Ministra da Gestão, Esther Dweck, prevê que a seleção para auditores-fiscais do trabalho e outras carreiras esteja presente no segundo pacote de autorizações.

Nesta semana, ao conceder entrevista ao Correio Braziliense, a ministra Esther Dweck, que comanda o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, indicou quais áreas e órgãos podem estar inclusos no segundo pacote de autorizações a ser anunciado mais para frente. Nesse pacote, deverá estar presente a seleção aberta pelo Ministério do Trabalho e Emprego para auditores-fiscais do trabalho.

“Os ministérios de Educação, do Planejamento e do Trabalho estarão na segunda leva, inclusive o do IBGE", revelou a ministra.

Já de acordo com o secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Francisco Macena da Silva, o certame que está por vir deverá contemplar também os cargos de técnicos de Tecnologia da Informação (TI) e agentes administrativos.

Vale lembrar que nesta semana, o Ministério da Gestão concedeu autorização para que a Funai e o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima realizem concursos públicos, e os incluiu no primeiro pacote de autorizações, que ainda contará com o concurso para o Incra, a ser autorizado ainda nesta semana.

Brasil necessita urgentemente de mais auditores-fiscais

Certamente, a maior oferta de vagas deverá ser mesmo para o quadro de auditor-fiscal do trabalho, onde há maior necessidade de contratação. Dados do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) denunciam que, atualmente, a média no Brasil é de um fiscal para atender a cada 52 mil trabalhadores. Ou seja, o quadro de auditores-fiscais é de apenas 1.959, abaixo dos 50% da capacidade total da categoria.  

Ações do Ministério do Trabalho que desmantelaram, recentemente, a prática da escravidão no país, reforçam a urgência de se ter mais auditores-fiscais em campo, bem como para auxiliar no combate ao trabalho infantil, que quase quadruplicou nos últimos anos, passando de 573, em 2020, para 2.187, em 2022, de acordo com o Sinait.

“Na linha de frente contra o trabalho escravo, a exploração do trabalho infantil e outras violações e irregularidades trabalhistas, os auditores-fiscais do trabalho têm enfrentado pressões, ameaças e sobrecarga de trabalho. Dos 3,6 mil cargos disponíveis na carreira, pouco mais de 1,8 mil estão ocupados — um déficit de quase 50% e o menor contingente dos últimos 30 anos”, disse o presidente do Sinait, Bob Machado, em artigo publicado recentemente no Correio Braziliense.

Se autorizado, a seleção para auditor-fiscal do trabalho destinará vagas para candidatos com formação superior em qualquer área. Com o reajuste salarial sancionado no último dia 28 de abril pelo Presidente Lula, a remuneração inicial que era de R$21.487,09, passará para R$23.579,70, segundo projeção feita pela equipe de reportagem da DEGRAU CULTURAL, já incluindo o novo auxílio-alimentação de R$658. O Ministério do Trabalho e Emprego ainda confirmará essa informação.

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