Para a próxima seleção de escriturários do BB, candidatos devem ficar atentos aos conteúdos que foram cobrados em 2018 em probabilidade e estatística.

Estamos em março e ainda não se tem previsão sobre quando sairá o aguardado edital para o concurso de escriturários do Banco do Brasil. Antes, previa-se que o documento fosse divulgado em fevereiro, tendo em vista que ele já havia sido revisto. Mas isso acabou não acontecendo.

Como a maioria dos concurseiros não tem a paciência de Jó, muitos optam (sabiamente) por estudar sem esperar o lançamento do edital, e se preparam a partir de editais anteriores do mesmo órgão ou da mesma banca organizadora. No caso do concurso do Banco do Brasil, uma boa referência para o próximo edital é o que foi publicado em 2018, que focou mais em disciplinas voltadas para a área de Tecnologia da Informação.

Dentro da lista de disciplinas cobradas no último concurso de escriturários esteve a de Probabilidade e Estatística que, sozinha, trazia um total de 20 questões, ou seja, foi a segunda disciplina com o maior número de perguntas, perdendo apenas para Conhecimentos de Informática (35 questões).

O Professor Carlos Henrique, que leciona essa disciplina nos cursos da Degrau Cultural, ela é importante para o concurso de escriturários do Banco do Brasil por dois motivos:

A quantidade de questões e a profundidade com que é cobrada.  Isso obriga o aluno que almeja ao cargo chegar na prova com um bom domínio do conteúdo e com agilidade na resolução de questões, ponto às vezes negligenciado pelos concurseiros.  Se destacar nessa matéria é a certeza de que o concurseiro sairá da nota mediana da maioria dos concorrentes e estará alguns degraus acima na acirrada disputa”, afirmou o professor.

Veja abaixo o conteúdo programático para probabilidade e estatística de 2018:   

  • Análise combinatória;
  • Noções de probabilidade;
  • Teorema de Bayes;
  • Probabilidade condicional;
  • Noções de estatística;
  • População e amostra;
  • Análise e interpretação de tabelas e gráficos;
  • Regressão, tendências, extrapolações e interpolações;
  • Tabelas de distribuição empírica de variáveis e histogramas;
  • Estatística descritiva (média, mediana, variância, desvio padrão, percentis, quartis, outliers, covariância).

Analisando o formato da prova nessa disciplina, os concorrentes tiveram um nível alto de exigência nas questões para responder. A expectativa, segundo o professor Carlos Henrique, é de que se as próximas provas forem semelhantes ao do concurso de 2018, os concorrentes encontrarão um exame no mesmo estilo, com foco em Probabilidade, Estatística Descritiva (média, moda, mediana, variância e desvio-padrão), Correlação e Regressão.

Certamente, para alguns concurseiros, probabilidade e estatística não é uma área muito fácil de se estudar, já que muitos não têm tanta afinidade com as ciências exatas. O professor Carlos Henrique alerta que, sim, é um conteúdo bastante extenso, complexo, em um nível bem acima do que costuma ser cobrado em cargos de nível médio, e ele aconselha:

É imprescindível que o aluno comece a estudar antecipadamente para que possa ir assimilando aos poucos os conteúdos. A tríade teoria + exercícios + revisão é o único caminho para que o futuro funcionário do Banco do Brasil chegue na prova com domínio da matéria e possa se destacar em relação à concorrência”.

Detalhes sobre o cargo

O próximo concurso de escriturários do BB será voltado para a área de Tecnologia da Informação (e não ao cargo de escriturário tradicional, como vinha acontecendo) e deve trazer vagas para candidatos com nível médio de escolaridade, sem exigir curso técnico específico.  

Os futuros escriturários terão uma remuneração de R$4.036,56, valor composto por vários benefícios:

  • Participação nos lucros (geralmente paga duas vezes ao ano);
  • Planos de saúde e odontológico;
  • Previdência privada com participação do banco;
  • Auxílio-creche/babá;
  • Auxílio ao filho com deficiência.

A jornada de trabalho dos escriturários em TI será de 30 horas semanais, sendo contratados pelo regime celetista. Mesmo sem confirmar, o Banco do Brasil está estudando a possibilidade de manter o sistema de trabalho de home office, em função da pandemia, apesar de permitir a escolha do local de trabalho.

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