões, negligenciar o estudo da Legislação para PcD é um erro que os candidatos não podem cometer, tendo em vista que cada pergunta valerá 1,5 ponto, correto?
Corretíssimo! Desprezar qualquer assunto ou conteúdo previsto para uma prova de concurso público pelo pouco número de questões é um erro fatal, pois na soma final dos pontos, o acerto mesmo que somente de duas questões fará uma diferença enorme na classificação final. O candidato tem que estudar para gabaritar, quanto maior o número de acertos melhor será a classificação.
Quais são os assuntos que o senhor acredita que têm mais chances de cair na prova para escriturário do BB, por terem mais relação com as questões bancárias?
Costumo orientar em sala de aula que todo o conteúdo previsto em edital deve ser estudado, pois nem sempre a banca cobra aquilo que se espera ou é previsível. Tem que se ter cuidado, mas alguns assuntos realmente estariam mais relacionados com questões bancárias, dentre eles o atendimento prioritário; as adaptações razoáveis e tecnologias assistivas; acessibilidade em variadas formas e barreiras; bem como a promoção da participação em igualdade de condições da pessoa com deficiência com as demais pessoas em todas as situações, no acesso ao trabalho, educação, política, lazer, esportes, etc. Os candidatos devem sempre lembrar que as pessoas com deficiência possuem direitos ou benefícios, e nunca vantagens. Conhecer a parte conceitual das leis é imperativo, para o entendimento das ações afirmativas.
Qual é o perfil de prova da Fundação Cesgranrio costuma no que tange à Legislação sobre PcD’s? O que os candidatos podem esperar de uma prova desta banca?
Devo lembrar que essa é a primeira vez que esse assunto vai ser cobrado na prova do Banco do Brasil, e que até agora em relação ao assunto pessoa com deficiência, antes da Lei nº 13.146/15, a Cesgranrio apresentava na formulação de questões que envolviam outras leis um perfil não muito diversificado, e voltado para os termos da lei.
Estudar por meio de provas anteriores é indispensável, mas a Fundação Cesgranrio não tem um acervo grande de questões sobre Legislação para PcD? Caso negativo, provas de quais outras bancas podem ser adotadas?
Infelizmente, o acervo da banca em relação à Lei nº 13.146/15 não é amplo, até por se tratar de uma lei “relativamente nova” no contexto para concursos. Sugiro que o candidato considere realmente o que está previsto na lei, sem permitir criar situações que envolvam o dia a dia ou a questão prática, pois nem sempre a teoria é igual à prática. Também oriento que se tenha cuidado com questões de provas anteriores, pois alguns assuntos ou conceitos foram revogadas ou alterados, fato que pode induzir o candidato ao erro. Exemplo disso é a terminologia pessoa portadora de deficiência, que foi revogada em leis anteriores, sendo o correto a terminologia pessoa com deficiência. Algumas bancas como a Cebraspe oferecem uma boa gama de questões de provas para o aperfeiçoamento do candidato.
Quais outras dicas e orientações pode deixar para os candidatos?
Essa disciplina vem amplamente sendo cobrada em vários concursos desde sua publicação, inclusive em tribunais, e provavelmente também na próxima prova da Caixa Econômica Federal, razão pela qual devemos seguir firmes nos estudos. Também oriento que baixem a lei somente no site: planalto.gov.br – publicada com as devidas revogações e atualizada. Alerto que a aprovação da Lei 13.146/15 acabou por revogar e alterar também conteúdos de outras leis, como por exemplo o Código Nacional de Trânsito, Código Eleitoral, CLT e Lei de Licitações e Contratos Administrativos, dentre outras. Todas as alterações citadas a partir do Artigo 96º da referida lei, e que também devem ser do conhecimento do candidato. Deixo como dica aos candidatos ao Banco do Brasil que, para resolver as questões de prova dessa disciplina, devem lembrar que tudo sempre é feito e pensado e planejado para as pessoas com deficiência, e que nunca será cobrado nenhum valor maior ou criado óbices em razão da deficiência. As competências em criar, incentivar, promover, acompanhar e fiscalizar os direitos das pessoas com deficiência sempre são do poder público. Comprometimento é necessário, e desejo a todos que tenham o merecido sucesso.
Cartões a partir de 22 de setembro
A Fundação Cesgranrio vai liberar, no dia 22 de setembro, o cartão de confirmação de inscrição dos 1.605.751 inscritos (136.198 no Estado do Rio de Janeiro) no concurso para escriturário do Banco do Brasil. O documento trará o horário e locais das provas objetivas, programadas para acontecer no dia 26 do mesmo mês.
Caso haja inexatidão na informação relativa à opção de cidade de realização das provas, UF/macrorregião/microrregião e/ou em relação à eventual condição de pessoa com deficiência que demande tratamento diferenciado para a realização das provas e/ou esteja concorrendo às vagas reservadas para pessoas com deficiência e/ou às vagas destinadas a pessoas pretas ou pardas, os candidatos deverão entrar em contato com a Fundação Cesgranrio, por telefone, das 9h às 17h, ou por e-mail, nos dias 23 e 24 de setembro.
No Estado do Rio de Janeiro, para qual há 71 vagas (35 imediatas e 36 em cadastro de reserva, todas as oportunidades são para agente comercial. As chances para agente de tecnologia são todas para Brasília.
A prova objetiva para agente comercial, que vale 100 pontos, será composta por 70 questões, distribuídas pelas disciplinas de Língua Portuguesa (10), Língua Inglesa (5), Matemática (5), Atualidades do Mercado Financeiro (5), Matemática Financeira (5), Conhecimentos Bancários (10), Conhecimentos de Informática (15) e Vendas e Negociação (15).
Para ser aprovado é preciso obter 50% do total da pontuação do conjunto das provas objetivas, 50% em Conhecimentos Básicos e Conhecimentos Específicos e não zerar qualquer uma das disciplinas. Vale destacar que todas as questões valem um ponto e meio, exceto Inglês e Atualidades do Mercado Financeiro.
Só terão a redação corrigida aqueles que forem aprovados na prova objetiva em uma posição que não ultrapasse o dobro do somatório do total de número de vagas e do número de cadastro de reserva. No caso do Estado do Rio de Janeiro, serão 142 aprovados (70 para as vagas imediatas e 72 para as vagas em cadastro).
O concurso para o escriturário do BB, cargo que exige apenas o nível médio, conta com oferta de 4.480 vagas, sendo 2.240 imediatas e outras 2.240 em cadastro de reserva. A remuneração inicial é de R$4.508.




