O concurso Alerj está atraindo o interesse de milhares de pessoas interessadas em conquistar um emprego com boa remuneração e a estabilidade que o serviço público oferece. E a carreira que vem despertando a maior atenção é a de especialista legislativo III. Afinal, ela conta com 20 vagas imediatas, exige apenas o nível médio e tem vencimentos de R$10.369.

Para orientar os estudos dos candidatos a especialista legislativo III na disciplina de Língua Portuguesa, que contará com dez questões na prova objetiva, a reportagem da DEGRAU CULTURAL entrevistou a professora Gabriela Marques.

Vale destacar que, em Língua Portuguesa, a Fundação Getúlio Vagas (FGV) é a banca mais temida pelos concurseiros. Por isso, quem vai concorrer a uma vaga de especialista legislativo III no concurso da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro devem dar atenção especial à disciplinas e às dicas da professora Gabriela Marques.

Faltando pouco mais de quatro meses para a aplicação das provas, Gabriela Marque afirma que a melhor estratégia que os candidatos podem adotar é organizar o estudo da disciplina de Língua Portuguesa por blocos temáticos, alternando entre teoria, prática e revisão.


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Segundo ela, de agora até fevereiro, o ideal é que o candidato siga uma rotina que contemple o seguinte tripé:

* Revisão teórica dirigida (com foco em tópicos mais cobrados pela FGV):
* Resolução diária de questões da FGV, especialmente provas recentes da área legislativa e de nível médio;
* Treino intensivo de interpretação de textos com foco na habilidade de inferir informações e reconhecer relações semântico-lógicas.

“Além disso, recomendo que o candidato simule condições reais de prova pelo menos uma vez por semana, para aprimorar o tempo de leitura e raciocínio textual”, destacou a professora da DEGRAU CULTURAL.

Na entrevista que pode ser vista abaixo, Gabriela Marques fez uma análise do conteúdo programático de Língua Portuguesa, traçou o perfil da banca organizadora e apontou os assuntos que têm mais chances de serem explorados na prova do concurso Alerj para especialista legislativo III. Veja a seguir:

DEGRAU CULTURAL – Qual a avaliação que faz do conteúdo programático de Língua Portuguesa para especialista legislativo III (nível médio) do concurso para a Alerj?

Professora Gabriela MarquesO conteúdo programático é bastante abrangente e coerente com o nível do cargo. A Fundação Getúlio Vargas costuma exigir do candidato não apenas o conhecimento das regras gramaticais, mas, principalmente, a capacidade de aplicá-las em contextos de uso real da língua.
 No caso do edital da Alerj, temos um equilíbrio entre interpretação de textos e análise linguística, o que demonstra a intenção de avaliar o candidato de forma completa — tanto na compreensão quanto na expressão da língua portuguesa. É um programa extenso, mas bem estruturado, que exige constância e técnica no estudo.

Qual a melhor forma de estudar Língua Portuguesa para o concurso da Alerj, sabendo que a prova está agendada para o dia 8 de fevereiro? Quais as melhores estratégias de estudo?

A melhor estratégia é organizar o estudo por blocos temáticos, alternando entre teoria, prática e revisão.
 De agora até fevereiro, o ideal é seguir uma rotina que contemple: revisão teórica dirigida (com foco em tópicos mais cobrados pela FGV); resolução diária de questões da banca, especialmente provas recentes da área legislativa e de nível médio; além de treino intensivo de interpretação de textos com foco na habilidade de inferir informações e reconhecer relações semântico-lógicas. Também recomendo que o candidato simule condições reais de prova pelo menos uma vez por semana, para aprimorar o tempo de leitura e raciocínio textual.

O que os candidatos a especialista legislativo III (nível médio) da Alerj podem esperar da prova de Língua Portuguesa que será elaborada pela FGV?

Podem esperar uma prova extremamente interpretativa e criteriosa, com textos densos e questões que testam o raciocínio linguístico.
 A FGV gosta de explorar o ‘meio do caminho’, ou seja, alternativas que parecem corretas à primeira leitura, mas que se distanciam sutilmente da intenção do texto ou da norma-padrão.
 Além disso, é comum que a banca traga itens de gramática contextualizada, exigindo que o candidato saiba aplicar regras em situações práticas, e não apenas reconhecê-las isoladamente.

Das dez questões da prova, acredita que quantas terão foco na parte de interpretação de textos e quantas na gramática?

Considerando o perfil recente da FGV, é provável que seis ou sete questões abordem interpretação textual, enquanto três ou quatro explorem gramática aplicada e norma-padrão. Mesmo as questões “gramaticais” tendem a estar inseridas em fragmentos de texto, o que reforça a necessidade de domínio tanto da leitura analítica quanto das relações sintáticas e semânticas.

No que tange à parte de interpretação, quais pontos acredita que serão mais abordados e que, por isso, os candidatos precisam dar atenção especial?

A FGV costuma explorar relações lógico-discursivas; sentido de conectivos e valor semântico dos operadores argumentativos; inferência e dedução a partir do texto; identificação de ironia, ambiguidade e modalização; e efeitos de sentido de recursos morfossintáticos e lexicais (como tempos verbais, pronomes e advérbios). Ou seja, é fundamental que o candidato vá além da leitura literal e desenvolva uma leitura interpretativa e argumentativa, típica do perfil FGV.

No que tange à parte da gramática, quais assuntos priorizar e que têm mais chances de serem explorados na prova?

Os tópicos mais recorrentes nas provas da FGV são concordância verbal e nominal; regência verbal e nominal; colocação pronominal; emprego de tempos e modos verbais; pontuação e oração subordinada adverbial; e crase e uso dos pronomes relativos. Esses temas aparecem com frequência justamente por exigirem interpretação sintática dentro de contexto, o que é uma marca registrada da banca.

Quais outras dicas e orientações pode deixar para quem vai concorrer a uma vaga de especialista legislativo III (nível médio) da Alerj?

Minha principal orientação é: estude com estratégia, não com pressa. Faltando poucos meses, é fundamental priorizar revisões inteligentes e resolução de questões comentadas. Crie um plano de estudo com foco na constância diária, mesmo que por pouco tempo, e não negligencie a leitura, pois é ela que sustenta tanto a interpretação quanto a gramática contextual. E, por fim, confie no processo: quem treina com propósito e técnica chega preparado. Como costumo dizer aos meus alunos: “O erro é treino. A aprovação é destino”.

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