Diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres diz que discutirá com o governo Lula a abertura de concurso para a agência, que sofre com carência de pessoal.
Um novo concurso Anvisa poderá sair do papel na gestão do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, que tomará posse no dia 1º de janeiro. O assunto já vem sendo tratado com a equipe de transição e será discutido com o governo federal, de forma mais efetiva, a partir do próximo ano. A informação foi passada pelo diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Antonio Barra Torres, nesta quarta-feira, dia 23, que está otimista quanto à autorização para a contratação de novos servidores.
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"As minhas expectativas são as melhores possíveis. Sou pessoa otimista, positiva. Acredito que a relação seja boa. Diga-se de passagem, não tenho queixa da relação anterior com o governo atual. Acredito que teremos uma ótima relação com o governo que entra. A agência é uma agência de Estado, objetivos são nacionais", disse Barra Torres, ao sair de reunião com integrantes do grupo de Saúde da equipe de transição do governo Lula.
Mais de 600 servidores podem se aposentar
Sem realizar concurso desde 2016, hoje a Anvisa tem cerca de 1.600 servidores, sendo que 600 reúnem condições de se aposentar. O desejo de Barra Torres é atingir um efetivo de 2.200 profissionais nos quadros da agência, mas sabe que esse quantitativo será difícil de ser atingido a curto prazo. “É um número difícil de ser atingido para um primeiro concurso”, afirmou.
No entanto, o diretor-presidente da agência ressaltou a necessidade de ser aberto um concurso Anvisa para, ao menos, suprir as necessidades mais imediatas. “A gente precisa de concurso público com número de vagas que possa, pelo menos, a curtíssimo prazo, mitigar problemas.”
Há grandes chances de o pleito do diretor-presidente da Anvisa ser atendido pelo governo Lula. Ao menos, o coordenador do grupo de trabalho da Saúde, senador Humberto Costa, já declarou ao jornal Folha de São Paulo que a realização de novo concurso Anvisa - bem como para Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) - está sendo tratada como uma prioridade.
Agência pediu concurso este ano para 107 vagas
Um pedido de concurso Anvisa foi encaminhado, este ano, ao Ministério da Economia, mas, até o momento, não foi autorizado. A solicitação foi para 107 vagas, sendo 44 para técnico administrativo, cinco para técnico em regulação e vigilância sanitária, 15 para analista administrativo e 43 para especialista em regulação e vigilância sanitária.
As duas primeiras carreiras exigem nível médio e têm remunerações de R$7.474,67 e R$7.846,37, respectivamente. Já as duas últimas são para quem tem formação superior. Neste caso, os ordenados são de R$14.265,57 e R$15.516,12. Os valores incluem R$458 de auxílio-alimentação.
Caso o concurso Anvisa seja autorizado, as contratações ocorrerão pelo regime estatutário, que assegura estabilidade no emprego.




