Em ofício enviado ao vice-presidente da República, Geraldo Alckimin, associação que defende a categoria de analista de comércio exterior pede autorização para um novo concurso.

Na última quarta-feira, 21 de junho, a Associação de Analistas do Comércio Exterior (AACE) encaminhou um ofício ao vice-presidente da República, Geraldo Alckimin, que também é o titular do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No documento, a associação solicita que seja autorizado um concurso público para a categoria de analista de comércio exterior, que exige nível superior de escolaridade.

A AACE pede que Alckimin busque dialogar com o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, para que sensibilize a pasta diante da necessidade urgente de conceder um aval para essa carreira também, já que o MGI concedeu, no último dia 19 de junho, autorização para a realização de 20 novos concursos em âmbito federal, com mais de 4 mil vagas a serem preenchidas.

A preocupação da associação é que está para acontecer uma edição da nova regulamentação do Programa de Gestão e Desempenho (PGD), por parte do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, antes da edição da norma geral a ser proposta pelo Ministério da Gestão. Essa edição pode impactar no trabalho exercido pelos analistas de comércio exterior:

“Notadamente, é necessário ressaltar que a implementação de regras muito rígidas pode contribuir para a perda de servidores para outros ministérios que adotem regras mais flexíveis, com potencial para afetar as entregas de políticas públicas fomentadas pelo MDIC”, justifica a Associação no ofício.

A AACE destaca ainda ao vice-presidente que “embora a proposta de regulamentação do PGD ainda não seja ostensiva, imagina-se que haverá parâmetros obrigatórios e discricionários, sendo que, a definição quanto a estes deverá ficar sob responsabilidade de cada Pasta. Nesse caso, rogamos a vossa senhoria que opte por adotar, no âmbito do MDIC, as regras menos restritivas possíveis no exercício da discricionariedade facultada”.

Conheça as atribuições de um analista do comércio exterior (ACE)

Existente na administração pública federal desde 1998, o cargo de analista do comércio exterior é responsável por direcionar atividades de gestão governamental, relacionadas à formulação, à implementação, ao controle e à avaliação de políticas de comércio exterior.

A movimentação dessa categoria é gerida de forma estratégica com o objetivo principal de ampliar a inserção internacional da economia brasileira e elevar a produtividade, a competitividade, o emprego e a inovação dos setores produtivos, maximizando os resultados de programas e políticas públicas de comércio exterior.

Atualmente, a Secretaria de Gestão e Inovação (Seges), vinculada ao Ministério da Gestão, é a responsável pela prática administrativa de atos de supervisão e de gestão da maioria dos profissionais da carreira (95%). Essa competência, aliás, foi delegada do MDCI ao Ministério da Gestão, a fim de evitar que os trabalhos da categoria ACE fossem descontinuados.

A outra parte da categoria de analista de comércio exterior (5%) está sob responsabilidade do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que, por sinal, está com concurso público de 440 vagas recém-autorizado pelo Governo Federal.

Quando aconteceu o último concurso para analista do comércio exterior?

Não há Concurso ACE desde 2012, quando foram oferecidas 157 vagas imediatas, sendo 149 para ampla concorrência e oito destinadas à reserva para deficientes. O certame foi organizado pela Esaf (Escola de Administração Fazendária) e foi dividido em duas fases:

Primeira Fase: Prova objetiva de Conhecimentos Gerais; Prova de Conhecimentos Específicos; Prova discursiva; Prova de títulos.

Segunda Fase: Curso de formação.

Na parte de Conhecimentos Gerais, os candidatos a analista tiveram de responder a um total de 60 questões, sendo 20 para Língua Portuguesa, dez de Língua Estrangeira (Inglês/Espanhol ou Inglês/Francês), dez de Direito Administrativo, dez de Direito Constitucional e dez de Direito Civil. As disciplinas na parte específica variavam de acordo com o grupo de atuação onde o candidato pretendia trabalhar.

Já na prova discursiva, a Esaf avaliou os concorrentes através de uma redação a ser escrita entre 40 e 60 linhas e mais uma questão discursiva com, no mínimo, 15 linhas, e no máximo, 30 linhas, a respeito de algum tópico presente na prova de Conhecimentos Específicos. Todos os selecionados no concurso de 2012 foram lotados em Brasília.

 

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